Visa pagamentos Foto: wayhome.studio/ Adobe Stock

Visa divulga estudo com principais tendências de pagamentos em 2025

4 minutos de leitura

Inteligência artificial é um dos destaques do relatório apresentado pela empresa



Por Redação em 05/06/2025

A Visa, empresa de pagamentos digitais, divulgou um estudo que aponta as tendências de meios de pagamento que estarão em alta em 2025. Segundo o levantamento, a tendência é de soluções cada vez mais personalizadas. “À medida que olhamos para 2025, o futuro dos pagamentos mostra-se mais digital, flexível e impulsionado pela escolha do consumidor”, declarou a companhia, em nota oficial.

De maneira geral, segundo o estudo, os pagamentos de conta para conta (A2A) ampliam as opções para os consumidores. Além disso, a biometria diminui a necessidade de senhas e PINs, reduzindo o atrito, e a globalização impulsiona a evolução dos pagamentos internacionais, atualmente lentos e complexos. A Visa também aponta o uso de inteligência artificial (IA) na definição de novos padrões de segurança e usabilidade.

A seguir, estão as seis principais tendências que moldarão os pagamentos em 2025.

1. Inteligência artificial contra fraudes

Foto: Aekion/ Adobe Stock – gerada por IA

Segundo o estudo, a IA terá um papel determinante na personalização das experiências de pagamento. Outro ponto apresentado no documento é o aprimoramento dos recursos para detecção de fraudes. Segundo a Visa, isso deve impactar tanto compradores quanto vendedores. Por outro lado, a empresa afirma que espera um alto desempenho dos algoritmos de aprendizado profundo, para que se tornem mais sofisticados na análise de padrões de transações e na identificação de riscos potenciais. 

A empresa, que investiu pelo menos US$ 3,3 bilhões em infraestrutura de IA e dados na última década, acredita que o uso responsável da tecnologia é essencial para o desenvolvimento do setor como um todo. A Visa também declarou que, ainda em 2025, lançará três soluções para a prevenção de riscos e fraudes, todas apoiadas em IA. Segundo a empresa, isso faz parte do pacote Visa Protect, projetado para reduzir fraudes em pagamentos A2A imediatos e pagamentos sem cartão (CNP), assim como transações dentro e fora da rede. 

Para a empresa, utilizar o potencial da próxima geração de IA para transformar o ecossistema de pagamentos é o caminho para garantir a segurança e a inteligência necessárias ao setor, fatores considerados críticos para as empresas de pagamento em 2025 e além.

2. A identidade digital  

Foto: Adobe Stock

A segurança nos pagamentos está evoluindo de senhas e dados de cartão para autenticação biométrica, como reconhecimento facial e impressões digitais. Essa mudança, exemplificada pelo Visa Payment Pass e pela parceria da Visa com o QNB no Catar, para o Visa Click to Pay (a primeira implementação global de biometria para pagamentos online), pretende aumentar a segurança e a conveniência. Ao centralizar a biometria na autenticação, seguindo as melhores práticas de privacidade de dados e segurança cibernética, o futuro do comércio online se torna mais seguro e centrado no usuário.

3. Pagamentos em tempo real 

Para a Visa, em 2025 os pagamentos em tempo real (RTP) ganharão força globalmente, impulsionados por desenvolvimentos em grandes economias. Nos EUA, a migração do Federal Reserve para o padrão ISO 20022 deve acelerar a adoção do serviço FedNow, permitindo pagamentos instantâneos 24 horas por dia, sete dias por semana. Na Europa, o Sistema de Transferência Instantânea de Crédito da Área Única de Pagamentos em Euros (SEPA) já está em ampla adoção, facilitando transações instantâneas em euros transfronteiriços.

Apesar desses avanços, persistem desafios como fraudes, vulnerabilidades de segurança e a falta de recursos transfronteiriços em redes RTP geridas independentemente pelos governos. A colaboração com o setor privado, como a Visa, é crucial para superar essas questões, oferecendo expertise e recursos para aprimorar a segurança, a interoperabilidade e a funcionalidade transfronteiriça. Segundo a empresa, o principal desafio para reguladores e formuladores de políticas é equilibrar a inovação com as salvaguardas, protegendo contra os riscos inerentes à natureza instantânea e irreversível dos pagamentos RTP. Além disso, garantir que as redes RTP nacionais sejam abertas e interoperáveis é fundamental para o comércio e o crescimento global.

