Um telefone celular com o logotipo do aplicativo Gemini da Google para edição de imagens com inteligência artificial, destacando a tecnologia de edição de fotos com IA. Foto: Mundissima / Shutterstock

Aplicativo para edição de imagens turbina IA do Google

2 minutos de leitura

Recurso de edição de imagens realistas impulsiona adoção do Gemini e coloca a ferramenta do Google à frente do ChatGPT em downloads e novos usuários



Por Redação em 04/02/2026

Pioneiro a ponto de quase ser considerado sinônimo de IA, o aplicativo ChatGPT, criado pela OpenAI, foi superado pelo Gemini, do Google, em termos de adoção pelos usuários. Segundo reportagem da MacMagazine, o recurso de edição de imagem Gemini 2.5 Flash Image foi o principal impulsionador para que a ferramenta assumisse a liderança, colocando o ChatGPT em segundo lugar.

A mudança aconteceu em setembro de 2025, quando 23 milhões de novos usuários passaram a usar o Gemini. O movimento de ascensão também pode ser comprovado pela criação de mais de 500 milhões de imagens com uso da nova ferramenta. No mesmo período, o aplicativo acumulou mais de 12,6 milhões de downloads, o que representa um aumento de 45% em relação a agosto.

Os dados são da App Store e indicam a liderança do Gemini nos Estados Unidos, no Reino Unido, no Brasil, e em outros mercados. O Gemini, inclusive, se tornou o app de IA mais baixado entre os usuários de iPhone nos Estados Unidos e Reino Unido e ficou entre os primeiros no Brasil.

Edição realista, apelo emocional e disputa por usuários

Para os especialistas, o sucesso do Google pode ser explicado pelo resultado realista de imagens criadas a partir do aplicativo, mesclando fotos pessoais com as de pessoas famosas ou familiares falecidos. Ou seja, a tecnologia foi estrategicamente posicionada para ter um apelo de nostalgia, com a lembrança de entes queridos, e de realização pessoal, com montagens envolvendo celebridades.

A qualidade técnica das montagens feitas pela IA do Google é outro diferencial, imprimindo um estilo de edição profissional. Além da edição realista, o Gemini focou na criatividade como apelo, em contraste com a estratégia mais orientada à produtividade do ChatGPT.

Por outro lado, a produção de imagens realistas levanta o perigo de impulsionar a desinformação, ameaça que o Google está endereçando com a inclusão de mecanismos de validação como marcas d’água rastreáveis, indicando que as imagens são produtos de IA e não fotos reais.



Matérias relacionadas

Kathleen Woodard em palco durante apresentação em evento corporativo, com telões exibindo slides e mensagem sobre novos diferenciais competitivos e Era da IA. Inovação

Bancos entram na era dos agentes de IA, mas confiança e julgamento humano seguem como diferenciais

Kathleen Woodard, da Microsoft, afirma que instituições financeiras estão deixando a fase de testes para incorporar dados, conhecimento e processos a plataformas de IA em escala

Palestra no evento FEBRABAN TECH com Silvia Bassi, Daniel Augusto Falbi, Estevam Carvalho e Wladimir Silva em um painel, telão com o tema “Do data center ao cluster de IA: infraestrutura, automação de o novo core bancário”. Inovação

IA leva bancos a redesenhar infraestrutura e perfil dos profissionais de tecnologia 

Painel no Febraban Tech 2026 mostra como IA leva bancos a repensar data centers, nuvem e automação e amplia a demanda por novas competências nas equipes de tecnologia

Carolina Duca, Luiz Faray e Rodrigo Schiavini em palco durante evento com telões de apresentação e painel de slides, em conferência corporativa Inovação

Da orquestração à autonomia: IA exige novas competências em tecnologia de mídia

Painéis da SET Expo 2026 discutem como inteligência artificial, dados e observabilidade estão transformando as operações de mídia, exigindo novos modelos organizacionais, novas lideranças e maior integração entre tecnologia e negócio

Prof. Dr. Adriano Adoryan, Kensuke Hisatomi, Cristiano Akamine e Sung-Ik Park Inovação

Pesquisador sul-coreano defende radiodifusão como infraestrutura de dados e comunicações críticas

Líder de projeto do ETRI defende integração entre broadcast, 5G e satélite para atender aplicações como veículos autônomos, datacasting, downloads em massa e comunicações de emergência