Data centers modernos construídos com concreto de baixo carbono, destacando a tecnologia e sustentabilidade Foto: Shihabsarkar / Shutterstock / Modificada com IA

Concreto de baixo carbono reduz impacto de data centers

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Expansão da infraestrutura digital pressiona a indústria do cimento, mas tecnologias de baixo carbono ganham espaço entre gigantes da tecnologia



Por Redação em 04/03/2026

A construção acelerada de data centers nos Estados Unidos tende a elevar o consumo de energia. De acordo com o Pew Research Center, os centros de dados estadunidenses devem consumir entre 6,7% e 12% da geração total de eletricidade do país até 2028.

O impacto ambiental, no entanto, já começou, uma vez que dois materiais de construção fundamentais dessas estruturas – concreto e aço – estão entre os maiores emissores de gases de efeito estufa.

No caso do concreto, a principal preocupação recai sobre o cimento, ingrediente-chave do material. Com a expansão prevista de data centers, o consumo de cimento pode crescer cerca de 2 milhões de toneladas até 2030.

Se os empreendimentos optarem por concreto tradicional, as construções podem gerar até 1,9 milhão de toneladas de CO2. Seria uma emissão equivalente ao que uma frota de 415 mil carros movidos a gasolina produz em um ano, conforme reportagem de O Globo.

A solução para reduzir esse problema é o uso de concreto de baixo carbono, cuja produção reduz significativamente as emissões associadas ao cimento. Entre as tecnologias desse tipo de concreto estão aquelas que usam cimentos diferenciados e materiais como cinza e escória na fabricação do cimento. Outra forma de reduzir a pegada de carbono é a adoção de energia renovável na fabricação do cimento.

Essas modificações não alteram a qualidade do concreto e, em alguns casos, podem até aumentar a durabilidade. Cimentos sustentáveis podem diminuir em mais de 30% as emissões de CO2 em relação aos cimentos convencionais.

Redução de 20% da pegada na Amazon

Entre as Big Techs, o uso do concreto de baixo carbono tem adeptos como a Microsoft, que fechou a compra de 622,5 mil toneladas métricas de cimento num período de seis a nove anos. Trata-se de um material diferenciado usado pela produtora de concreto de baixo carbono Sublime Systems.

Outro grande acordo foi fechado entre a startup Brimstone e a Amazon. A gigante americana também faz parte da iniciativa Sustainable Concrete Buyers Alliance, que em tradução livre significa aliança de compradores de concreto sustentável. A filosofia de adotar esse tipo de concreto está presente na construção de dois data centers da Amazon nos Estados Unidos. Além disso, a companhia tem outros parceiros especializados como a CarbonCure, produtora de cimento de baixo carbono.
Um dos destaques dessa parceria foi a construção do HQ2, a segunda sede da Amazon no estado da Virgínia. O edifício reforçou a liderança da Amazon na redução da pegada de carbono incorporada. A combinação do cimento da CarbonCure com outros substitutos de cimento levou a uma redução de 20% na pegada de carbono do concreto da sede.



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