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Indústria 4.0: só 1.6% das empresas brasileiras está em estágio avançado

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Setores de bens de capital, agroindústria e automotivo devem liderar corrida tecnológica até 2027, aponta estudo da CNI.



Por Redação em 13/02/2019

Principais destaques:
– Pesquisa da CNI mostra que apenas 1.6% das empresas está em estágio avançado da Indústria 4.0;
– Bens de capital, agroindústria e automotivo são os setores que irão liderar corrida tecnológica;
– Indústria 4.0 está em fase inicial em 73% das empresas de grande porte entrevistadas pela CNI;
– Expectativa é que Indústria 4.0 gere um corte de custos de R$ 73 bilhões por ano.

A transformação digital será essencial para a tomada de decisão nos negócios de uma empresa e garantir sua competitividade no mercado. Embora muitas saibam da importância em investir na Indústria 4.0, são poucos os exemplos aqui no Brasil de quem adota (ou pretende usar) soluções inovadoras – como Internet das Coisas (IoT), Big Data e Inteligência Artificial (AI) –, como informa uma reportagem da Folha de S. Paulo.

O jornal divulgou dados do projeto Indústria 2027, feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Das 759 empresas brasileiras entrevistadas, apenas 1,6% já está em estágio avançado da Indústria 4.0. Essas organizações atuam com sistemas integrados, fábricas conectadas e processos inteligentes que ajudam na tomada de decisão.

O estudo chama atenção ainda aos setores que precisam urgentemente investir em transformação digital. Dos 24 segmentos avaliados, 14 devem criar estratégias de inovação para terem competitividade no cenário internacional. A indústria de bens de capital, o setor automotivo e a agroindústria devem liderar essa corrida tecnológica até 2027.

Cenário mais positivo para empresas de grande porte

A Indústria 4.0 já está presente em 73% das empresas de grande porte, segundo um outro estudo da CNI, mesmo que em estágio inicial de implementação de tecnologias – ou seja, quando é usada ao menos uma solução digital das 13 apresentadas pela CNI (como automação digital com sensores para controle de processos, sistemas inteligentes de gestão e incorporação de serviços digitais nos produtos).

“O uso de tecnologias digitais é decisivo para a competitividade das empresas, com redução de custos e ganhos de eficiência, além de maior acesso ao mercado externo e integração do Brasil às cadeias globais de valor”, comentou João Emílio Gonçalves, gerente executivo de política industrial da CNI, em entrevista à Folha.

Isso se reflete nas previsões da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial em que a Indústria 4.0 pode impactar na redução de custo de R$ 73 bilhões ao ano – R$ 35 bilhões com ganho de eficiência, R$ 31 bilhões no corte de gastos com manutenção de máquinas e R$ 7 bilhões em economia no consumo de energia.



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