Vista aérea de um complexo de climate tech com telhados solares, estufas transparentes, vegetação e vias com iluminação em LED vermelha conectando prédios e módulos de energia renovável ao entardecer. Imagem gerada digitalmente

Climate Tech no Web Summit Rio 2026: IA, energia e carbono ganham destaque na programação

3 minutos de leitura

Executivos e especialistas do setor vão conduzir os debates e analisar os avanços no desenvolvimento de soluções para energia



Por Redação em 28/05/2026

Cada pergunta feita a uma inteligência artificial exige energia. Milhões delas, todos os dias, estão transformando os data centers em um dos principais vetores de crescimento do consumo elétrico mundial. A Agência Internacional de Energia (IEA) estima que essas estruturas consumiram 415 TWh de eletricidade em 2024 e poderão chegar a 945 TWh até o fim da década, um volume próximo ao consumo anual de um país como o Japão, por exemplo. A equação que desafia governos, empresas e investidores é clara: como sustentar a explosão da IA sem ampliar as emissões de carbono? 

A necessidade de sustentar o avanço da inteligência artificial sem ampliar emissões ajuda a explicar por que a inovação climática ganhou espaço central no Web Summit Rio 2026, reunindo especialistas em energia, mercado de carbono, bioeconomia e inteligência artificial para discutir os caminhos da transição energética global. 

Se há alguns anos a discussão climática ocupava espaços paralelos nos grandes eventos de tecnologia, em 2026 ela passa a integrar o centro da agenda de inovação global. A mudança reflete uma transformação estrutural: praticamente todas as revoluções tecnológicas em curso, da inteligência artificial à computação em nuvem, dos veículos elétricos à digitalização industrial, dependem de uma oferta crescente de energia e de modelos econômicos compatíveis com as metas de descarbonização. 

O debate deve ser organizado em quatro grandes eixos: transição energética, bioeconomia e agricultura regenerativa, mercado de carbono e restauração florestal e IA aplicada à resiliência climática.

Os nomes da trilha Climate Tech

A programação do Climate Tech do Web Summit Rio 2026 reúne fundadores, executivos e especialistas que estão na linha de frente do desenvolvimento de soluções para energia limpa, bioeconomia, mercado de carbono e inteligência artificial aplicada à adaptação climática. A expectativa é que os palestrantes levem experiências práticas de empresas que já atuam na construção da economia de baixo carbono.

Entre os destaques está Maya Pindeus, fundadora e CEO da Another Earth, startup que utiliza inteligência artificial e tecnologias imersivas para criar modelos digitais capazes de prever cenários ambientais e apoiar decisões relacionadas à resiliência climática. Reconhecida internacionalmente por seu trabalho na interseção entre tecnologia, dados e sustentabilidade, Pindeus participa do painel “Visualizando o futuro: IA para a resiliência climática e energética”, que discute como a IA pode ajudar governos, cidades e empresas a antecipar riscos climáticos e otimizar sistemas energéticos.

Outra participação confirmada é a de Pedro Fernandez, cofundador e CEO da Mombak, empresa que se tornou uma das principais referências globais em remoção de carbono por meio da restauração de áreas degradadas na Amazônia. A startup ganhou projeção internacional ao atrair investimentos de grandes fundos globais para projetos de reflorestamento voltados à geração de créditos de carbono de alta integridade. Fernandez participa do painel “O contrato de arrendamento de 40 anos da Amazon”, dedicado aos desafios e oportunidades da conservação florestal de longo prazo e do financiamento climático.

A bioeconomia também terá espaço de destaque com a participação de Franco Martínez Levis, fundador e CEO da Puna Bio, startup argentina de biotecnologia que desenvolve soluções microbiológicas capazes de aumentar a produtividade agrícola em condições extremas, reduzindo a dependência de fertilizantes químicos. Seu trabalho ganhou visibilidade com a aplicação da ciência à agricultura regenerativa na América Latina. Para compor o painel: “O solo como infraestrutura climática: ampliando a revolução bioindustrial do Brasil”, Marc Violo, fundador e CEO da MycoStories, Francisco Jardim, investor da SP Ventures e Constance Malleret, jornalista do The Guardian.

A agenda de energia também reúne lideranças empresariais e especialistas envolvidos diretamente na expansão da infraestrutura necessária para sustentar a transição energética na América Latina. O painel “Obstáculos de alta tensão na América Latina” coloca em discussão os desafios para ampliar a geração renovável, modernizar redes de transmissão e garantir segurança energética em uma região considerada estratégica para a descarbonização global. O tema será apresentado por Sebastião Ruales, cofundador e CEO da Bia Energy.



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