Imagem conceito sobre os elementos que compõem o Edge Computing

Depois da computação em nuvem, chegamos à Edge Computing?

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O mercado de edge computing contabilizou US$ 7.9 milhões em 2017 e pode alcançar US$ 20.4 milhões até 2026



Por Redação em 29/06/2018
O mercado de edge computing contabilizou US$ 7.9 milhões em 2017 e pode alcançar US$ 20.4 milhões até 2026

A IBM diz que o mundo gera 2,5 sextilhões de dados por dia, 90% disso só nos últimos dois anos. A Gartner prevê que mais de 20 bilhões de coisas estejam conectadas à internet até 2020, bem acima das 8,4 bilhões registradas em 2017. Diante de todos os possíveis caminhos que a tecnologia e a disrupção podem oferecer, há uma certeza: a quantidade de dados vai aumentar.

Nos últimos anos, empresas como Google, Microsoft, IBM, Amazon e no cenário nacional a Embratel (agora Claro empresas) se beneficiaram da era do big data ao prover computação em nuvem para clientes. Além disso, outras aplicações e marcas (como Apple e Dropbox) usam nuvens privadas para armazenar dados de seus serviços. Só que a expectativa de crescimento da Internet das Coisas (IoT) – com TVs, carros, relógios, torradeiras e fechaduras conectadas à rede – faz investidores mirarem para um novo horizonte, o da “edge computing”.

Veículos como Forbes, Wall Street Journal e Financial Times publicaram notícias recentes sobre a edge computing como a tendência entre as tendências. Não existe consenso sobre a tradução do termo no Brasil, mas literalmente significa computação de borda. O conceito é simples: se a computação hoje é centralizada na nuvem que depende de data centers, amanhã pode ser feita nas proximidades ou na origem dos dados.

Como citou um empreendedor à reportagem do Financial Times, “os dados têm gravidade”, portanto a tendência é que os recursos passem para onde está a informação, não o contrário. Já Paul Miller, do The Verge, escreveu que “não significa que a nuvem irá desaparecer. Significa que está chegando até você”.

A edge computing remete à ideia de uma computação descentralizada e local. Ela aproxima o computador ou qualquer dispositivo IoT de roteadores e gateways, ficando entre a nuvem e o usuário. Miller diz que o carro autônomo é o melhor candidato a essa arquitetura computacional. Isso porque não faz sentido esperar que a nuvem retorne informações do sistema de inteligência artificial aos sensores do veículo para que ele evite um acidente. Mesmo se o processo fosse suficientemente rápido, não teríamos garantia de redes de celular constantes.

Aí que está a mudança paradigmática apontada por pessoas do setor. A edge computing traz benefícios de latência (o intervalo entre estímulo e resposta). Como processa e analisa os dados localmente, usuários não precisam esperar a resposta do data center. Esse espaço de tempo é encurtado, o que pode ser uma boa promessa a dispositivos que tomam decisões. Uma geladeira inteligente, por exemplo, não terá que reportar à nuvem para detectar itens escassos em seus repositórios. Ela poderá ter uma solução embarcada ou contar com tecnologias intermediárias.

Além de start-ups que apostam em serviços de “borda”, gigantes como Microsoft e Dell também estão de olho nessa configuração e contam com softwares que rodam em dispositivos locais, sem a necessidade de data centers que centralizam informações. A Embratel, aqui no Brasil, também.

Essa espécie de subsetor da IoT crescerá, segundo a TrendForce, a uma taxa anual de mais de 30% deste ano até 2022. Para a Research And Markets, o mercado de edge computing contabilizou US$ 7.9 milhões em 2017 e pode alcançar US$ 20.4 milhões até 2026 – uma estimativa bastante otimista, diga-se de passagem. Se a edge computing depender das apostas em 5G e em IoT, as pesquisas apontam para a direção certa.



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