infraestrutura critica

Infraestruturas críticas são alvo de cibercriminosos

2 minutos de leitura

Apesar de ainda não ser alvo, América Latina pode sofrer ameaças no futuro



Por Redação em 17/06/2024

As infraestruturas críticas, incluindo redes de telecomunicações e de energia, estão cada vez mais se tornando alvos de ataques de cibercriminosos. As utilities, ou seja, as empresas prestadoras de serviços públicos, têm sido consideradas estratégicas nesse contexto. Um dos exemplos mais recentes é a investida do grupo Sandworm, que deixou 24 milhões de pessoas sem comunicação na Ucrânia no fim de 2023.

Os alertas, segundo nota do site InfraROI, estão se concentrando na Europa e nos Estados Unidos. O padrão de ataques cibernéticos com o objetivo de interromper serviços e operações essenciais foi identificado pela empresa de cibersegurança Lumu Technologies e corroborado por várias instituições. Entre os especialistas no tema, estão as agências norte-americanas CISA, de segurança cibernética e infraestrutura, a NSA, de segurança nacional, e o FBI.

Na mira dessas três agências, que emitiram alertas em fevereiro deste ano, está o grupo criminoso Volt Typhoon, que teria se infiltrado nas redes dos setores de comunicações, energia, sistemas de transporte, água e esgoto dos Estados Unidos.

Estratégias de defesa

infraestrutura critica

Ainda que a América Latina e o Brasil não estejam no radar dessas associações criminosas, ao menos neste momento, especialistas da Lumu Technologies destacam o risco devastador para infraestruturas críticas e a necessidade da adoção de estratégias de defesa robustas em todo o mundo.

De acordo com esses especialistas, entre os fatores que adicionam complexidade à segurança das infraestruturas críticas está o fato de as redes de IoT e TO (tecnologia operacional), que costumam servir de porta de entrada para esses grupos criminosos, estarem cada vez mais emaranhadas. A recomendação é que essas empresas de infraestrutura crítica invistam em soluções capazes de oferecer visibilidade a todos os seus ambientes, sejam redes de TI ou TO.

Ainda que as disputas ocorram fisicamente em um país distante, as consequências de um ciberataque tendem a se espalhar, pois muitas empresas e organizações têm contratos com fornecedores internacionais. Além disso, em meio ao recrudescimento de conflitos no mundo, a guerra cibernética ganha força. Não é por acaso que muitos ataques recentes têm sido atribuídos à Rússia, em relação direta com a Guerra da Ucrânia.



Matérias relacionadas

Equipe de profissionais em inteligência artificial participando de uma reunião em sala moderna com grande tela exibindo IA Estratégia

Mercado demanda novos profissionais para direcionar uso consciente de IA

Funções voltadas tanto à eficácia quanto aos aspectos éticos e regulatórios implicam cargos com novos perfis e responsabilidades

Profissional de tecnologia analisando dados de inteligência artificial e gráficos digitais, representando o papel estratégico do Chief AI Officer na inovação empresarial. Estratégia

CAIO: o cargo estratégico que vai dominar o topo das empresas até 2030

A liderança em IA ganha status estratégico, e o CAIO surge como o executivo-chave para transformar tecnologia em valor de negócio

Rodolfo Fücher, presidente do conselho da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) Estratégia

Da IA genérica à aplicada: a tecnologia estrutural além do hype

Tecnologias orientadas a atividades reais aprofundam impactos econômicos e direcionam ajustes de investimentos, regulação e estratégias, avalia diretor da ABES

Reunião de negócios com foco em inteligência artificial corporativa, onde profissionais discutem estratégias de implementação de IA nas empresas. Estratégia

Consultorias apontam 2026 como o ano da IA corporativa

De piloto isolado a infraestrutura estratégica, a inteligência artificial passa a orientar decisões, produtividade e novos modelos de negócio nas empresas

    Embratel agora é Claro empresas Saiba mais