Mobilidade como serviço cresce 357% até 2027

< 1 minuto de leitura

Conhecido como MaaS, mercado será impulsionado por custo e conveniência, segundo Juniper Research



Por Redação em 21/09/2023

O aumento de investimentos na mobilidade como serviço (MaaS), pautado pela redução de custos e pela conveniência desse tipo de solução, deve levar o segmento a crescer 357% até 2027. Globalmente, trata-se de um mercado de US$ 92 bilhões daqui a quatro anos, superando de longe a movimentação de US$ 20 bilhões que o MaaS representou em 2022, puxado pela demanda de soluções urbanas, inclusive a de cidades inteligentes.

Os principais interessados nesse mercado são os gestores urbanos de trânsito, uma vez que as plataformas MaaS fornecem soluções de transporte urbano ao consumidor, incluindo ônibus, metrô e carona, todas integradas em uma única plataforma. Com essa integração, permite-se que os usuários organizem uma jornada multimodal inteligente, aliviando os congestionamentos e reduzindo a poluição dos veículos privados.

65% da receita global de MaaS virá de assinaturas

Os dados são da Juniper Research, que tem acompanhado o tema e emitindo relatórios sobre a MaaS. O mais recente prevê que – até 2027 – 65% da receita global de MaaS será gerada por meio de assinaturas – por uma taxa mensal fixa. Com essa opção, os utilizadores terão acesso a uma variedade de serviços de transporte, proporcionando uma proposta de trânsito mais econômica e conveniente. Contudo, o relatório prevê que a utilização do modelo de tarifação atual continuará a ser crucial para promover a confiança dos consumidores.

Segundo Cara Malonte, autora da pesquisa atual da Juniper Reserch, a capacidade de pagar por uma única viagem numa aplicação, apesar de aproveitar vários modos de transporte, criará economia substancial de custos para os utilizadores, em comparação com serviços de transporte individuais. “As plataformas MaaS devem promover essas economias para afastar os usuários dos serviços de transporte estabelecidos e atraí-los para planos de assinatura de serviços MaaS”, avalia a especialista.



Matérias relacionadas

Douglas Silva, diretor-executivo da Accenture, apresenta em palco durante evento corporativo, segurando um dispositivo na mão enquanto fala para o público. Estratégia

Fim dos apps, IA transacional, ativos digitais e segurança são novas prioridades do setor financeiro

Inteligência artificial mais barata e poderosa, LLMs como nova interface bancária, comércio agêntico, tokenização, computação quântica e novas arquiteturas de segurança sinalizam as tendências com potencial de transformar a operação e a experiência dos clientes nos próximos anos

Cristina De Luca, Caio Moreira Fernandes, Adriano Volpini e Raquel Possamai participam de um painel em evento, com quatro pessoas sentadas em cadeiras e dialogando em palco. Estratégia

Confiança propagada em rede

Em um ambiente marcado por serviços compartilhados, interação entre agentes de IA e cadeias cada vez mais integradas, a capacidade de resposta a incidentes passa a depender da responsabilidade coordenada entre diferentes elos do ecossistema de finanças

Bruno Lodo, Marcelo França, Rodrigo Hori, Pedro Fortes e Adriana Salles Gomes participam de um painel em evento, sentados em cadeiras no palco com telão ao fundo. Estratégia

Infraestrutura invisível move as finanças embarcadas

Integração via Banking as a Service leva crédito, pagamentos e inteligência artificial às jornadas digitais de empresas de diferentes setores

Estratégia

EMS transforma governança de dados em base para escalar inteligência artificial

Terceiro episódio da websérie “Vamos habilitar o próximo novo?” mostra como a governança pode equilibrar inovação, segurança e estratégia de negócios na adoção da IA