CIAB 2019 A Inteligência Artificial como parceira da segurança de dados

CIAB 2019: A Inteligência Artificial como parceira da segurança de dados

2 minutos de leitura

Gigantes de tecnologia oferecem serviços com Inteligência Artificial que simulam invasões feitas por hackers para preparar e proteger sistemas de grandes bancos.



Por Redação em 13/06/2019


Principais destaques:
– Setor bancário é um dos mais afetados pela invasão de dados;
– 20% do que os hackers ganham em cada ataque é investido em novas ameaças;
– Empresas devem definir estratégia e criar um plano de Inteligência Artificial (IA) integrado para avançar em segurança.

Mudanças climáticas extremas, dificuldades da população a se adaptar à temperaturas alta (por conta do aquecimento global), desastres naturais e fraudes fazem parte dos cinco maiores riscos globais deste ano segundo um ranking realizado pelo Data Science Central. O quinto fator merece atenção especial do setor de tecnologia: são os ataques cibernéticos.

“Quanto maior for nossa dependência com a tecnologia, maior será o número de ataques que nós [pessoas físicas e empresas] vamos sofrer, uma vez que a inteligência artificial vai aprender a executar os mesmos comandos que nós”, alerta Fábio Campos, líder da IBM para serviços de segurança na América Latina.

No FEBRABAN CIAB 2019, o executivo explicou que hoje existem serviços com IA que simulam invasões feitas por hackers para preparar e proteger os sistemas de grandes empresas, como bancos e instituições financeiras. “As empresas agora devem definir uma estratégia, criar um plano de IA integrado com os demais setores e desenvolver um projeto contínuo para avançar em segurança de dados”, aconselha Campos.

Na avaliação de Fabrizio Pinna, superintendente executivo do Banco Bradesco, o setor bancário é um dos mais afetados pela invasão de dados pelo próprio interesse dos hackers. “Derrubar um banco como o Bradesco e o Itaú gera um enorme interesse dos hackers porque lidamos com dinheiro. E isso pode ocorrer por ativismo político ou simplesmente porque eles não gostam de nós”, explica Pinna.

Em sua apresentação, o superintendente destacou que 20% do que os “bandidos virtuais” ganham em cada ataque é investido em novas ameaças. Ou seja, um banco que hoje foi prejudicado, pode comprometer indiretamente o próprio concorrente amanhã. “A terceira guerra mundial está acontecendo e é entre os computadores”, analisa.

Para que as empresas saiam vitoriosas nesta batalha, diz, devem se apoderar das informações primeiro. “Da mesma forma que aprendo a me defender de invasões, a inteligência artificial aprende a burlar essa proteção. Ou seja, se o sistema mal-intencionado se apoderar dos dados antes de nós, estamos com um problema sério. É como uma corrida armamentista.”

PRÓXIMO NÍVEL NO CIAB FEBRABAN 2019

O Próximo Nível está com uma cobertura especial nas palestras do CIAB FEBRABAN 2019. Clique nas matérias abaixo e saiba mais sobre o que foi debatido no maior congresso de tecnologia de informação para o setor financeiro.

>> CIAB 2019: setor bancário deve focar na experiência do consumidor para inovar
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