Computação quântica com um equipamento criogênico e componentes metálicos em laboratório, mostrando uma estrutura circular com cabos e bobinas em ambiente controlado. Foto: Phonlamai Photo / Shutterstock

Investidores apostam forte em computação quântica

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Avaliações bilionárias, planos de abertura de capital e avanços tecnológicos ampliam o interesse pelo setor



Por Redação em 26/05/2026

A computação quântica vive um momento de crescimento único, segundo reportagem da revista Exame com dados do Wall Street Journal (WSJ). Movimentos recentes de mercado nos Estados Unidos indicam um aumento do interesse dos investidores nessa frente, o que pode otimizar aplicações em diversas áreas, das finanças à saúde, passando pela logística, entre outras.

A avaliação do valor das empresas (valuation) do setor reforça os movimentos bilionários. A Horizon Quantum, recém-chegada no mercado de computação quântica, já nasce sendo estimada em US$ 616 milhões. A Infleqtion, por sua vez, tem um valor de mercado de US$ 3,2 bilhões, enquanto a Xanadu valeria US$ 8,3 bilhões.

Entre investidores e observadores do setor, circula a brincadeira de que basta uma empresa ter “quantum” no nome para alcançar valuation bilionário, o que mostra um reflexo do entusiasmo atual do mercado. 

De acordo com WSJ, pelo menos outras quatro companhias estariam no grupo das emergentes. São elas, pela ordem de avaliação: Terra Quantum (US$ 3,3 bilhões); Pasqal (US$ 2 bilhões); IQM (US$ 1,8 bilhão); e Seeqc (US$ 1 bilhão).

Da valorização bilionária aos avanços tecnológicos 

Equipamento metálico e detalhado com tubos e componentes dourados em um laboratório, representando computação quantica e tecnologia avançada de pesquisa.
Foto: Davide bonaldo / Shutterstock / Modificada com IA

Falando da Xanadu, a mais bem valorada da lista acima, o site especializado Investing aponta que a empresa canadense anunciou recentemente um desenvolvimento em memória quântica que reduz as operações necessárias em aproximadamente 50%.

A empresa afirmou que o avanço foi projetado para computadores quânticos de escala comercial a curto prazo, onde a disponibilidade limitada de qubits (unidade básica de informação da computação quântica) restringe as operações.

Ao fazer o anúncio público, a Xanadu teve suas ações aumentadas em 31% no acumulado do ano, chegando a US$ 14,13, o que lhe confere uma capitalização de mercado de US$ 4,22 bilhões, um número menor do que o apontado pelo WSJ. Já a receita da companhia teria crescido 191% nos últimos doze meses, mantendo uma margem de lucro bruto de 92%.

De acordo com a análise do site, as ações estão sendo negociadas acima de seu valor justo, o que as coloca entre as ações de tecnologia sobrevalorizadas.

A germano suíça Terra Quantum, por sua vez, divulgou que pretende abrir capital até o fim de 2026 e fará isso nos Estados Unidos. Fundada em 2019, a empresa concentra-se em aproveitar a mecânica quântica para desenvolver tecnologias que superam os sistemas clássicos.

As ofertas da empresa incluem algoritmos, software e soluções de segurança voltadas a uma ampla gama de setores, segundo o informativo da bolsa norte-americana Nasdaq. Entre os setores de aposta da Terra Quantum estão defesa, finanças, farmacêutico e logística. As parcerias já realizadas envolvem aplicações que variam desde a precificação de derivativos até projetos de drones.

No Brasil, a aposta em computação quântica envolve mão de obra qualificada para o setor, segundo a Exame. Em valores, a área dividiria R$ 5 bilhões com os pesquisadores da biodiversidade nacional, em pesquisas até 2034, com valores aportados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.

Para efeito de comparação, a China e os Estados Unidos já teriam investido cerca de US$ 42 bilhões, enquanto o Japão sozinho teria aportado US$ 7,4 bilhões. Estimativas da McKinsey apontam que o impacto econômico potencial associado à computação quântica pode alcançar US$ 2 trilhões ao longo da próxima década. 



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