Uma cidade moderna à noite com uma limpeza digital de infraestrutura em nuvem representada por uma nuvem holográfica brilhante conectada a edifícios do centro urbano, destacando tecnologia e inovação em nuvem. Imagem gerada digitalmente

Gastos globais na nuvem somam US$ 80 bilhões em 2026

2 minutos de leitura

Levantamento do Gartner aponta forte avanço da infraestrutura de nuvem soberana, impulsionado por investimentos governamentais e demandas por soberania digital



Por Redação em 13/03/2026

Os gastos mundiais em infraestrutura de nuvem soberana como serviço (IaaS) devem totalizar US$ 80 bilhões em 2026, de acordo com a revista Exame. Os dados da publicação são de um levantamento do Gartner. Desse total, a China responderá por US$ 47,3 bilhões e os Estados Unidos por US$ 16,4 bilhões. A Europa, por sua vez, deve gastar US$ 12,6 bilhões.

Fora dessas três regiões, os valores começam a diminuir, com a Ásia, dividida em três regiões distintas no estudo da consultoria, somando US$ 3,3 bilhões. Já a América Latina responderia por US$ 506 milhões do total global, menos de 1% do total estimado para o mundo. De acordo com as previsões, os latino-americanos aumentarão os gastos para US$ 946 milhões em 2027, mas ainda permanecerão longe das outras regiões em termos de aporte.

O Gartner destaca que os gastos globais de IaaS em 2026 mostram um aumento de 35,6% em relação a 2025, que deve ser puxado pelos investimentos dos governos, seguidos do aporte das indústrias regulamentadas e dos setores de infraestrutura considerados críticos, entre eles energia e telecomunicações.

Como o crescimento previsto de IaaS na Europa em 2027 está estimado em 83%, a região deverá ocupar o lugar atual dos Estados Unidos, que passará a ser a terceira região com investimentos globais nesta área. Detalhe: o percentual de aumento de gastos em 2027 é o mesmo para os Estados Unidos e China, aproximadamente 20%.

IaaS otimizada para IA

Pessoa segurando uma nuvem digital que representa armazenamento em nuvem, simbolizando tecnologia e armazenamento na nuvem.
Imagem gerada digitalmente

Duas outras mudanças estão sendo apontadas pelo estudo do Gartner: transferência da carga de trabalho para provedores locais e novos tipos de uso na nuvem.

No primeiro caso, o levantamento indica que 20% das cargas de IaaS deverão migrar dos provedores globais de nuvem para os locais. Com isso, os especialistas avaliam que os grandes provedores – também chamados de hiperescaladores – devem sofrer uma maior pressão.

Essa tendência de geopatriação estaria sendo puxada pelos governos locais, preocupados com soberania digital e em aplicar seus próprios requisitos regulatórios.

Já a mudança de perfil de uso acenaria para novas soluções digitais ou cargas de trabalho legadas que aguardam migração para a nuvem. O novo perfil deve responder por 80% dos gastos em IaaS.

Outra previsão sobre IaaS, feita pelo Gartner e publicada pela CIO Dive, mostra que esse tipo de aplicação deverá ser fortemente influenciado pela IA.

De acordo com a consultoria, os gastos com IaaS otimizada para IA mais que dobrarão, atingindo US$ 37,5 bilhões, com 55% desse total sendo direcionados para cargas de trabalho de inferência, e não de treinamento, em 2026. Os investimentos corporativos se concentrarão em recursos de computação de alto desempenho, como GPUs e circuitos integrados de aplicação específica (ASICs), criados para processamento de IA em larga escala.

Os números apontam que o modelo tradicional de IaaS está amadurecendo, mas as projeções de crescimento dos gastos com IaaS otimizado para IA são maiores do que as do IaaS tradicional nos próximos cinco anos.



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