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Computação em nuvem pode gerar economia de US$ 3 trilhões até 2030

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Relatório da consultoria McKinsey aponta melhorias que a tecnologia vai agregar



Por Redação em 30/01/2024

O uso do cloud computing, ou computação em nuvem, deverá gerar uma economia global de US$ 3 trilhões até 2030, segundo recente estudo da consultoria McKinsey. A estimativa tem como parâmetro o EBITDA adicional em todos os segmentos no mundo, segundo os analistas brasileiros Alessandro Rosa, sócio sênior da McKinsey em São Paulo e líder de Tecnologia na América Latina, e Rafael Siqueira, líder de Build by McKinsey na América Latina e também sócio do escritório paulista da consultoria.

Apesar do potencial, a concretização depende da superação de vários desafios. Entre eles está o fato de que apenas uma em cada dez empresas consegue tirar valor em escala da nuvem. Os dois consultores lembram, ainda, que apenas cinco delas estão começando a colher os resultados. O que pode mudar esse cenário é o uso da inteligência artificial generativa (GenAI), que promete otimizar os recursos da nuvem.

A dupla de especialistas destaca que uma das razões para a desconexão atual entre ambição e realidade é que vários negócios buscam uma migração muito gradual, utilizando modelos pouco eficientes ou limitando os seus orçamentos de TI. Uma estratégia eficaz para a nuvem, no entanto, precisa de muito mais, de acordo com eles. Os números desse processo de migração confirmam a trajetória atual.

Por exemplo, metade das empresas avaliadas pela McKinsey migrou uma pequena parcela de seus aplicativos para a nuvem. Na média, o percentual de migração é de 15% a 20%, mas dois terços das empresas esperam migrar até 80% de seus sistemas para a nuvem até o fim desta década.

Mais do que migração em si, é preciso reinventar o modo como a tecnologia é desenvolvida e gerenciada, segundo a análise da McKinsey. “Diferentes arquiteturas, serviços de infraestrutura e parceiros são necessários. Mais do que a tecnologia por si só, é preciso empreender uma mudança radical na forma de operar e se organizar”, detalham os analistas brasileiros no relatório citado.



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