mercado de data centers Imagem gerada por Inteligência Artificial

Investimento no mercado de data centers chegará a US$ 6,5 bilhões até 2030

2 minutos de leitura

Receita chegará a US$ 2 bilhões em 2027, segundo especialista



Por Redação em 29/01/2025

O Brasil é forte candidato a aumentar sua participação no mercado global de data centers. Essa é a avaliação de Samuel Carvalho, Chief Marketing Officer da Angola Cables, em artigo para o site TI Inside. O executivo compilou vários dados que mostram a potencialidade local, a começar pela estimativa de investimentos em infraestrutura, estimados em US$ 6,5 bilhões até 2030, um salto em relação a previsões anteriores, de US$ 3,5 bilhões. Os dados são da consultoria Arizton Research.

Entre os fatores apontados para a atratividade do Brasil estariam a oferta de energia limpa renovável, principalmente pela matriz hídrica e de fontes eólica e solar. Outro ponto de atração é a localização geográfica, inclusive com a terminação de vários cabos submarinos em Fortaleza, no Ceará. O próprio impulsionamento da Inteligência Artificial (IA) é outro fator, pela demanda de computação que vai exigir.

Aliás, a ligação entre IA e demanda de energia está no mapeamento de Carvalho. Ele agrega, inclusive, os números de outra consultoria, a Oliver Wyman, como indicadores desse processo. A previsão é de que a demanda global do mercado por energia para data centers deve crescer 16% ao ano, até 2026. Lembrando que o treinamento e o funcionamento de algoritmos de IA exigem enormes capacidades de processamento e armazenamento.

Outro detalhe dos data centers que mostra a demanda por energia é o consumo por rack, que está subindo de 5 kW para até 100 kW, em algumas configurações técnicas.

A mesma consultoria citada acima destaca que a receita do setor de data centers brasileiro deve passar de US$ 1,3 bilhão, em 2023, para quase US$ 2 bilhões em 2027.

Em tempo: Carvalho também lista o perfil da indústria de data centers. De acordo com ele, os operadores podem ser empresas que possuem data centers dedicados para suas próprias operações e para oferecer serviços de nuvem e IA (hyperscales), os operadores que alugam grandes blocos de capacidade para atender clientes específicos (Wholesales) e os que comercializam partes de sua capacidade para diversos clientes corporativos, desde pequenas empresas até grandes corporações. Nesse caso, os empreendimentos são chamados de Colocation ou multi-tenant.



Matérias relacionadas

Da esquerda para a direita: Bruno Oliveira, Fabio Correa, Heitor Bernardes e Nelson Borges. Executivos sentados no palco durante painel na Febraban Tech 2026 Inovação

Agentes de IA já atuam na engenharia de software do Bradesco

Case apresentado no Febraban Tech 2026 mostrou quatro agentes em produção e os desafios para ampliar o modelo entre diferentes times do banco

Kathleen Woodard em palco durante apresentação em evento corporativo, com telões exibindo slides e mensagem sobre novos diferenciais competitivos e Era da IA. Inovação

Bancos entram na era dos agentes de IA, mas confiança e julgamento humano seguem como diferenciais

Kathleen Woodard, da Microsoft, afirma que instituições financeiras estão deixando a fase de testes para incorporar dados, conhecimento e processos a plataformas de IA em escala

Palestra no evento FEBRABAN TECH com Silvia Bassi, Daniel Augusto Falbi, Estevam Carvalho e Wladimir Silva em um painel, telão com o tema “Do data center ao cluster de IA: infraestrutura, automação de o novo core bancário”. Inovação

IA leva bancos a redesenhar infraestrutura e perfil dos profissionais de tecnologia 

Painel no Febraban Tech 2026 mostra como IA leva bancos a repensar data centers, nuvem e automação e amplia a demanda por novas competências nas equipes de tecnologia

Carolina Duca, Luiz Faray e Rodrigo Schiavini em palco durante evento com telões de apresentação e painel de slides, em conferência corporativa Inovação

Da orquestração à autonomia: IA exige novas competências em tecnologia de mídia

Painéis da SET Expo 2026 discutem como inteligência artificial, dados e observabilidade estão transformando as operações de mídia, exigindo novos modelos organizacionais, novas lideranças e maior integração entre tecnologia e negócio