4. Pagamentos A2A simplificados

Visa pagamentos
Foto: BullRun/ Adobe Stock

De acordo com o estudo, os pagamentos com cartão sempre ofereceram segurança e proteção superiores, mas a lacuna em relação aos pagamentos eletrônicos sem cartão está diminuindo. Soluções inovadoras, como o pagamento pelo banco, estão modernizando e simplificando transferências bancárias (A2A), proporcionando aos consumidores mais opções. No entanto, o aumento da popularidade dos pagamentos em tempo real também atraiu fraudadores, o que levou à implementação de ferramentas como o Visa Protect para pagamentos A2A, a fim de combater fraudes nessas redes.

5. Finanças incorporadas em alta

Finanças incorporadas integram serviços financeiros de terceiros em plataformas digitais não financeiras. Isso inclui principalmente soluções de pagamento e, cada vez mais, produtos de empréstimo e soluções de pagamento de marca branca. Quando implementadas corretamente, essas soluções beneficiam todos os envolvidos:

  • provedores se beneficiam da distribuição de baixo custo;
  • facilitadores capitalizam a demanda por simplicidade e conveniência;
  • distribuidores melhoram o engajamento em suas plataformas;
  • usuários finais acessam serviços financeiros contextuais e unificados.

Para a Visa, as finanças incorporadas criam uma experiência mais fluida e integrada para os usuários, transformando a forma como interagimos com serviços financeiros no dia a dia. Segundo o relatório, “as soluções de pagamento estão se integrando, principalmente, ao ecossistema de comerciantes. Quando bem feitas, representam uma vitória para todos”.

6. Pagamentos internacionais mais rápidos

Historicamente dominado por bancos e focado no B2B, o mercado de movimentação de dinheiro transfronteiriço está, segundo a Visa, passando por uma profunda transformação. A crescente necessidade de consumidores e pequenas e médias empresas (PMEs) enviarem dinheiro globalmente expôs as falhas do sistema tradicional, que é complexo, caro e lento. 

Para a Visa, a chave para revolucionar os pagamentos internacionais está na expansão de redes de pagamento em tempo real (RTP) globais e interoperáveis, capazes de processar múltiplas moedas. A Visa Direct é um exemplo de como uma rede global pode permitir transações internacionais mais rápidas e econômicas, superando a ineficiência das redes nacionais isoladas. 

Soluções de pagamento transfronteiriças mais eficientes e acessíveis prometem eliminar atrasos e altas taxas, simplificando as conversões de moeda e a conformidade regulatória. Essa evolução busca oferecer maior conveniência, transparência e confiança, impulsionando o crescimento de negócios, a confiança dos consumidores e a prosperidade das comunidades. Inovações como a autenticação biométrica segura e transações instantâneas e integradas são passos essenciais para atender às demandas de todos que realizam e recebem pagamentos globalmente.



Matérias relacionadas

Rodolfo Fücher, presidente do conselho da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) Estratégia

Da IA genérica à aplicada: a tecnologia estrutural além do hype

Tecnologias orientadas a atividades reais aprofundam impactos econômicos e direcionam ajustes de investimentos, regulação e estratégias, avalia diretor da ABES

Reunião de negócios com foco em inteligência artificial corporativa, onde profissionais discutem estratégias de implementação de IA nas empresas. Estratégia

Consultorias apontam 2026 como o ano da IA corporativa

De piloto isolado a infraestrutura estratégica, a inteligência artificial passa a orientar decisões, produtividade e novos modelos de negócio nas empresas

Data center no Brasil ao entardecer, com linhas de transmissão de energia em primeiro plano e área urbana do Sudeste ao fundo Estratégia

Data centers no Brasil podem movimentar R$ 100 bilhões até 2029

Projeções indicam forte expansão, condicionada à oferta de energia e à infraestrutura de rede

Mão em ambiente corporativo sustenta um símbolo visual de nuvem, representando a necessidade de modernizar infraestruturas de cloud para suportar novas cargas de inteligência artificial e modelos híbridos de TI. Estratégia

Nuvens têm de ser reestruturadas até 2028 para suportar novas cargas, aponta IDC

Pressão das aplicações de IA deve levar organizações a reestruturar ambientes legados e consolidar o modelo híbrido como base da infraestrutura corporativa

    Embratel agora é Claro empresas Saiba mais