Como a experiência do consumidor vai definir os negócios de sua empresa

Como a experiência do consumidor vai definir os negócios de sua empresa?

2 minutos de leitura

Prioridades, metas, processos e expectativas das empresas devem estar alinhados com a jornada de compra do cliente.



Por Redação em 21/06/2019

Principais destaques:
– Consumidor é essencial para os negócios de uma empresa;
– Blog da Gartner pontua que prioridades erradas de uma marca podem impactar negativamente na experiência do consumidor;
– Organizações devem criar sentimentos de confiança e satisfação;
– Cases de empresas brasileiras mostram como elas usaram omnichannel para garantir uma jornada de compra do consumidor satisfatória.

Focar no consumidor é peça-chave para o crescimento das empresas, mas ainda há barreiras que impedem uma experiência satisfatória do cliente em sua jornada de compra. E por quê? Segundo Augie Ray, diretor de pesquisa em Customer Experience (CX) para consultoria Gartner, parte é porque as decisões tomadas pelos colaboradores podem comprometer o bem-estar dos clientes e essas decisões são moldadas pelas prioridades, metas, processos e expectativas definidas por seus líderes.

Ray reforça que não importa que as empresas podem ter as melhores pretensões para o mercado, mas o que importa é a percepção que elas passam para o consumidor. “Há muitos exemplos em que o viés das corporações em relação a receita, lucratividade e prevenção de custos entra em conflito com a proteção da saúde e da segurança dos clientes”, escreveu no blog da Gartner.

A liderança e cultura das organizações também influenciam a experiência do consumidor, garante Ray. Ele cita que ser lembrado pelos clientes não é receber a classificação positiva de um produto disponível no mercado, mas criar sentimentos de “confiança, satisfação, afinidade, lealdade e defesa que a marca ganha em todas as interações [com o consumidor], sejam grandes ou pequenas.”


O que as empresas têm feito para serem lembradas?

Ray explica em seu artigo que focar no cliente não é apenas seguir o modelo tradicional da jornada de compra, mas que a cultura corporativa, prioridades e metas das empresas devem colocar a segurança e os interesses dos clientes antes do lucro.

Exemplo disso é a Bibi Calçados, marca global de calçados infantis. A empresa criou, em 2017, uma estratégia omnichannel para diminuir o atrito entre o on-line e off-line. Para isso, ela começou a testar vários pilotos, entre eles o “Clique e Retire” para descentralizar o estoque das lojas físicas e do e-commerce e integrar os franqueados ao negócio on-line da companhia.

A Bibi ainda promoveu outras iniciativas para unificar o cadastro de todas as lojas e permitir que o cliente trocasse um produto em qualquer unidade, assim como o desenvolvimento de um único SAC para facilitar a devolução de produtos. Já quanto aos dados dos consumidores, a marca testa um piloto para avaliar o comportamento do cliente no ambiente on-line. Esses investimentos renderam prêmios como “Melhores Franquias do Brasil 2018” pela revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios.

O omnichannel também foi uma estratégia para a rede de farmácias Panvel. Ao desenvolver a solução “Clique e Retire”, a companhia viu este modelo de negócio representar 30% das vendas digitais da marca. A empresa também investiu em Inteligência Artificial para personalizar as ofertas e garantir uma jornada de compra que integre os ambientes físico e digital.




Matérias relacionadas

Servidores em um data center com racks iluminados por luzes vermelhas e arquitetura tecnológica de alta performance. Estratégia

Corrida pela infraestrutura de IA desafia a economia antes dos ganhos de produtividade

Investimentos bilionários em data centers, energia e chips pressionam custos globais e a política monetária, enquanto o Brasil busca espaço na nova cadeia de valor

Pessoa trabalhando em notebook com interface digital de IA em estilo futurista, mostrando o texto “IA Agents”, elementos de busca, anúncios e painéis de análise em vermelho e branco. Estratégia

Tecnologia pode substituir horas de trabalho por eficiência no varejo

Automação de processos e inteligência artificial permitem elevar a produtividade, redistribuir tarefas e preservar a qualidade do atendimento diante da possível redução da jornada e do fim da escala 6×1

ícone de cadeado digital em destaque com circuitos e pontos luminosos em tons de vermelho, simbolizando cibersegurança, proteção e segurança de dados Estratégia

Organizações avançam na cibersegurança de ambientes industriais

Visibilidade sobre parques automatizados, estrutura de defesas e arquiteturas seguras de conectividade trazem amadurecimento da segurança em ambientes que sustentam operações críticas, enquanto amplia consciência sobre os riscos

Mão em primeiro plano segurando um escudo digital em estilo holográfico com ícones de tecnologia, sugerindo proteção e soberania digital. Ao fundo, notebook na mesa. Estratégia

Estudo identifica inovação, governança e autonomia tecnológica como pilares da soberania digital

Publicação do CTS-FGV defende a implementação de um Sistema Nacional de Soberania Digital para reduzir a dependência de plataformas estrangeiras