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Cibersegurança em tempo real: como ela é executada?

3 minutos de leitura

Integração de 5G, nuvem e IoT amplia riscos e exige soluções em detecção em tempo real, IA preditiva e educação corporativa



Por Redação em 10/09/2025

A privacidade dos usuários e a integridade das informações que circulam na rede dependem de múltiplas camadas de proteção, que atuam em conjunto em diferentes níveis. Essas ferramentas são responsáveis por manter o acesso seguro à internet – seja em notebooks, desktops ou smartphones.

Nos últimos anos, a convergência entre 5G, computação em nuvem e Internet das Coisas (IoT) transformou a forma como as empresas operam, mas também ampliou a superfície de ataque, o que exige atenção.

O tema estará em destaque no Futurecom 2025, dentro da trilha Future Cyber. A programação reúne especialistas para discutir estratégias de detecção em tempo real, uso de inteligência artificial para prever ameaças e o papel das empresas na formação de uma cultura digital segura.

Superfícies de ataque em ecossistemas hiperconectados

Enquanto a latência ultra-baixa do 5G permite que veículos autônomos, sensores industriais e wearables (como smartwatches, por exemplo), soluções na nuvem fornecem a elasticidade necessária para que esse fluxo massivo de dados seja devidamente processado.

Nesse cenário, de um ecossistema hiperconectado, cada ponto da rede pode se tornar alvo de ataques – desde um simples sensor de temperatura até um microsserviço de backend.

No 5G, há espaço para ataques de jamming, interceptação de tráfego e exploração de protocolos. Em ambientes de nuvem híbrida e multi-cloud, as vulnerabilidades mais comuns estão em configurações inadequadas de identidade e acesso, APIs expostas e falhas em containers. Já no IoT, os riscos estão mais relacionados a firmware desatualizado, uso de credenciais padrão e ausência de criptografia de ponta a ponta:

TecnologiaExpansão da superfícieVetores críticos
5GConexões simultâneas (até 1 milhão por km²) e latência < 5 msAtaques de signal jamming, interceptação de tráfego, exploração de protocolos de rede (e.g., NR‑RRC)
NuvemInfraestruturas híbridas e multi‑cloud que escalam em segundosMá configuração de IAM, exposição de APIs, container breakouts
IoTBilhões de dispositivos embarcados com recursos limitadosFirmware desatualizado, credenciais padrão, falta de criptografia de ponta a ponta

Um estudo recente da HP revelou que 70% dos incidentes de segurança estão relacionados com serviços de nuvem mal configurados ou dispositivos IoT. Por esse motivo, a necessidade de construir soluções de segurança proativas deixou de ser um diferencial.

De que forma a segurança em tempo real é realizada?

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Para proteger este cenário dinâmico, as organizações precisam adotar camadas de proteção em tempo real, alavancar inteligência artificial (IA) para antecipar ameaças e fomentar uma cultura de segurança por meio da educação corporativa.

Ferramentas de detecção

Os tradicionais SIEMs (Security Information and Event Management) ainda têm seu valor; porém, não são capazes de lidar com a geração de registros em sistemas 5G-IoT-Cloud. O desafio é ainda maior em grandes operadoras, responsáveis por movimentar cerca de 10 TB/h.

Por outro lado, a tecnologia XDR (Extended Detection and Response) unifica telemetria da rede 5G, eventos de plataforma cloud e dados de endpoint IoT. De maneira simplificada, a tecnologia cria uma correlação baseada em comportamento e dispara alertas em poucos segundos.

IA preditiva

A inteligência artificial está mudando o paradigma de segurança atual de reativo para proativo. Isso significa que modelos de IA já conseguem diagnosticar possíveis ameaças antes que atinjam dados críticos em circulação na rede. 

Modelos de aprendizado de máquina (machine learning), redes neurais generativas e soluções “threat forecasting” (que buscam antecipar ameaças) têm sido implementadas. Conforme o relatório de 2023 da McKinsey & Company, essas medidas ajudaram a reduzir em 40% o número de incidentes digitais.

Educação corporativa no centro da segurança

O fator humano segue como elo mais frágil. Relatório da Verizon indica que 95% dos incidentes cibernéticos ocorrem por meio de engenharia social. Nesse sentido, treinamentos recorrentes são importantes para fortalecer a postura de defesa mais adequada dos colaboradores. 

Simulações de ataques em tempo real, gamificação e métricas de engajamento podem ser introduzidas no cotidiano empresarial. Essas estratégias, ao longo do tempo, permitem aos profissionais entenderem como os sistemas operam, quais medidas adotar em situações de risco e como evitar golpes ou fraudes digitais. O processo de segurança em tempo real depende tanto de tecnologia quanto de vigilância sobre as ações e comportamentos pessoais dos colaboradores.



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