Ilustração com computação quantica: cubo de dados quânticos em tons de vermelho e linhas de rede conectando mundo digital Imagem gerada digitalmente

Japão e Índia avançam em cooperação para computação quântica

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Parceria reforça estratégia japonesa para ampliar liderança em tecnologia quântica e acelerar aplicações industriais na Ásia



Por Redação em 28/05/2026

O Japão avançou em seu projeto internacional de computação quântica ao assinar um acordo com a Índia. Anteriormente, o país já havia firmado uma negociação semelhante, na Ásia, com Cingapura, reforçando que a tecnologia é uma das 17 áreas estratégicas priorizadas na gestão da atual primeira-ministra Sanae Takaichi.

De acordo com reportagem do Valor, os japoneses têm acordos com o Reino Unido, Dinamarca, Suíça, Estados Unidos, Alemanha e ainda com a União Europeia. Todos eles com foco no desenvolvimento dessa infraestrutura computacional.

No caso da Índia, a parceria é sinérgica: além de mão de obra qualificada na área de tecnologia da informação, os indianos formam o país mais populoso do mundo, com várias possibilidades de aplicação da computação quântica. Para os fabricantes japoneses trata-se de uma oportunidade de negócios importante de exportação de computadores desse tipo. Uma das intenções do Japão, segundo o Valor, é que a Índia adote computadores quânticos desenvolvidos por empresas japonesas, considerados entre os mais avançados do mundo. 

De acordo com o ministro da Ciência e Tecnologia da Índia, Jitendra Singh, a carta de intenções sobre cooperação em ciência e tecnologia quântica mostra que os dois países compartilham pontos fortes complementares, com o Japão oferecendo capacidades tecnológicas avançadas e a Índia contribuindo com um grande contingente de recursos humanos qualificados.

Meta japonesa atual é de 1000 qubits

Ele destacou as missões nacionais da Índia em tecnologias quânticas, sistemas ciberfísicos, mobilidade elétrica, energia limpa e computação avançada como plataformas para pesquisa conjunta e codesenvolvimento.

Já o ministro de Política Científica e Tecnológica do Japão, Onoda Kimi, reconheceu a trajetória econômica da Índia e sua adoção de inteligência artificial em diversos setores, e destacou a resiliência e a cultura de inovação que observou nas instituições acadêmicas indianas.

Segundo a revista Fapesp, o primeiro computador quântico supercondutor do Japão foi totalmente construído com componentes fabricados no país asiático e teria entrado em operação em julho de 2025, na Universidade de Osaka.

Essa abordagem tecnológica está entre as mais avançadas e difundidas do setor, na avaliação do site EuroNews, com IBM, Rigetti e Google na lista das empresas que lideram a tecnologia nessa área.

A publicação explica o posicionamento dos japoneses nessa área: a máquina nipônica teria 256 qubits, medida de capacidade de computação, enquanto a tecnologia do Google alcançaria 70 qubits. A IBM, por sua vez, possui um computador com 1.121 qubits, mas o equipamento não está disponível para uso externo.

Segundo o site, o potencial pleno da computação quântica exigiria máquinas capazes de operar com cerca de um milhão de qubits. A japonesa Fujitsu, parceria da Universidade de Osaka, afirma que os nipônicos terão um computador quântico de 1000 qubits até o final de 2026.



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