EMS transforma governança de dados em base para escalar inteligência artificial

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Terceiro episódio da websérie “Vamos habilitar o próximo novo?” mostra como a governança pode equilibrar inovação, segurança e estratégia de negócios na adoção da IA



Por Redação em 28/08/2026

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Veja todos os episódios da nova temporada de “Vamos habilitar o próximo novo?”

Da operação automatizada à leitura inteligente de dados, passando pela personalização de serviços e produtos, a inteligência artificial se consolida nas empresas como uma ferramenta estratégica. A dúvida sobre “se” a organização irá utilizar a IA dá lugar à discussão sobre “como” assegurar que a tecnologia seja aplicada de forma ética, segura e alinhada ao planejamento estratégico do negócio.

Em momentos de ruptura provocados por tecnologias como a IA, a governança desponta como um mecanismo para dar segurança à transformação e sustentar a evolução dos negócios, desde que também acompanhe as mudanças do mercado. No terceiro episódio da websérie “Vamos habilitar o próximo novo?”, o diretor-executivo da Claro empresas, Adriano Rosa, reforça essa ideia ao afirmar que “a única forma de ter uma inteligência artificial muito bem estruturada passa por uma governança muito bem estruturada”. 

Adriano Rosa, diretor-executivo da Claro empresas
Adriano Rosa, diretor-executivo da Claro empresas (Foto: Divulgação / Youtube – Valor Econômico)

O episódio aborda esse movimento a partir do case da farmacêutica EMS, que estruturou uma base de governança e organização de dados para sustentar a expansão da IA de forma aderente às necessidades do negócio.

Governança: equilíbrio entre inovação e gestão

A velocidade das transformações provocadas pela IA desafia modelos tradicionais de governança. Historicamente estruturada sobre normas, regras e procedimentos, a governança pode se tornar um obstáculo à inovação quando passa a preservar práticas concebidas para um cenário anterior. Nas palavras do cientista-chefe da TDS Company, Silvio Meira, a “governança para trás trava o negócio, passa a ser o garantidor da imutabilidade”.

cientista-chefe da TDS Company, Silvio Meira
Silvio Meira, chefe da TDS Company (Foto: Divulgação / Youtube – Valor Econômico)

O desafio, portanto, é encontrar equilíbrio entre inovação e gestão. O uso da IA exige atenção à proteção de dados, à redução de vieses e ao respeito aos direitos de pessoas e empresas, ao mesmo tempo em que precisa estar conectado aos objetivos estratégicos da organização.

Nesse contexto, a governança deve ser implementada de maneira transversal e multidisciplinar nas companhias. Para fortalecer esse processo, gerar resultados e proporcionar maior segurança, Rosa sugere a criação de um escritório de gestão de inteligência artificial liderado por um executivo de alto nível, como CIO, CDO ou CAIO (Chief AI Officer). 

EMS centraliza dados para ampliar o uso da IA 

Na EMS, a transformação passa pela organização de um volume expressivo de informações. A operação farmacêutica reúne dados provenientes de pesquisas de mercado, produção, pesquisa e desenvolvimento e consumo final dos medicamentos. Antes, essas informações estavam distribuídas em diferentes áreas e sistemas.

Para enfrentar esse cenário, a companhia criou um data lake único, capaz de centralizar terabytes de dados. A iniciativa estabeleceu uma estrutura mais consistente para o avanço da IA e para a utilização integrada das informações. 

A experiência mostrou que a qualidade da inteligência artificial depende diretamente da qualidade da gestão dos dados. Informações organizadas e governadas permitem que os sistemas produzam respostas mais adequadas e contribuam para objetivos da empresa, como a redução do tempo necessário para que um medicamento chegue ao mercado. Segundo o CTO e CIO da EMS, Diego Neufert, a expectativa é que, com o auxílio da IA, seja possível reduzir pela metade esse período, que hoje varia de 15 a 20 anos. 

Diego Neufert, CTO e CIO da EMS
Diego Neufert, CTO e CIO da EMS (Foto: Divulgação / Youtube – Valor Econômico)

Infraestrutura sustenta a expansão da IA

A jornada de governança também depende de uma infraestrutura tecnológica capaz de processar e conectar dados em tempo real. É nesse ponto que entram tecnologias como fibra óptica, 5G, cloud, edge computing e analytics.

Segundo Rosa, a proximidade proporcionada pelo edge pode contribuir para reduzir o tempo de resposta necessário em aplicações de IA, enquanto o analytics é “a base para se criar um tratamento aos dados do cliente, gerando insights para uma tomada de decisão com muito mais eficiência”. 

Mais do que incorporar uma nova tecnologia, a adoção da IA exige, portanto, uma mudança na forma como as empresas estruturam a governança. No caso da EMS, a governança de dados permite transformar as informações reunidas pela companhia em inteligência para o negócio. 

Acompanhe na íntegra a nova temporada de “Vamos habilitar o próximo novo?” com especialistas e executivos que mostram como segurança, redes inteligentes e governança vêm habilitando a transformação digital das empresas. 



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