apagao de profissionais de tii

Apagão de profissionais de TI pode afetar cidades digitais 

< 1 minuto de leitura

Iniciativas de smart cities ainda exigem um perfil profissional mais participativo, o que não é comum no perfil geral de TI



Por Redação em 03/01/2023

A falta de mão de obra especializada em tecnologia da informação (TI) está no radar de quem organiza os projetos de cidades inteligentes no Brasil. E não é sem razão. De acordo com o site Olhar Digital, faltam candidatos aptos para ocupar as vagas de TI neste nicho. Uma pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), por exemplo, alertou que o déficit de profissionais de todo o ecossistema poderá chegar a 800 mil até 2025.

Na prática, isso significa que podemos ter um apagão de profissionais de TI em projetos de cidades inteligentes. E há ainda outro complicador: inciativas nessa área exigem um perfil profissional mais participativo, o que não é acompanhado pelo perfil geral de TI, cada vez operando mais remotamente e sem senso de pertencimento às empresas onde atuam. 

Ações contra “apagão” de profissionais de TI

“Em projetos de smart cities este ambiente remoto tira o calor de trocar ideias com maior fluidez. E consequentemente, na tomada de decisão mais rápida, por exemplo. Outro reflexo deste fenômeno é a materialização da lei da oferta e procura, e a matemática para isso é simples: com menos profissionais aptos, os mais tarimbados se valorizam mais, devido seus conhecimentos diferenciados”, resumiu Amaury Cunha Carvalho, advogado com especialização em direito digital e das telecomunicações. Ele também indicou caminhos para contornar esse cenário, inclusive com a revisão de programas de valorização das pessoas, com atualizações constantes por meio de programas de capacitação interna (como universidades corporativas) e a remuneração e benefícios atraentes. Outra frente envolve as iniciativas que reforçam a cultura híbrida, marcada por idas quinzenais aos escritórios, mesclados com encontros remotos objetivando dosar as experiências interpessoais em ambientes diversificados.



Matérias relacionadas

Jovem trabalhando em um escritório com vista para prédios, usando fones de ouvido e anotando em um caderno, no contexto de Autonomia digital. Estratégia

Autonomia digital amplia oportunidades de cooperação e negócios globais

Controle sobre dados e infraestrutura, governança e segurança jurídica criam um ambiente mais previsível para inovação e expansão de serviços

Jozef Síkela, discursando sobre cooperação tecnológica e soberania digital no Future Affairs Forum Estratégia

Brasil e União Europeia ampliam cooperação em tecnologia e regulação 

Parceria avança em conectividade e governança digital para ampliar oportunidades de desenvolvimento e proteção a direitos

Cadeado de segurança metálico em primeiro plano com fundo de código e circuitos, simbolizando proteção e privacidade de dados Estratégia

LGPD avança nas organizações, mas fica concentrada em poucos profissionais e práticas isoladas

Pesquisa do Cetic.br mostra estagnação na nomeação de DPOs e revela que pequenas empresas ainda tratam a proteção de informações como responsabilidade acumulada por proprietários ou equipes de TI

Pessoa jovem em ambiente externo usando exclusivamente um celular, com baixa escolaridade, destacando vulnerabilidade a golpes digitais e fraudes online. Estratégia

Baixa escolaridade e uso exclusivo de celular acentuam vulnerabilidade a golpes

Pesquisa do do Cetic.br mostra que usuários sem letramento e acesso a computador têm menos chance de defesa e sofrem os maiores impactos do uso de seus dados pessoais