A maior torneio de futebol do mundo acontece neste ano com sede conjunta nos Estados Unidos, México e Canadá – e a promessa é de que esta edição atinja um patamar inédito de integração entre o futebol e a tecnologia. Isto deve ser impulsionado pelo uso massivo de inteligência artificial (IA) e novos dispositivos, apoiados em uma infraestrutura avançada de conectividade.
Para a indústria de tecnologia e inovação, o mundial se tornará um grande campo de testes operando com processamento de dados e segurança digital em altíssima escala e em tempo real .
Arbitragem com IA
Um dos pilares tecnológicos do evento será a evolução das ferramentas de arbitragem. A principal inovação para o árbitro de vídeo (VAR) é a utilização de avatares 3D dos jogadores para a análise de impedimentos. Todos os atletas que participarão do campeonato passarão por um escaneamento digital detalhado para que o sistema consiga mapear com alto nível de precisão as dimensões e proporções de seus corpos.
Com os avatares digitais, a marcação de impedimento ganhará agilidade, reduzindo o tempo de resposta da avaliação para a escala dos milissegundos, com nível inédito de exatidão.
Além de processar a imagem instantaneamente, a ferramenta emitirá avisos de áudio de forma automática aos árbitros assistentes assim que identificar um jogador em posição irregular.
Novas câmeras e dados do jogo
Para elevar a transparência das partidas e gerar novos ângulos de captação, os juízes em campo utilizarão câmeras corporais. Com uso de algoritmos de IA para estabilizar as imagens, o Referee View fornecerá a visão em primeira pessoa do árbitro principal, e esses registros poderão ser integrados rapidamente às transmissões e às plataformas de mídia.
Além do foco na arbitragem, as comissões técnicas viverão uma nova era de análises de desempenho. Através de uma plataforma baseada em IA generativa nomeada Football AI Pro, dados brutos e milhares de métricas serão convertidos em informações táticas instantâneas para as seleções. A plataforma foi desenvolvida para democratizar a capacidade analítica, entregando a todas as 48 delegações as mesmas condições tecnológicas para elaborar simulações e monitorar o desempenho durante a competição.
Experiência digital do torcedor

A revolução também chegará às telas dos espectadores. A expectativa é que as exibições dos jogos incorporem recursos de visualizações 3D em lances complexos e correções de câmera automatizadas em tempo real, garantindo uma experiência mais imersiva e responsiva para um público estimado em seis bilhões de pessoas. A ideia é que essas inovações operem de forma invisível para o torcedor, focando apenas na entrega de uma transmissão aprimorada.
“O Mundial de 2026 será como 104 Super Bowls em um único mês. A tecnologia é o que nos permitirá entregar essa escala sem perder a qualidade.”, disse o presidente da Fifa, Gianni Infantino, à Forbes. “São eventos ao vivo, com pressão real e audiências reais”, disse o CEO da Lenovo, Yuanqing Yang, ao comentar os processos de testes e ensaios.
Segurança digital e proteção antidrone
Longe dos gramados, a infraestrutura das cidades-sede precisará lidar com rigorosos protocolos modernos de segurança cibernética e controle de espaço aéreo.
Agências do governo americano, como o Departamento de Segurança Interna (DHS) e a Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema), destinaram recentemente centenas de milhões de dólares para investir em modernos sistemas antidrone a fim de proteger o entorno dos estádios e os eventos comemorativos.
