Claro e Itaú: empresas customer-centric e data-driven

2 minutos de leitura

Em apresentação no Web Summit Rio, executivos de ambas as empresas falam sobre a jornada do cliente



Por Redação em 02/05/2023

“Quando decidimos ser uma empresa customer-centric e data-driven, a gente de fato colocou o cliente no centro e começou a diferenciar as diferentes jornadas deste cliente”. Com essas palavras, o presidente da Claro, José Félix, abriu o painel Customer centricity: looking after your customer in a digital world, no Web Summit Rio.

O conceito de customer-centric (centrado no cliente) é uma abordagem empresarial que coloca as necessidades e desejos dos clientes no centro de todas as decisões da empresa. Isso significa que todas as estratégias, produtos e serviços são projetados para atender às necessidades específicas dos clientes e criar uma experiência positiva para eles.

Já o data-driven (orientado por dados) refere-se ao uso de dados e análises para tomar decisões de negócios informadas e orientadas para resultados. As empresas data-driven utilizam uma ampla gama de fontes de dados para obter insights sobre o comportamento do cliente, tendências do mercado e outras informações relevantes para orientar as decisões de negócios e melhorar a experiência do cliente.

Em conjunto, esses conceitos são fundamentais para criar empresas centradas no cliente: que entendam suas necessidades e forneçam produtos e serviços que as atendam de forma eficaz.

Data-driven também no Itaú Unibanco

Também participante do painel, o CEO do Itaú, Milton Maluhy Filho falou sobre a estratégia do banco de se voltar para o cliente. “A expectativa do cliente muda todos os dias, ele entra no nosso aplicativo querendo ter uma experiência parecida com a que ele teve em outros. Nesse sentido, a tecnologia empoderou as pessoas a tomarem suas próprias decisões e o atendimento passa a ser cada vez mais personalizado. Por isso, é preciso estar na vanguarda dessas tecnologias”, afirmou o CEO do Itaú Unibanco.

O executivo também comentou sobre a jornada do cliente no banco. “A frase que gostamos de falar é que o banco vai ser do tamanho que os nossos clientes quiserem. O nosso ‘feito para você’ mudou para ‘feito com você’. Acreditamos muito nesse feedback contínuo do cliente para a gente melhorar o banco”, destacou.

Tecnologia habilita estratégia das empresas

O executivo da Claro pontuou a importância da tecnologia dentro desses conceitos e nas transformações que ainda virão. Segundo ele, a mudança do cliente, na sua visão, acompanha a mudança do mundo. Por exemplo, há pouco tempo não existia o 4G e com a tecnologia anterior você tinha enormes limitações.

“E agora, com o 5G, novas possibilidades vão surgir, principalmente na área de IoT e em aplicações que exigem um baixo delay. E espera-se um número grande de startups nesses segmentos. Por isso, a Claro criou um hub de inovação chamado beOn com o objetivo de estreitar o relacionamento da empresa com o mundo das startups.”, afirmou Félix.

O CEO do Itaú também destacou a importância da tecnologia para dar ao consumidor o que ele quer. O banco mudou inclusive a forma de trabalhar internamente para atender a esses anseios. A instituição tem mais de 20 mil pessoas trabalhando com tecnologia e já deixou para trás o discurso do sistema legado. “Falamos de tecnologia de ponta e uma cultura muito forte de engajamento dos colaboradores para atender ao cliente da melhor forma possível”, pontuou.



Matérias relacionadas

Jovem trabalhando em um escritório com vista para prédios, usando fones de ouvido e anotando em um caderno, no contexto de Autonomia digital. Estratégia

Autonomia digital amplia oportunidades de cooperação e negócios globais

Controle sobre dados e infraestrutura, governança e segurança jurídica criam um ambiente mais previsível para inovação e expansão de serviços

Jozef Síkela, discursando sobre cooperação tecnológica e soberania digital no Future Affairs Forum Estratégia

Brasil e União Europeia ampliam cooperação em tecnologia e regulação 

Parceria avança em conectividade e governança digital para ampliar oportunidades de desenvolvimento e proteção a direitos

Cadeado de segurança metálico em primeiro plano com fundo de código e circuitos, simbolizando proteção e privacidade de dados Estratégia

LGPD avança nas organizações, mas fica concentrada em poucos profissionais e práticas isoladas

Pesquisa do Cetic.br mostra estagnação na nomeação de DPOs e revela que pequenas empresas ainda tratam a proteção de informações como responsabilidade acumulada por proprietários ou equipes de TI

Pessoa jovem em ambiente externo usando exclusivamente um celular, com baixa escolaridade, destacando vulnerabilidade a golpes digitais e fraudes online. Estratégia

Baixa escolaridade e uso exclusivo de celular acentuam vulnerabilidade a golpes

Pesquisa do do Cetic.br mostra que usuários sem letramento e acesso a computador têm menos chance de defesa e sofrem os maiores impactos do uso de seus dados pessoais