Você já ouviu falar dessas tendências de computação em nuvem?

Você já ouviu falar dessas tendências de computação em nuvem?

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Essa lista vai além da Inteligência Artificial ou Edge Computing. Conheça cinco tendências de computação em nuvem que nem sempre são discutidas.



Por Redação em 20/04/2021

Essa lista vai além da Inteligência Artificial ou Edge Computing. Conheça cinco tendências de computação em nuvem que nem sempre são discutidas.

Entra ano, sai ano e a computação em nuvem mostra cada vez mais a sua força como tecnologia disruptiva. Se em 2010 ela dava ainda seus primeiros passos, dez anos depois ela foi avaliada em US$ 370 bilhões, destaca um relatório da Markets and Markets.

Além disso, o ano de 2020 mostrou um dado interessante: a pesquisa2020 Cloud Computing Survey da IDG revelou que 92% das empresas entrevistadas possuem, ao menos, uma operação ou processo em um ambiente cloud.

Com tantas possibilidades que a nuvem oferece, a Accenture criou uma lista de 25 tendências que vão valer não só para 2021, mas para os próximos anos. Provavelmente você já deve ter ouvido falar de algumas delas, como Inteligência Artificial ou gastos com serviços em cloud.

Por isso, o Mundo + Tech separou 5 delas que talvez você não conheça. Porém, com sua empresa ganhando maturidade com soluções em nuvem, colocar essas tecnologias agregadoras no radar vai te ajudar a potencializar novos negócios. Confira.

Tendência 1: Data Fabric

Um dos problemas na adoção de serviços em nuvem é a falta de interoperabilidade entre as plataformas que serão utilizadas para garantir a segurança e a otimização dos dados. Isso acaba sobrecarregando o time de TI, que precisa costurar caminhos para viabilizar o tráfego deles.

Seria como se o pessoal de RH da sua empresa precisasse pedir acesso ao banco de dados de outro departamento para fechar o contracheque dos funcionários. O tempo de resposta seria menor caso essa base de dados fosse única para todos.

O papel do Data Fabric é justamente diminuir esses silos entre as diversas plataformas que estão conectadas a uma solução de nuvem. Esta tecnologia vai “empacotar” todos os locais, tipos de dados e fontes de dados que estão segregados dentro de uma empresa.

Em outras palavras, o Data Fabric funciona como uma estrutura centralizada do gerenciamento de dados, assim como um ponto de acesso. Em vez do time de RH solicitar os dados a outro departamento, basta entrar num API de Data Fabric para obtê-los.

A vantagem é que a empresa tem uma visão unificada de suas operações, mais segurança contra invasões e vazamentos, além de melhor desempenho, já que há menos dependência do provedor de solução em nuvem.

Tendência 2: Serverless Computing

Empresas de pequeno e médio porte foram bastante impactadas com a pandemia e precisaram virar a chave rapidamente para manter os negócios funcionando. A computação em nuvem é a tecnologia que elas procuram para criar vantagem competitiva.

Porém, quando falamos de gastos com a nuvem, a tecnologia pode ter outro papel: o de ser uma barreira para a inovação dessas empresas. Então, uma tendência que pode ser considerada é a serverless computing (ou computação sem servidor).

A Amazon define a tecnologia como “uma maneira de criar e executar aplicações e serviços sem precisar gerenciar nenhuma infraestrutura” sem precisar “provisionar, escalar e manter servidores para executar aplicações, bancos de dados e sistemas de armazenamento.”

A vantagem, para PMEs, é que elas irão utilizar o orçamento para serviços em nuvem que realmente precisam para manter a continuidade dos negócios. E, caso elas tenham alguém em TI, a pessoa terá menos sobrecarga operacional e poderá entregar projetos com mais agilidade.

Tendência 3: Nuvem humana

A “nuvem humana” pode ser considerada como um marketplace de talentos que vai oferecer profissionais sob demanda para as empresas — para qualquer especialidade, não só TI. É um setor que gerou US$ 178,5 bilhões em receita em 2019.

Uma coisa que ficou evidente em 2020 foi a quantidade de projetos sob demanda e flexíveis nas empresas. Muitos profissionais passaram a trabalhar desta forma e plataformas de recrutamento serão necessárias para que as organizações consigam achar os talentos certos.

Outra vantagem é que isso vai auxiliar no gerenciamento desses profissionais, mais ainda se o trabalho remoto tiver continuidade. Isso porque as empresas terão uma visão holística das habilidades que cada colaborador tem e as oportunidades e projetos que ele se encaixa.

Tendência 4: Realidade na nuvem

A realidade virtual (RV) e a realidade aumentada (RA) têm um potencial enorme para levar novas experiências para diversos setores. No entanto, tem também um grande desafio: expandir sua penetração no mercado deixando de serem dependentes de dispositivos computacionais.

Apesar das promessas do 5G para este setor, a computação em nuvem terá um fator de desempenho excepcional. Com os serviços clouds adequados e devidamente configurados, as empresas não precisariam de hardware específico para renderizar aplicativos de realidade virtual e aumentada.

Sendo assim, essas tecnologias ainda poderão ser executadas e distribuídas para um maior número de pessoas por estarem em um ambiente cloud. Tanto a nuvem quanto a RV e RV serão potencializadas, uma vez que o 5G pode até mesmo garantir entregas em tempo real.

Tendência 5: Blockcloud

Apesar de todas as vantagens da computação em nuvem, ela é centralizada. Ou seja, todos os dados de uma empresa passam pelos seus servidores cloud. Isso significa que eles podem ser expostos, sujeitos a acesso não autorizado e a tantas outras ameaças.

Essa preocupação é vista por muitos executivos, ainda mais que diversos países estão criando suas regulamentações, como o Brasil e a LGPD. A consequência é que os gastos com a nuvem pública, com o intuito de manter a conformidade nos servidores, podem aumentar.

Por isso muitos desenvolvedores de sistemas em nuvem têm olhado para o Blockchain. Os recursos atuais da nuvem não oferecem a permanência de informações, tanto que muitos olham para a Edge Computing como forma de ter certeza da localização e do acesso aos dados.

No caso da integração com Blockchain, por possibilitar o rastreamento de todas as transações, as empresas que usam sistemas em nuvem conseguiriam implementar maior segurança e gerenciamento dos dados, criando vantagem competitiva por terem uma visão completa deles.

Principais destaques desta matéria

  • Pesquisa da IDG mostrou que 92% das empresas já usam algum tipo de serviço em nuvem.
  • Tecnologia passou a ter um valor de US$ 370 bilhões em 2020.
  • Conheça 5 tendências de computação em nuvem que devem estar no seu radar.


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