Imagem de iluminação noturna urbana do Rio de Janeiro

Como o Rio de Janeiro vai oferecer iluminação inteligente para seus cidadãos

3 minutos de leitura

Lâmpadas LED e sensores de IoT modernizam a iluminação pública, possibilitando melhor gestão dos gastos.



Por Redação em 20/07/2020

Projeto prevê instalação de lâmpadas LED e sensores de IoT para modernizar a iluminação pública, possibilitando melhor gestão dos custos

A prefeitura do Rio de Janeiro iniciou um projeto de modernização para se aproximar do conceito de cidade inteligente. Com o investimento inicial de R$ 1,4 bilhão, a iniciativa vai focar na iluminação pública do munícipio. As informações são dos sites Mobile Time e Valor Econômico.

Nos próximos dois anos, a iluminação pública passará por uma transformação. A expectativa é que 500 mil luminárias de vapor de sódio sejam trocadas por modelos de LED. Além disso, 70% dessas lâmpadas deverão ser integradas a sensores de IoT, possibilitando uma telegestão.

O nome é autoexplicativo, mas telegestão é a possibilidade de tomar decisões, de forma remota, sobre um determinado ambiente. É um conceito intimamente ligado à Internet das Coisas e às cidades inteligentes.

Isso vai permitir maior controle das lâmpadas inteligentes, uma vez que o sistema de iluminação vai reunir informações como:

  • Localização das luminárias.
  • Identificação dos equipamentos acesos ou apagados.
  • Intensidade da luz.
  • Consumo de energia em tempo real e o total acumulado.
  • Temperatura da luminária.

Com essas informações reunidas, é possível criar uma estratégia de redução de custos, redução da emissão de carbono, além de promover maior mobilidade urbana e segurança para o cidadão que precisar transitar à noite pela cidade. “Com a substituição das luminárias atuais pelas de LED, a expectativa é que mais de R$ 120 milhões sejam economizados por ano, com a redução nas contas de consumo de energia do município”, explicou ao site da Revista Projeto Rosemary Macedo, secretária municipal de Fazenda do Rio de Janeiro.

Tecnologias que integram uma cidade inteligente

Já falamos dos sensores a serem instalados nas luminárias para fornecer informações valiosas para os gestores públicos. Mas ainda existe um outro pilar para o sucesso de um projeto deste porte: a transmissão de todos esses dados.

Sobre a conectividade, três redes de baixo consumo de energia e de longo alcance são consideradas para o projeto:

  1. LoRa: a tecnologia LoRa (abreviação para Long Range) é uma comunicação sem fio bem semelhante ao Wi-Fi. Mas, a diferença aqui é que ela é capaz de atingir grandes distâncias: até 5km nas áreas urbanas e 15km em regiões rurais.
  2. Sigfox: a rede Sigfox consegue operar em frequências não-licenciadas (como a 902MHz no Brasil) e tem uma comunicação baseada em software. Isso quer dizer que todo o gerenciamento dos dados acontece em um ambiente em nuvem e não nos próprios dispositivos de Internet das Coisas (IoT).
  3. NB-IoT: também conhecida como Narrowband IoT, a tecnologia utiliza um subconjunto do padrão LTE (4G), trafegando em uma baixa taxa de dados. Além disso, a rede é mais voltada para dispositivos estáticos.

O projeto de modernização da iluminação pública do Rio prevê também a construção de um Centro de Controle Operacional (COO) para gerir os sistemas de iluminação inteligente e de monitoramento (que falaremos mais no próximo tópico).

Quer saber mais como funciona um ecossistema IoT? No Mundo + Tech você confere um blog post sobre a importância de investir em Internet das Coisas e dois exemplos práticos do conceito. Clique aqui para ler.

Projeto no Rio vai além da iluminação pública

A modernização da iluminação pública no Rio de Janeiro teve início no começo de julho, quando o bairro de Madureira recebeu 275 lâmpadas inteligentes. A expectativa agora é a instalação de mais 25 mil luminárias nas próximas semanas e a troca de 34,5 mil postes.

Além da iluminação pública, o projeto contempla outras mudanças na estrutura urbana carioca. Entre elas estão:

  • 10 mil câmeras de monitoramento
  • Via fibra óptica e com parte delas — 40% — dotadas de tecnologia para reconhecimento facial.
  • 5 mil pontos de acesso Wi-Fi público via fibra óptica.
  • 6 mil controladores de semáforo – com funcionamento a partir da detecção do fluxo de trânsito
  • 4 mil bueiros inteligentes – com coletores e sensores de resíduos sólidos nas entradas — ou seja, sempre que estiverem cheios, um alerta será dado para a autoridade municipal.

“Pensamos em alternativas para que a cidade fique mais iluminada, mais conectada, mais segura e mais econômica”

Rosemary Macedo

A jornada de cidade inteligente do Rio de Janeiro é uma parceria público-privada (PPP) entre a prefeitura do Rio e o consórcio Smart Luz, vencedor da licitação do projeto. O contrato estabelece que 34 km de orlas, 101 parques e praças, 23 edificações e fachadas históricas e 12 espaços culturais e turísticos, além de esculturas e monumentos, receberão iluminação especial.

Principais destaques desta matéria

  • Rio de Janeiro iniciou projeto iluminação inteligente.
  • Iniciativa vai modernizar iluminação pública com a instalação de lâmpadas LED inteligentes.
  • Projeto ainda prevê uso de sensores IoT em bueiros para disparar alertas quando estiverem perto de entupir e instalação de câmeras inteligentes com reconhecimento facial.


Matérias relacionadas

Milton Lima, Cristine Hoepers, Felipe Tambelini, Rodrigo Santos e Raphael Mielle Trintinalia Estratégia

Por que ainda é tão difícil evitar golpes

Especialistas em sistemas bancários e cibersegurança analisam a exploração de fatores subjetivos, como ansiedade, pressão, excesso de confiança e dificuldade de compreender ambientes digitais complexos

Sessão no Senado Federal em Brasília com parlamentares sentados nas bancadas em plenário, telões ao fundo e pauta legislativa visível no ambiente Estratégia

Senado aprova Redata e envia projeto para sanção presidencial

PL 278/2026 prevê suspensão de tributos federais para equipamentos de data centers e estima renúncia fiscal de R$ 5,2 bi em 2026 e R$ 1 bi ao ano nos dois anos seguintes

Nuvem, com circuitos e painéis holográficos em vermelho, sugerindo multicloud e resiliência Estratégia

Bancos buscam mais autonomia e resiliência na multicloud

Executivos defendem que soberania não significa segregar operações, mas garantir autonomia, portabilidade, transparência e continuidade dos serviços em um ambiente cada vez mais dependente da nuvem e da IA

Palestrantes do evento com Eduarda Davidovic, Carlos Zambroni, Rodrigo Ohira, Gloria Guimarães e Raquel Possamai no palco, diante de plateia e telão com iluminação azul Estratégia

Open Finance entra em fase de ajustes para ganhar confiança e massificação

Cinco anos após o início do compartilhamento estruturado de dados financeiros no Brasil, o foco agora recai sobre padronização, experiência dos usuários, governança do ecossistema e correção de assimetrias