Jovem mulher usando celular em uma rua movimentada, simbolizando conexão e acessibilidade de rede móvel no cotidiano urbano. Imagem gerada digitalmente

Brasil tem a melhor rede móvel da América Latina

3 minutos de leitura

Relatório da MedUX destaca desempenho equilibrado, alta confiabilidade e avanço do 5G no país, enquanto o México ocupa a última posição



Por Redação em 23/04/2026

A rede de telefonia móvel brasileira foi considerada a melhor da América Latina, alcançando uma pontuação de 3,31 em uma escala de 0 a 5. A avaliação foi feita pela MedUX, empresa especializada em benchmarking de infraestruturas de telecomunicações.

O ranking foca na qualidade de experiência (QoE, da sigla em inglês) e tem critérios padronizados para facilitar a comparação dos resultados. O desempenho de cada país é consolidado em uma pontuação total de QoE, que combina os resultados de confiabilidade, dados e OTT, resposta da rede, custo-benefício em relação à velocidade e streaming.

Veja aqui as melhores classificações:

  • Melhor experiência móvel QoE: Brasil
  • Melhor confiabilidade: Brasil e Guatemala (vencedores conjuntos)
  • Melhor custo-benefício em termos de velocidade: Brasil
  • Melhores serviços de streaming: Brasil
  • Melhores dados e OTT: Guatemala
  • Melhor capacidade de resposta da rede: Guatemala

Em termos de consistência e estabilidade, o relatório apontou que a infraestrutura brasileira se aproxima cada vez mais da qualidade de mercados globais de maior avanço de QoE. Além de ter a rede mais confiável da região, as operadoras brasileiras apresentam um desempenho móvel sólido e equilibrado em todas as categorias analisadas pela MedUX.

México tem pior desempenho no ranking

De acordo com o portal Teletime, a liderança do Brasil também ocorre na área de streaming. Um dos destaques é a confiabilidade das transmissões, com a rede móvel brasileira atingindo uma taxa de 72,5%, a mais alta da região, ao lado da Guatemala.

Jovem usando fone de ouvido e celular em trem, desfrutando conexão de rede móvel para entretenimento e comunicação na viagem.
Foto: Daisy Daisy/ Shutterstock

Em termos práticos, essa confiabilidade se traduz na capacidade de o usuário concluir ações no celular sem falhas ou interrupções. Em outras palavras: uma capacidade mínima de serviço, considerando tentativas malsucedidas e falhas de conexão.

Além do Brasil, a Guatemala (3,29), Uruguai (3,17) e El Salvador (3,06) pontuaram bem no ranking. Já no segundo grupo estão Argentina, que atingiu 2,6 pontos, Chile com 2,51 e o México, o pior classificado entre os sete, com 1,6.

Para efeito de comparação, os três melhores classificados da Europa foram os Países Baixos, com uma QoE de 4,51, acompanhados pela Dinamarca (4,43) e Noruega (4,39). Segundo os especialistas da MedUX, os dados europeus mostram a maior maturidade do ecossistema 5G na região.

5G no Brasil  

Torres de transmissão de sinal de celular 5G destacadas ao pôr do sol, com céu azul claro ao fundo.
Foto: NewJadsada/ Shutterstock

Em relação à tecnologia de quinta geração, o Brasil também também se destacou no relatório. Apesar de o 4G ainda concentrar o maior tráfego móvel no país, 37% dos usuários já têm aparelhos móveis preparados para usar a nova geração. Na cobertura de 5G, o Brasil fica apenas atrás de Porto Rico (89,7%) e Uruguai (50,4%).

Os especialistas da MedUX apontam ainda que o 5G está longe de ser universal na América Latina, considerando também as áreas suburbanas e rurais. A disponibilidade ainda se concentra nas principais cidades, e o 4G continua predominando em toda a região.

Para eles, a América Latina estaria em uma transição da “cobertura para a adoção”: o 5G existe, mas o próximo passo é acelerar a adesão e a migração do tráfego para que a tecnologia se torne o padrão, e não apenas uma sobreposição.

Como melhorar o 5G na América Latina

Mulher sorridente usando óculos e celular em ambiente com iluminação quente, ideal para fotos de pessoas felizes e tecnologia.
Foto: GaudiLab/ Shutterstock

O caminho para mudar esse cenário de transição envolve algumas iniciativas, de acordo com a MedUX. As três prioridades envolvem:

  • Tornar o 5G o padrão além das grandes cidades, uma vez que a cobertura não é suficiente e a migração do tráfego é importante.
  • Melhorar a consistência e a capacidade de resposta, pois a latência ainda é muito alta para experiências verdadeiramente instantâneas, como ocorre em muitos mercados.
  • Otimizar a entrega de ponta a ponta para serviços reais, do streaming às redes sociais, passando por jogos. E isso depende de mais do que apenas velocidade de transmissão via rádio.



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