Computação quântica: interior de laboratório com um criostato e bobinas de metal ao centro, com racks de equipamentos ao fundo e iluminação em tons vermelho e prateado. Imagem gerada digitalmente

Computação quântica avança em capacidade e segurança na China

2 minutos de leitura

Tecnologia chinesa combina processamento quântico em larga escala e criptografia pós-quântica para ampliar a capacidade computacional e a proteção de dados



Por Redação em 08/09/2026

A plataforma Origin Wukong marca uma virada de página no mundo da computação quântica, segundo o Global Times. Desenvolvida de forma independente na China, por meio de uma parceria estratégica entre o Laboratório Chave Provincial de Anhui de Chips de Computação Quântica e o Centro de Pesquisa de Engenharia de Computação Quântica de Anhui, a Origin Wukong tem como base uma série de computadores quânticos supercondutores.

Na avaliação da publicação, a plataforma não só resolve problemas que seriam impossíveis para computadores tradicionais, como também atua como um escudo pioneiro para testar e garantir a segurança dos dados no futuro da era digital.

A plataforma atua em duas frentes:

Processamento quântico em larga escala: a Origin Wukong fornece poder de cálculo avançado de forma estável e confiável para usuários do mundo todo, como mostram os números apresentados a seguir.

Defesa criptográfica pós-quântica: além de sua imensa capacidade de resolver cálculos, a plataforma atua ativamente como um sistema de “ataque e defesa”. Como a própria computação quântica traz o risco futuro de quebrar rapidamente as atuais chaves de segurança digital do mundo, a Origin Wukong integrou uma estrutura para se proteger dessa ameaça.

Em operação ininterrupta e estável há mais de dois anos, a plataforma já demonstrou uma robustez operacional. Ela contabiliza mais de 49 milhões de acessos remotos originados de 192 países e regiões e concluiu mais de 1 milhão de tarefas globais de computação quântica. Os números indicam que a tecnologia avançou além da fase experimental e já oferece capacidade de processamento contínua a pesquisadores e usuários de diferentes países. 

Transformação da segurança cibernética

Segundo a matéria do portal Terra, embora a computação quântica seja uma grande promessa, ela traz um risco inerente de quebrar a criptografia tradicional que sustenta e protege a vida digital atual. Para lidar com essa ameaça, a infraestrutura da Origin Wukong inovou ao integrar uma nova camada defensiva baseada em criptografia pós-quântica, apresentando-se assim como uma peça fundamental de defesa cibernética.

Na frente de defesa criptográfica, a plataforma incorporou, em abril de 2024, o Origin Rock, um módulo de software que funciona como um escudo anti-ataque. Segundo os desenvolvedores, ele amplia a proteção do sistema e dos dados contra ataques realizados por computadores clássicos ou quânticos. O avançado sistema de defesa, inclusive, já começou a ser implantado para uso em várias empresas e instituições públicas.

O sistema diferenciado de segurança não acontece à toa: a imensa capacidade de cálculo dos computadores quânticos traz consigo uma ameaça intrínseca, que é a possibilidade real de quebrar facilmente as proteções criptográficas que atualmente sustentam e protegem grande parte das conexões.

Os sistemas modernos de criptografia baseiam-se em problemas matemáticos insolúveis para computadores clássicos, mas que poderiam ser resolvidos rapidamente por máquinas quânticas robustas dentro de um horizonte estimado de apenas cinco a dez anos.

A evolução apontada pelos desenvolvedores da Origin Wukong indica uma transformação radical na governança de dados cibernéticos. Na corrida tecnológica internacional, a capacidade de processamento rápido deixou de ser o único fator em disputa. A proteção das infraestruturas digitais também ganhou relevância. 

Órgãos dos Estados Unidos, como a NSA e o NIST, já tratam a criptografia pós-quântica como uma exigência operacional imediata, enquanto a China prevê o desenvolvimento de seus próprios padrões nacionais para os próximos três anos. Na China, a plataforma integra uma estratégia governamental mais ampla de desenvolvimento das indústrias do futuro, ao lado de iniciativas em inteligência artificial, redes 6G e outras tecnologias emergentes. 



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