Prof. Dr. Adriano Adoryan, Kensuke Hisatomi, Cristiano Akamine e Sung-Ik Park Da esquerda para a direita: Prof. Dr. Adriano Adoryan, Kensuke Hisatomi, Cristiano Akamine e Sung-Ik Park (Foto: Divulgação)

Pesquisador sul-coreano defende radiodifusão como infraestrutura de dados e comunicações críticas

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Líder de projeto do ETRI defende integração entre broadcast, 5G e satélite para atender aplicações como veículos autônomos, datacasting, downloads em massa e comunicações de emergência



Por Fernando Gaio em 24/08/2026

Sung-Ik Park, líder de projeto do Electronics and Telecommunications Research Institute (ETRI) da Coreia do Sul, apresentou uma visão ambiciosa sobre o futuro da televisão no SET Expo 2026. O caminho, segundo Park, seria evoluir do modelo tradicional para uma infraestrutura capaz de suportar serviços de dados e comunicações críticas. Assim, a TV aberta transmitida pelo ar deixaria de ser apenas um meio de entretenimento e informação para complementar de maneira estratégica as redes IP e satelitais.

Entre os exemplos apresentados está o conceito de datacasting, em que as frequências de TV também são usadas para transmitir dados e atender redes de celular congestionadas ou dispositivos que dependem de localização avançada, como veículos autônomos, drones, agricultura de precisão e robótica.

Broadcast ganha novas aplicações além da TV

Outro exemplo envolve a tecnologia B2X, que usa as redes de transmissão de TV pelo ar para enviar arquivos pesados a múltiplos usuários simultaneamente. As imagens de uma final de Copa do Mundo poderiam chegar a milhares de celulares por uma solução combinada entre redes 5G e broadcast.

O mesmo se aplica a mapas em alta definição para veículos conectados e autônomos, downloads simultâneos de jogos e envio de informações de emergência. “Nenhum sistema substitui completamente o outro. O caminho é um sistema híbrido complementar”, defendeu Sung-Ik Park.

Sung-Ik Park discursando em um evento, segurando um microfone e fazendo um gesto com a mão ao lado de um púlpito transparente sob luzes azuis
Sung-Ik Park (Foto: Divulgação)

Ao comparar o modelo convencional de telecomunicações, baseado em LTE/5G, com o modelo híbrido de radiodifusão (ATSC 3.0 + LTE/5G), o pesquisador mostrou que o sistema tradicional sofre saturação rápida à medida que o número de dispositivos cresce, porque exige comunicação bidirecional. Já o modelo de radiodifusão entrega os dados de correção de forma unidirecional e estável, favorecendo a manutenção da qualidade do serviço mesmo com o aumento do número de dispositivos.

*Especial para o Próximo Nível



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