Parceria Editorial
Veja todos os episódios da nova temporada de “Vamos habilitar o próximo novo?”
Da operação automatizada à leitura inteligente de dados, passando pela personalização de serviços e produtos, a inteligência artificial se consolida nas empresas como uma ferramenta estratégica. A dúvida sobre “se” a organização irá utilizar a IA dá lugar à discussão sobre “como” assegurar que a tecnologia seja aplicada de forma ética, segura e alinhada ao planejamento estratégico do negócio.
Em momentos de ruptura provocados por tecnologias como a IA, a governança desponta como um mecanismo para dar segurança à transformação e sustentar a evolução dos negócios, desde que também acompanhe as mudanças do mercado. No terceiro episódio da websérie “Vamos habilitar o próximo novo?”, o diretor-executivo da Claro empresas, Adriano Rosa, reforça essa ideia ao afirmar que “a única forma de ter uma inteligência artificial muito bem estruturada passa por uma governança muito bem estruturada”.

O episódio aborda esse movimento a partir do case da farmacêutica EMS, que estruturou uma base de governança e organização de dados para sustentar a expansão da IA de forma aderente às necessidades do negócio.
Governança: equilíbrio entre inovação e gestão
A velocidade das transformações provocadas pela IA desafia modelos tradicionais de governança. Historicamente estruturada sobre normas, regras e procedimentos, a governança pode se tornar um obstáculo à inovação quando passa a preservar práticas concebidas para um cenário anterior. Nas palavras do cientista-chefe da TDS Company, Silvio Meira, a “governança para trás trava o negócio, passa a ser o garantidor da imutabilidade”.

O desafio, portanto, é encontrar equilíbrio entre inovação e gestão. O uso da IA exige atenção à proteção de dados, à redução de vieses e ao respeito aos direitos de pessoas e empresas, ao mesmo tempo em que precisa estar conectado aos objetivos estratégicos da organização.
Nesse contexto, a governança deve ser implementada de maneira transversal e multidisciplinar nas companhias. Para fortalecer esse processo, gerar resultados e proporcionar maior segurança, Rosa sugere a criação de um escritório de gestão de inteligência artificial liderado por um executivo de alto nível, como CIO, CDO ou CAIO (Chief AI Officer).
EMS centraliza dados para ampliar o uso da IA
Na EMS, a transformação passa pela organização de um volume expressivo de informações. A operação farmacêutica reúne dados provenientes de pesquisas de mercado, produção, pesquisa e desenvolvimento e consumo final dos medicamentos. Antes, essas informações estavam distribuídas em diferentes áreas e sistemas.
Para enfrentar esse cenário, a companhia criou um data lake único, capaz de centralizar terabytes de dados. A iniciativa estabeleceu uma estrutura mais consistente para o avanço da IA e para a utilização integrada das informações.
A experiência mostrou que a qualidade da inteligência artificial depende diretamente da qualidade da gestão dos dados. Informações organizadas e governadas permitem que os sistemas produzam respostas mais adequadas e contribuam para objetivos da empresa, como a redução do tempo necessário para que um medicamento chegue ao mercado. Segundo o CTO e CIO da EMS, Diego Neufert, a expectativa é que, com o auxílio da IA, seja possível reduzir pela metade esse período, que hoje varia de 15 a 20 anos.

Infraestrutura sustenta a expansão da IA
A jornada de governança também depende de uma infraestrutura tecnológica capaz de processar e conectar dados em tempo real. É nesse ponto que entram tecnologias como fibra óptica, 5G, cloud, edge computing e analytics.
Segundo Rosa, a proximidade proporcionada pelo edge pode contribuir para reduzir o tempo de resposta necessário em aplicações de IA, enquanto o analytics é “a base para se criar um tratamento aos dados do cliente, gerando insights para uma tomada de decisão com muito mais eficiência”.
Mais do que incorporar uma nova tecnologia, a adoção da IA exige, portanto, uma mudança na forma como as empresas estruturam a governança. No caso da EMS, a governança de dados permite transformar as informações reunidas pela companhia em inteligência para o negócio.
Acompanhe na íntegra a nova temporada de “Vamos habilitar o próximo novo?” com especialistas e executivos que mostram como segurança, redes inteligentes e governança vêm habilitando a transformação digital das empresas.
