Sung-Ik Park, líder de projeto do Electronics and Telecommunications Research Institute (ETRI) da Coreia do Sul, apresentou uma visão ambiciosa sobre o futuro da televisão no SET Expo 2026. O caminho, segundo Park, seria evoluir do modelo tradicional para uma infraestrutura capaz de suportar serviços de dados e comunicações críticas. Assim, a TV aberta transmitida pelo ar deixaria de ser apenas um meio de entretenimento e informação para complementar de maneira estratégica as redes IP e satelitais.
Entre os exemplos apresentados está o conceito de datacasting, em que as frequências de TV também são usadas para transmitir dados e atender redes de celular congestionadas ou dispositivos que dependem de localização avançada, como veículos autônomos, drones, agricultura de precisão e robótica.
Broadcast ganha novas aplicações além da TV
Outro exemplo envolve a tecnologia B2X, que usa as redes de transmissão de TV pelo ar para enviar arquivos pesados a múltiplos usuários simultaneamente. As imagens de uma final de Copa do Mundo poderiam chegar a milhares de celulares por uma solução combinada entre redes 5G e broadcast.
O mesmo se aplica a mapas em alta definição para veículos conectados e autônomos, downloads simultâneos de jogos e envio de informações de emergência. “Nenhum sistema substitui completamente o outro. O caminho é um sistema híbrido complementar”, defendeu Sung-Ik Park.

Ao comparar o modelo convencional de telecomunicações, baseado em LTE/5G, com o modelo híbrido de radiodifusão (ATSC 3.0 + LTE/5G), o pesquisador mostrou que o sistema tradicional sofre saturação rápida à medida que o número de dispositivos cresce, porque exige comunicação bidirecional. Já o modelo de radiodifusão entrega os dados de correção de forma unidirecional e estável, favorecendo a manutenção da qualidade do serviço mesmo com o aumento do número de dispositivos.
*Especial para o Próximo Nível
