“IoT não depende de 5G”

2 minutos de leitura

Embratel (agora Claro empresas) debate com parceiros e entidades públicas a infraestrutura necessária para o avanço da Internet das Coisas no Brasil



Por Redação em 23/07/2018

A demanda por 5G no Brasil deve crescer à medida que os dispositivos de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) ganharem o mercado. Para conectar centenas de milhares de objetos à internet será preciso investir em conexão de alta qualidade, ou seja, redes seguras e rápidas. O executivo Carlos Botelho, gerente de Planejamento e Controle da Embratel, acredita que o 5G vai impulsionar ainda mais os negócios de produtos IoT, mas não é condição para o desenvolvimento da tecnologia.

“Onde houver demanda por maior velocidade, ou baixa latência, quando se fala em carros autônomos, telemedicina… Aí sim, vamos precisar do 5G. Mas no momento só essa discussão já é importante para o mercado”, afirma.

O pensamento da Embratel (agora Claro empresas) está alinhado com os principais órgãos do setor, à exemplo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Thiago Camargo, secretário de Políticas Digitais da pasta, compartilha da ideia de que IoT não é um serviço de valor agregado, é uma infraestrutura.

“Hoje, as pessoas se comunicam, fazem negócios, cuidam da própria saúde, buscam informações, cuidam da educação, se locomovem, tudo isso baseado em escolhas que vem a partir do uso de conectividade”, enumera Camargo.

Para garantir essa conexão, a Embratel está investindo em recursos terrestres e satelitais, dando um passo à frente entre os fornecedores de telecom e TI, no sentido de oferecer as condições necessárias para as que as empresas brasileiras inovem. “Nós estamos em um momento de lançamento das soluções IoT em geral, tanto da parte de celular quanto da parte satelital. Nós acabamos de lançar o satélite de banda Ka e estamos entregando os produtos até o final do ano”, conta Fábio Alencar, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Embratel Star One.

Entenda um pouco mais sobre a revolução que a Internet das Coisas está promovendo nas nossas vidas em http://bit.ly/2A061Is



Matérias relacionadas

Da esquerda para a direita: Walter Lucas da Silva, Juliana Strobel, Marcelo Crivano, Roberta Moraes e Edson Haluch Conectividade

Cidades resilientes: tecnologia e pessoas no centro da adaptação urbana

Planejamento, inovação e participação social ganham espaço no enfrentamento de eventos climáticos extremos e na transformação das cidades em ambientes mais sustentáveis e preparados

Da esquerda para a direita: Dario Paixão, Jaime Santamarta, Ana Carina Rodríguez e Flavio Bortolozzi Conectividade

Inteligência artificial pode tornar as cidades mais humanas e eficientes?

Especialistas apontam como IA, dados e conectividade têm transformado a gestão urbana e os serviços públicos

Vista aérea da cidade de Curitiba, que é uma das smart cities do Brasil Conectividade

Smart cities no Brasil: 5G transforma cidades inteligentes e mobilidade urbana

De Curitiba a São Paulo, cidades brasileiras avançam na digitalização urbana, mas ainda enfrentam entraves estruturais

Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis. Uma das cidades mais inteligentes do Brasil Conectividade

Saiba quais são as cidades mais inteligentes do Brasil e como a tecnologia as transforma

Smart cities usam tecnologia para tornar os serviços públicos mais eficientes e melhorar a qualidade de vida