Inteligência Artificial consegue prever se um funcionário irá pedir demissão 4 perguntas sobre o futuro para Beia Carvalho

Inteligência Artificial consegue prever se um funcionário irá pedir demissão

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Plataforma da IBM tem taxa de assertividade de 95%. Empresa conta com outras ferramentas para promover habilidades dos colaboradores.



Por Redação em 11/04/2019

Principais destaques:
– IBM utiliza Inteligência Artificial em RH para prever se funcionários irão deixar a empresa;
– Taxa de sucesso da solução é de 95%;
– Departamento de RH foi reduzido em 30% após uso de Inteligência Artificial;
– Outros programas de IA conseguem direcionar funcionários para outras vagas de acordo com suas habilidades;
– Para Ginni Rometty, CEO da IBM, IA deve mudar 100% dos empregos nos próximos dez anos.

Qual o impacto que a Inteligência Artificial pode ter no departamento de Recursos Humanos de uma empresa? Para a IBM, uma economia de US$ 300 milhões (R$ 1.14 bilhões) em gastos com contratações ou demissões de funcionários. Isso só foi possível após a empresa de tecnologia passar a utilizar IA para predizer se um colaborador tem a intenção de deixar a companhia, informou Ginni Rometty, CEO da IBM, em entrevista à rede CNBC.

O “Programa de Atrito Preditivo” da companhia utiliza o Watson, plataforma de serviços cognitivos, para identificar funcionários insatisfeitos, que não produzem tanto ou que estão buscando outras oportunidades. Com uma taxa de assertividade de 95%, os gestores de RH da IBM conseguem traçar estratégias para reter esses colaboradores. “A melhor hora para se aproximar de um funcionário é antes dele partir”, disse Rometty.

Além disso, a IBM possui outros softwares de RH com base em Inteligência Artificial: o IBM My Career Advisor utiliza o Watson para ajudar os colaboradores a identificar quais habilidades precisam ser melhoradas, enquanto o Blue Match sugere vagas que mais se adequam às habilidades desses funcionários. Segundo a CEO da IBM, o Blue Match foi responsável por 27% dos novos empregos e promoções dos profissionais da empresa em 2018.

Como funciona o “Programa de Atrito Preditivo” da IBM?

A ferramenta de IA da IBM consegue analisar diversos dados dos funcionários: as tarefas que eles estão finalizando ou concluíram, os cursos educacionais de que participaram, as habilidades que mais se destacam, entre outros.

A partir dessa análise, a IBM consegue antecipar qual funcionário pensa em deixar a empresa, o que gera uma economia com os gastos de contratação e treinamento de um novo colaborador.

O Daily Mail recuperou uma publicação de 2016 do blog da IBM para tentar entender quais são os dados que ajudam nessa previsão. Segundo o jornal inglês, o Watson Analytics encontrou dois fatores decisivos para que os funcionários da IBM pedissem demissão: a quantidade de horas extras trabalhadas e a sensação de que a compensação por esse trabalho a mais foi justa.

Rometty não chegou a explicar como a Inteligência Artificial funciona com uma taxa de sucesso de 95%, mas informou que o “sucesso vem da análise de muitos pontos de dados.”

O futuro do RH com a Inteligência Artificial?

Para Ginni Rometty, “você deve colocar IA em tudo que faz” ao afirmar que a área de Recursos Humanos é a que pode ter muito auxílio da tecnologia. Ela pontua também que espera que a Inteligência Artificial mude “100% dos empregos nos próximos cinco a dez anos”.

A CEO da IBM defende o fim das avaliações anuais de desempenho e do sistema defensivo das empresas, em que o departamento de RH não consegue lidar com funcionários com performance baixa. “Na IBM, a Inteligência Artificial consegue sugerir a cada funcionário o que ele deve aprender para progredir em sua carreira”, falou.

A IBM tem utilizado o Watson para avaliar também o que um funcionário pode fazer no futuro. O software analisa as experiências de um funcionário, a sua participação em projetos e as novas habilidades adquiridas em treinamentos interno para projetar se esse empregado será útil para a empresa no futuro. Segundo a empresa, o índice de precisão dessa previsão é de 96%.

A Inteligência Artificial substituiu 30% do quadro de funcionários do RH da IBM. Segundo Ginni, as posições restantes são “mais caras e capazes de realizar trabalhos de maior valor”. Ela aposta que o futuro do trabalho é aquele em que a máquina vai ser capaz de entender o indivíduo melhor que o gerente de RH, pelo fato de conseguir processar muitos dados e aprender novos caminhos com eles.



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