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tecnologias emergentes em saude Da esq: Márcia Ogawa, Andrea Bocabello, Lilian Hoffmann, Anderson Rocha, e Cristiano Ribeiro (Foto: Reprodução/ Futurecom)

Tecnologias emergentes em saúde vão além das atividades médicas

2 minutos de leitura

Conectividade avançada, IA e robótica endereçam otimizações em gestão, interação com pacientes e na operação, além da parte clínica. Mas, estratégias têm que ser mais objetivas e ágeis, dizem especialistas



Por Vanderlei Campos em 09/10/2024

Além de inovações destacadas como telemedicina e, mesmo que ainda de forma experimental, cirurgias remotas, o setor de saúde é o que tem maior potencial de receber e gerar grandes benefícios a partir das tecnologias emergentes de conectividade, GenAI e robótica. Contudo, especialistas que vivem o dia a dia do setor, reunidos em um painel no Futurecom 2024, destacam a necessidade de avançar em estratégias e abordagens tecnológicas.

“Vemos MVPs (projetos de baixo risco) com IA que são pouco comunicados aos parceiros e fornecedores. Tem que ver o que já se tem de IA embarcada e as alternativas mais alinhadas”, mencionou Lilian Hoffmann, ex-CIO da Beneficiência Portuguesa e conselheira do Instituto Brasil Digital.

Lilian Hoffmann (Foto: Reprodução/ Futurecom)

Apesar do tom crítico, Hoffmann vislumbra expectativas relevantes do ponto de vista dos usuários dos serviços. “O passo mais básico, do Prontuário Eletrônico, dá controle ao paciente e traz interoperabilidade ao atendimento (pela padronização dos dados e das prerrogativas de acesso). Agora, a GenAI (IA generativa) abre possibilidades de engajamento (com a geração de versões compreensíveis para os leigos)”, exemplifica.

Outro foco é a eficiência operacional. “Se olharmos só os números do setor de saúde suplementar, são evidentes os problemas de sustentabilidade. A resposta está em processos digitais”, resume.

Andrea Bocabello, diretora de estratégia, inovação e ESG do Grupo Fleury, destaca alguns casos de uso de aplicação de IA com ganhos imediatos. “O agendamento pode ser mais eficiente, inclusive com rotinas de triagem. A parte de logística e segurança da circulação de amostras pode ser otimizada. O combate a fraudes é crítico”, enumera. Evidentemente, a tecnologia também agrega eficiência à atividade-fim. “Funções de IA na ressonância reduzem o tempo de uso de máquina e aumentam a produtividade dos profissionais”, exemplifica.

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Andrea Bocabello (Foto: Reprodução/ Futurecom)

A executiva informa que o Fleury explorou a IA há 10 anos na parte operacional. Neste momento, a organização tenta antecipar os desafios de compliance, em um setor fortemente regulado. “Enquanto regulação não vem, criamos um comitê e uma diretoria executiva que mapeia tudo que é feito com IA. Quando vier a regulação, está tudo mapeado”.

Robôs, ambientes e pessoas conectados à sua maneira

Márcia Ogawa, conselheira do Inova HC, observa que a Saúde tem casos de uso com requisitos diferentes de conectividade. “Precisamos de banda para transmissão de imagens em alta resolução e baixa latência para cirurgia remota. Também há demandas de qualidade de serviço nas pontas, como conexões 5G nas ambulâncias ou equipes em campo”, diz.

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Márcia Ogawa (Foto: Reprodução/ Futurecom)

Além da disponibilidade de rede com a qualidade adequada, ela destaca a necessidade de padrões para colaboração. “Ainda há áreas com déficit de conectividade, que é fundamental, e temos ainda que vencer os desafios na camada de interoperabilidade”, adverte.

Anderson Rocha, pesquisador e professor de IA da Unicamp, enumera cinco tecnologias que definem a “revolução da convergência”. “Com a nanotecnologia, hoje se pode engolir um sensor. A robótica permite operações de alta precisão ou remotas. A biotecnologia traz a possibilidade de novos medicamentos e terapias. Temos também as inovações em IoT e conectividade, além de dados e IA. A medicina é impactada por essas cinco vertentes”, afirma.

Anderson Rocha (Foto: Reprodução/ Futurecom)

“Quando se fala em robótica na saúde, todos pensam na mesa de cirurgia. Mas já construímos soluções para lidar com patógenos perigosos”, conta o professor.

“A robótica já é aplicada para automatizar a farmácia e as entregas de medicamentos”, acrescenta Cristiano Ribeiro, gerente de inovação e valor em Saúde do Hospital Sírio-Libanês.

Cristiano Ribeiro (Foto: Reprodução/ Futurecom)


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