Mão robótica com componentes vermelhos manipulando um cadeado iluminado que exibe fluxo de dados, representando a cibersegurança moderna. Imagem gerada digitalmente

Web Summit Rio 2026: cibersegurança conecta principais debates sobre inovação e IA

3 minutos de leitura

Da IA generativa à computação em nuvem, segurança digital se torna condição para a transformação tecnológica



Por Redação em 01/06/2026

Se a inteligência artificial domina as conversas do Web Summit Rio 2026, a cibersegurança surge como um dos pilares que sustentam essa transformação digital. À medida que empresas aceleram a adoção de IA generativa, agentes autônomos, computação em nuvem e plataformas baseadas em dados, cresce também a necessidade de proteger informações, garantir a confiabilidade dos sistemas e reduzir riscos em ambientes cada vez mais conectados.

A cibersegurança deixou de ser apenas uma área técnica. Hoje a segurança digital é uma questão estratégica para organizações de todos os setores em todos os níveis hierárquicos das empresas. O desafio vai além da proteção contra ataques cibernéticos: envolve preservar a confiança dos clientes, assegurar a continuidade dos negócios e atender a exigências regulatórias em um cenário de rápida evolução tecnológica.

A ascensão da IA generativa ampliou esse debate. Ferramentas capazes de criar textos, imagens, vídeos e códigos em segundos também abriram espaço para novos riscos, incluindo ataques automatizados, deepfakes, fraudes digitais, roubo de identidade e vulnerabilidades associadas ao uso de modelos avançados de inteligência artificial.

Por isso, a expectativa é que a cibersegurança atravesse diferentes trilhas da programação do Web Summit Rio 2026, conectando debates sobre inteligência artificial, infraestrutura digital, computação em nuvem, fintechs e transformação empresarial.

Temas que devem impulsionar os debates

Cadeados vermelhos flutuantes e código binário sobre o teclado de um notebook aberto no escuro, exemplificando a cibersegurança.
Imagem gerada digitalmente

Entre os assuntos mais relevantes relacionados à segurança digital que aparecem no radar do mercado e dialogam com a programação do evento estão:

  • Segurança e governança em aplicações de inteligência artificial;
  • Proteção de dados em ambientes multicloud;
  • Identidade digital e autenticação avançada;
  • Resiliência cibernética e resposta a incidentes;
  • Segurança de infraestruturas críticas, como telecomunicações, energia e serviços financeiros;
  • Impactos da computação quântica sobre os modelos atuais de criptografia;
  • Combate a deepfakes, desinformação e fraudes digitais impulsionadas por IA.

Se a inteligência artificial representa a principal força transformadora da tecnologia em 2026, a cibersegurança aparece como a condição necessária para que essa inovação aconteça de forma sustentável. 

Lideranças globais ampliam a discussão

Embora não exista uma trilha específica, vários palestrantes do Web Summit Rio 2026 atuam em organizações diretamente ligadas aos desafios de segurança, privacidade, governança de dados e infraestrutura digital.

Entre os destaques estão:

  • Henna Virkkunen: responsável pela área de Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia da Comissão Europeia, participa das discussões globais sobre regulação digital, proteção de dados e governança tecnológica.
  • Priscyla Laham: gerente-geral da Microsoft Brasil, representa uma das empresas que mais investem em segurança corporativa, proteção de nuvem e inteligência artificial responsável.
  • Bruno Lewicki: responsável por políticas públicas da OpenAI na América Latina, acompanha discussões sobre uso responsável da IA, governança e mitigação de riscos associados aos modelos generativos.
  • Paula Bellizia: vice-presidente da AWS para a América Latina, lidera operações de uma das maiores plataformas globais de computação em nuvem.
  • Fábio Coelho: presidente do Google Brasil, participa frequentemente de debates sobre privacidade, proteção de usuários, combate a fraudes digitais e desenvolvimento responsável de tecnologias baseadas em IA.
  • Nick Durkin: CTO global da Harness, atua em temas relacionados à automação de desenvolvimento de software, DevSecOps e integração entre inovação e segurança.
  • Alessandro Lombardi: fundador e presidente da Elea Data Centers, traz a perspectiva da infraestrutura crítica que sustenta aplicações e operações baseadas em dados.

Outros nomes de destaque da programação são Ronaldo Lemos, especialista em direito digital, governança da internet e regulação tecnológica; Marcio Aguiar, diretor executivo para a América Latina da NVIDIA; Michele Catasta, presidente e diretor de IA na Replit; Leandro Lima, country manager da Snowflake Brasil; e Roberta Godoi, CEO Claro empresas PME e Claro Brasil. 

Esses especialistas também vão contribuir para discussões sobre dados, infraestrutura, governança e transformação digital, temas que têm relação direta com a construção de ambientes tecnológicos mais seguros e confiáveis.



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