ciberataques na nuvem

Ciberataques na nuvem se tornam mais frequentes e perigosos

2 minutos de leitura

Relatório da CrowdStrike revela que esse tipo de ataque cresceu em 75% dos casos em 2023



Por Redação em 14/03/2024

A empresa de cibersegurança CrowdStrike, através do Global Threat Report, identificou que o número de ciberataques na nuvem aumentou em 75% em 2023. Em contrapartida, o tempo médio das intrusões caiu em 26%, ou seja, de 84 minutos em 2022 para 62 minutos no ano passado. Essa queda demonstra maior eficiência e ritmo dos hacktivistas em suas ações.

Fatores como a digitalização de diversos setores da economia e a popularização de tecnologias como a inteligência artificial (IA) e a internet das coisas (IoT) geram uma demanda maior por nuvem. Os criminosos, consequentemente, acompanham o movimento do mercado e se utilizam de credenciais de identidades roubadas, o que dificulta a detecção de suas atividades maliciosas.

IA potencializou ciberataques na nuvem

O relatório mostrou, a partir da análise de mais de 230 grupos de hacktivistas, que a IA Generativa não só possibilitou ataques mais sofisticados, como também os tornou mais democráticos. O chefe de Operações Contra Adversários da CrowdStrike, Adam Meyers, avalia que o combate aos ciberadversários deve ser baseado em inteligência para que se tenha uma visão holística em relação à cibersegurança.

“Para derrotar ciberadversários, as organizações devem adotar uma abordagem alimentada por inteligência e de caça proativa contra as ameaças, isso protege as credenciais de identidade, prioriza a proteção na nuvem e dá maior visibilidade às áreas vulneráveis e de maior risco para organizações”, explicou o executivo.

Ainda segundo Meyers, as operações são sem precedentes e demonstram a evolução destes grupos que incorporam, cada vez mais, tecnologias para atingir velocidades até então inéditas. Dentre os ataques mapeados pelo relatório em 2023, o mais rápido durou apenas 2 minutos e 7 segundos.

Leia também:
– E-book do Próximo Nível aborda IA e Cibersegurança

Insights do estudo

O estudo da CrowdStrike levantou pontos relativos ao poder dos ciberataques não só na esfera econômica da sociedade, mas também na esfera política. Somado a isso, destaca o papel da inteligência artificial generativa nessa escalada de ataques, conforme abordamos a seguir.

Ciberataques nas eleições

Serão disputadas mais de 40 eleições democráticas no ano de 2024 no mundo. Os países devem levar em consideração os dados que mostram o aumento da ação dos hacktivistas para estabelecer medidas de segurança que garantam a lisura do processo. A CrowdStrike ressalta que, apesar dos possíveis ataques a softwares de registros, a maneira mais comum de perturbação eleitoral é a desinformação que antecede a votação.

“IA do mal”

A IA Generativa (GenAI) se torna um grande aliado dos criminosos ao produzir scripts e códigos para serem utilizados durante as investidas no ambiente cibernético. Assim como pode ser feito nas eleições, a promoção de informações falsas pode levar vítimas a dividir dados pessoais.

Popularidade da GenAI

A popularização da inteligência artificial generativa vai permitir que a ferramenta seja utilizada para atividades cibernéticas mais comuns, inclusive as maliciosas, que tendem a ser cada vez mais potencializadas.



Matérias relacionadas

Dois executivos, um homem e uma mulher vistos de costas, observam um grande painel digital curvo. A tela exibe gráficos luminosos em tons de vermelho, um mapa-múndi e um ícone central de escudo com cadeado, ilustrando o monitoramento estratégico e corporativo da cibersegurança. Estratégia

CISO Next: encontro reflete sobre cibersegurança como linguagem de negócio

Primeira edição reuniu executivos para discutir os principais desafios da cibersegurança, definindo os eixos que orientarão os próximos debates

Profissional de TI em data center observa um notebook enquanto ao fundo servidores e racks com luzes vermelhas indicam infraestrutura digital e computação em nuvem Estratégia

Bancos investem R$ 50 bi em infraestrutura digital e inovação de serviços

Modernização de arquitetura, cloud, segurança e IA são eixos da estratégia para absorver o aumento contínuo do volume transacional e das ofertas de facilidades aos clientes

Close em um notebook com alertas visuais e ícones de risco em vermelho ao redor de um envelope de e-mail, sugerindo ameaças e vulnerabilidades de software em segurança digital. Estratégia

O sistema global de alarme da cibersegurança está entrando em colapso

Há um grande esforço para lidar com o backlog no rastreamento de vulnerabilidades. Especialistas correm para criar alternativas

Profissional em escritório de cibersegurança observando telas com painéis e códigos em vermelho, indicando monitoramento e análise de sistemas e ameaças digitais. Estratégia

Claro empresas e MIT Technology Review Brasil lançam iniciativa colaborativa de CISOs

Comunidade reúne líderes de grandes organizações para discutir desafios locais em cibersegurança, promover colaboração entre empresas e posicionar a segurança como um pilar de crescimento sustentável