Por que uma companhia do setor alimentício criou um gêmeo digital para a cadeia de suprimentos?

Por que uma companhia do setor alimentício criou um gêmeo digital para a cadeia de suprimentos?

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Buscando otimizar a cadeia de suprimentos, a Mars passou a utilizar um gêmeo digital para replicar as operações de manufatura em um ambiente virtual.



Por Redação em 16/06/2021

Buscando otimizar a cadeia de suprimentos, a Mars passou a utilizar um gêmeo digital para replicar as operações de manufatura em um ambiente virtual.

Gêmeo digital (saiba mais do conceito aqui) é uma das tendências tecnológicas que podem trazer agilidade aos negócios por criar uma simulação virtual de toda a operação física. E quem tem aproveitado bastante a tecnologia é a Mars, companhia norte-americana do setor alimentício.

A Mars atua na produção de itens de confeitaria (M&M’s e Snickers), de ração animal (Royal Canin e Pedigree) e outros produtos alimentícios. Em entrevista ao site CIO.com, Sandeep Dadlani, diretor digital da companhia, contou que a companhia criou um gêmeo digital da sua cadeia de suprimentos de manufatura para apoiar as diferentes frentes de seus negócios.

“Vemos o digital como um grande acelerador de negócios”, disse Dadlani a Clint Boulton, escritor sênior que assina o artigo do site CIO.com. Com as operações avaliadas em US$ 40 bilhões, o executivo afirma que a Mars não está “fazendo digital pelo digital.”

Tanto que a jornada de transformação digital não está somente na adoção de gêmeo digital. O artigo destaca que a Mars tem somado esforços para democratizar a inteligência artificial(IA) e outros recursos digitais para que os colaboradores trabalhem com mais eficiência.

Gêmeo digital possibilita diversos casos de uso

A computação em nuvem fornece vantagem competitiva para as empresas e a Mars busca na tecnologia a agilidade que ela é capaz de oferecer. Como o autor do artigo escreve, a nuvem é ideal para mudanças críticas e reduz a necessidade de ter máquinas empilhadas e armazenadas.

Para o negócio da Mars, essa agilidade é ainda mais essencial uma vez que a companhia tem concorrentes em diversas frentes por conta do seu vasto portfólio. A adoção de tecnologias é vista hoje — como mostra uma pesquisa da consultoria McKinsey — um diferencial em meio aos impactos provocados pela pandemia do novo coronavírus.

E, bem, por que estamos falando da pandemia aqui? Porque o setor sofreu com incertezas em relação a entrega de mercadorias. Reforçar as cadeias de suprimento é uma ação que confere vantagem nessa dura competição.

E como a Mars conseguiu se diferenciar? De acordo com a publicação, a estratégia da companhia foi formar um time com provedores de tecnologia e consultores para criar um gêmeo digital e aumentar as operações das suas 160 instalações. Essa parceria resultou em alguns casos de uso – já colocados em práticas e outros que ainda serão implantados.

Caso de uso 1:
A Mars espera criar simulações para entender como melhorar a capacidade e os controles dos processos. Isso inclui aumentar o tempo de atividade das máquinas a partir de manutenção preditivas e reduzir o desperdício de embalagens quando o maquinário tem um número diferente de produtos.

Caso de uso 2:
A companhia espera gerar uma “loja de aplicativos de casos de uso”. A ideia é aproveitar, nas linhas de negócios, projetos já utilizados.

Caso de uso 3:
Esse é pensado no futuro e irá considerar o clima e outras situações no desenvolvimento de produtos. O objetivo é ter mais visibilidade da cadeia de suprimentos – da origem até o consumidor.

Transformação aconteceu também na cultura organizacional

Dadlani explica no artigo que essa jornada de inovação exigiu uma transformação na cultura da Mars e também de seus funcionários. Apesar de a adoção do gêmeo digital ser recente, as parcerias com as empresas de tecnologia começaram há três anos.

De lá para cá, a Mars garantiu que 133 mil funcionários tivessem acesso às ferramentas digitais mais recentes. Até aqui, mais de 30 mil colaboradores foram treinados em análise de dados, enquanto mais de 17 mil fizeram cursos para aprender sobre design thinking.

A capacitação desses colaboradores resultou em ações para consumidores finais e até para eles próprios. O Treat Town, que aconteceu em outubro de 2020, foi uma experiência virtual no melhor estilo “travessuras ou gostosuras” para os clientes da marca.

Já em dezembro os colaboradores participaram de um festival virtual de inteligência artificial. Eles celebraram a marca de 200 casos de uso de IA em diferentes linhas de negócios. Houve desde software de diagnóstico de doenças em animais a aplicações que ajudam a estabelecer os preços de seus produtos em lojas.

Como Dadlani afirmou, esses casos de uso estão longe de serem “pilotos instantâneos”, mas a maioria já tem sido executada em grande escala. “Se você pode definir um problema muito bem, deve se sentir capacitado para resolvê-lo usando IA”, disse.

Além disso, o executivo incentiva o uso consciente da tecnologia. Ou seja, resolver problemas sabendo que a IA fará sentido. O benefício é que os funcionários estão se requalificando, apesar de, em uma situação ou outra, acontecer uma falha.

Porém, Dadlani afirma que o fracasso é esperado, mas encorajado. “Desde que aconteça rapidamente e a equipe aprender com o fracasso para aplicá-lo a sucessos futuros.”

Principais destaques desta matéria

  • Mars, empresa do setor alimentício, criou gêmeo digital para acelerar operações.
  • Além disso, apostou na adoção de IA para capacitar os funcionários e promover a produtividade.
  • Confira 3 casos de uso que a companhia espera com o gêmeo digital.


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