Analytics pode ser aliada da diversidade

< 1 minuto de leitura

A análise de dados pode ajudar as empresas a promover mudanças em suas políticas de diversidade, equidade e inclusão



Por Redação em 06/04/2022

As técnicas de analytics podem se tornar aliadas das organizações que desejam implementar boas práticas de diversidade em seus quadros. Para tanto, é necessário que a codificação dos dados seja isenta de preconceitos. 

“Os preconceitos são codificados quando as pessoas que escrevem os algoritmos trazem seus próprios estereótipos para a programação, explicou  Shujaat Ahmad, diretor de análise de pessoas do LinkedIn, durante a apresentação Tendências em Análise de Diversidade e Divulgação de Dados, que integra a extensão do curso Leading Diversity in Organizations, da Wharton School.

Para Ahmad, a remoção dos preconceitos requer uma recodificação diligente, incluindo a clareza dos princípios orientadores. “É preciso recodificar e ser criativo para definir um futuro de trabalho sem discriminação”, pontuou.

Análise de dados é fundamental para identificar falhas

Durante debate liderado pela professora Stephanie Creary, os participantes apontaram que os principais problemas relacionados à discrimação dos sistemas de analytics começam durante a coleta de dados. “Muitos funcionários relutam em responder a perguntas sobre suas experiências no local de trabalho, enquanto muitas empresas não informam seus dados de diversidade, já que isso mostra suas deficiências“, afirmou Matthew Bidwell, professor associado de gestão da Wharton.  

No entanto, os debatedores afirmam que, apesar dos obstáculos, a análise de dados é uma ferramenta eficaz para empresas que desejam identificar (e corrigir) suas falhas relacionadas à diversidade e inclusão. Os especialistas pontuam que mesmo as melhores organizações têm erros que precisam ser corrigidos e a análise de dados faz toda a diferença para isso. 

“Em 90% das vezes, as pessoas entendem as ferramentas de analytics como inimigas da diversidade, e isso é um erro. Queremos pensar em como podemos usar a análise para entender melhor o problema, de forma que ele possa ser resolvido”, finalizou Bidwell.



Matérias relacionadas

Da esquerda para a direita: Dener Souza, Denis Nesi, Fernanda Beato, Flávia Pollo Nassif, Marcelo Queiroz Estratégia

Fraudes “inovadoras” desafiam companhias a ampliar proteção sem travar produtividade

Responsáveis por segurança corporativa revelam como enfrentam nova geração de golpes, equilibrando prevenção, experiência do cliente e eficiência operacional

Banner do evento MobiMeeting Finance 2025 realizado no São Paulo Expo, destacando tecnologia de digitais, QR code, senha e reconhecimento biométrico para acesso. Estratégia

Brasil consolida liderança em inovação financeira com ecossistema colaborativo

Articulação entre bancos, fintechs, big techs e operadoras, junto a consumidores e negócios ávidos por inovações, cria ambiente que alia conveniência, competição, interoperabilidade e governança

Pessoa interagindo com interfaces digitais futurísticas que representam experiências de compra integradas e intuitivas no conceito de comércio agêntico. Estratégia

Atentas ao “comércio agêntico”, Google e PayPal firmam parceria

Integração entre infraestrutura global de pagamentos e expertise em IA das empresas tem como objetivo criar um novo padrão de experiências personalizadas no comércio digital

Pessoa usando smartphone com ícones de inteligência artificial no varejo, destacando tecnologia e inovação no comércio digital. Estratégia

IA ganha espaço no varejo: cinco tendências em destaque

Estudo revela gargalos e oportunidades no uso da tecnologia que impactam na eficiência, personalização e confiança digital

    Embratel agora é Claro empresas Saiba mais