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Inovação não precisa ser radical, afirma Cezar Taurion

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Cezar Taurion defende que as inovações, em um ambiente cada vez mais desafiador e competitivo, são essenciais para a sobrevivência dos negócios



Por Redação em 30/09/2022

Ao focar em inovação, as empresas passam por grandes transformações, que se refletem nos resultados de seus negócios. Mas, nem toda inovação precisa ser radical ou disruptiva, de acordo com o especialista em transformação digital Cezar Taurion, head da Ciatécnica Research e Advisor Recrutaê. 

“Passamos por um período de mudanças aceleradas na área digital, em função da pandemia e de seus reflexos na forma de trabalhar, estudar e consumir. As empresas precisaram se adaptar rapidamente, para não ficarem fora do mercado, e as inovações não param de chegar. Por exemplo, hoje se fala muito em metaverso. Será que a sua empresa deveria experimentar o metaverso?”, questionou ele em palestra no evento Brand Publishing Exclusive, realizado em setembro no Rio de Janeiro. 

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Para Taurion, toda inovação tem um custo e uma curva de aprendizado. “Então, as empresas não devem se deixar levar pela emoção”, destacou. Em sua avaliação, o processo de mudança tem de ser pensado de forma estratégica, de acordo com o perfil de cada negócio. 

Para inovar, é preciso esperar a melhor onda

O especialista comparou esse processo com o surf, esporte que praticou por muitos anos. “O surfista não pega todas as ondas. Ele se posiciona para esperar a ‘melhor onda’. E se a onda que surfou não for a melhor, ele volta, remando, até o mesmo ponto, para aguardar uma nova”, exemplificou. “Existem algumas que não interessam, e ele deixa passar. E outras que são grandes demais e que exigem que o surfista esteja muito bem preparado”. 

Para Taurion, o processo de inovação exige exatamente a mesma coisa: observação constante, resiliência para voltar atrás quando preciso e preparo para aproveitar as grandes oportunidades. “A tecnologia vem junto com grandes mudanças sociais, políticas e culturais. No mundo digital, surgem inovações a cada dia, e as empresas e empreendedores devem ter em mente um conceito claro, sobre qual a onda mais adequada naquele momento”, pontuou. 

De acordo com ele, a geração mais jovem já nasceu digital e tem uma maneira de pensar diferente. “Então, não podemos tomar decisões com base somente em nosso próprio ponto de vista. Existem diversas perspectivas e aplicabilidades distintas, embora muitas tecnologias ainda tenham limitações”, ponderou. 



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