transporte inteligente

Futurecom 2022: falta integração para o transporte inteligente 

2 minutos de leitura

No Futurecom 2022, especialistas falam como o transporte inteligente pode avançar com maior integração em tempo real



Por Redação em 21/10/2022

O 5G vai levar o uso de dados de telefonia móvel ao próximo nível para melhoria da mobilidade urbana. E as operadoras de telecomunicações podem assumir um papel de hub de dados, favorecendo o chamado transporte inteligente. Essa é uma das conclusões do debate que mobilizou especialistas no tema durante o Futurecom 2022, entre os quais Elias de Sousa, partner da Deloitte, Eduardo Polidoro, diretor de IoT e M2M da Claro e Conrado de Souza, conselheiro da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos da ANPTrilhos.

Polidoro destacou o uso seguro das informações geradas pela infraestrutura de antenas das operadoras móveis, explicando que tratam-se de dados agregados, e não personalizados. Ele também ressaltou a redução dos custos por gigabit na análise dos dados, o que deve ser outro fator impulsionador na adoção desse tipo de informação na mobilidade urbana. 

Sousa, da Deloitte, confirmou que o acompanhamento da movimentação de pessoas a partir do chamado registro detalhado de chamada (CDR) já é consolidado mundialmente por operadoras de telecomunicações.

Em relação à Internet das Coisas (IoT), os especialistas pontuaram o uso de vários tipos de recursos de monitoramento de ônibus e trens, além de transportes por aplicativos. 

A falta de integração no transporte inteligente

Muitos ônibus, por exemplo, vêm sendo monitorados por sistemas embarcados de fábrica, que informam sobre frenagem, direção segura e outros inputs. São informações que interessam às equipes de manutenção. Para a gestão da mobilidade urbana, todavia, o que mais interessa é saber onde eles estão em tempo real, de forma que esses dados possam ser integrados a outras plataformas e gerem insights efetivos para a formatação de sistemas de transportes inteligentes. 

transporte inteligente

Conrado, da ANPTrilhos, contrapõe com o exemplo positivo da Linha 6 do metrô paulistano, que está entre as mais modernas do mundo, inclusive com um centro de operações integrado com todos os atores de segurança pública da cidade, segundo ele. A gestão da linha informa, inclusive, o status dos vagões em tempo real aos usuários do sistema. 

Em termos de pagamento, o processo envolve – como toda a mobilidade urbana sob trilhos em São Paulo – o uso de cartões e QR Code. Para Conrado, o que falta é a integração. “A mobilidade urbana precisa dessa integração, principalmente na última milha. Os planejadores pensam muito em pesquisa de origem e destino (OD), mas para o usuário é importante saber qual é o modal mais rápido e mais barato, saindo do ponto A para o ponto B”, finaliza. 



Matérias relacionadas

Equipe de profissionais em inteligência artificial participando de uma reunião em sala moderna com grande tela exibindo IA Estratégia

Mercado demanda novos profissionais para direcionar uso consciente de IA

Funções voltadas tanto à eficácia quanto aos aspectos éticos e regulatórios implicam cargos com novos perfis e responsabilidades

Profissional de tecnologia analisando dados de inteligência artificial e gráficos digitais, representando o papel estratégico do Chief AI Officer na inovação empresarial. Estratégia

CAIO: o cargo estratégico que vai dominar o topo das empresas até 2030

A liderança em IA ganha status estratégico, e o CAIO surge como o executivo-chave para transformar tecnologia em valor de negócio

Rodolfo Fücher, presidente do conselho da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) Estratégia

Da IA genérica à aplicada: a tecnologia estrutural além do hype

Tecnologias orientadas a atividades reais aprofundam impactos econômicos e direcionam ajustes de investimentos, regulação e estratégias, avalia diretor da ABES

Reunião de negócios com foco em inteligência artificial corporativa, onde profissionais discutem estratégias de implementação de IA nas empresas. Estratégia

Consultorias apontam 2026 como o ano da IA corporativa

De piloto isolado a infraestrutura estratégica, a inteligência artificial passa a orientar decisões, produtividade e novos modelos de negócio nas empresas

    Embratel agora é Claro empresas Saiba mais