home office microsoft

Para CEO da Microsoft, home office abre várias oportunidades

< 1 minuto de leitura

Tânia Cosentino, CEO da Microsoft, diz que o home office veio para ficar e que o modelo de trabalho flexível permite que empresas, principalmente de tecnologia, retenham talentos



Por Redação em 25/04/2022

O home office imposto pela pandemia acabou trazendo um efeito bastante positivo para muitos profissionais, que puderam passar a trabalhar, de forma remota, para empresas localizadas em qualquer parte do mundo. Em muitos casos, essa ausência de fronteiras geográficas trouxe oportunidades como remuneração em uma moeda mais forte, atuação na sede de grandes organizações multinacionais e experiências diversas. 

Por isso, na visão de Tânia Cosentino, CEO da Microsoft, as empresas que quiserem obrigar o retorno presencial, em tempo integral, tendem a perder talentos. E esse risco, segundo ela, é ainda maior na área de tecnologia, na qual há uma escassez de profissionais e uma competição global pelos mais especializados. 

 “As empresas não podem se dar ao luxo de perdê-los por insistirem nesse modelo pouco flexível”, disse ela, no podcast CBN Profissional, em parceria com o Valor. 

Microsoft optou pelo modelo híbrido, mantendo o home office

De acordo com a executiva, a Microsoft fez um levantamento com mais de 30 mil funcionários, em 30 países, e concluiu que a maioria deseja manter o home office. Assim, a empresa vem adotando o modelo híbrido. 

“Não existe modelo de trabalho perfeito, mas é preciso escutar as pessoas para construir processos e rituais que permitam clareza sobre quando e por que o funcionário precisa ir ao escritório, e alinhar isto às expectativas deles”, afirmou Tânia.

Além da flexibilidade, ela defende que as empresas devem criar planos de desenvolvimento de carreira e um ambiente que estimule o desenvolvimento de talentos. “O crescimento não precisa ser somente vertical. Os líderes devem estimular movimentações laterais para que os funcionários ganhem novas experiências e habilidades”, disse ela. 



Matérias relacionadas

Pessoa utilizando notebook com gráficos e mapas holográficos projetados, destacando dados de geolocalização com reconhecimento por IA e identificação de pessoal. Estratégia

Fotos revelam localização com reconhecimento por IA

Ferramenta que identifica a localização de imagens sem depender de metadados acentua preocupações sobre privacidade e responsabilidades legais

Robô futurista representando inteligência artificial com tecnologia avançada, ilustrando o tema de engenharia social em IA Estratégia

Engenharia social inversa: quando a linguagem passa a enganar a IA

Manobras semânticas nos prompts exploram a “personalidade” dos agentes de IA e criam atalhos para roubo de dados, fraudes e quebra de salvaguardas éticas

Mulher sorridente em escritório moderno, usando notebook e explorando a diferença entre dados e informação de forma prática e eficiente. Estratégia

Entenda a diferença entre dados e informação

Os dados geram informações e um depende do outro, mas qual a diferença entre eles?

Homem em frente a um computador com tela de código e símbolo de cadeado, representando segurança e confiança na era digital. Estratégia

Tecnologia redesenha preocupações com cibersegurança na América Latina

Pesquisa mostra avanço da confiança digital na região, mas fraudes, golpes com IA e deepfakes ampliam preocupações de consumidores