Futurecom
Infraestrutura moderna de telecomunicações com painéis solares e instalações tecnológicas avançadas, promovendo práticas sustentáveis e ESG no setor de telecomunicações. Imagem gerada digitalmente

Telecomunicações avançam em práticas ESG

2 minutos de leitura

Operadoras investem em eficiência energética e gestão de resíduos para alinhar inovação tecnológica a sustentabilidade



Por Redação em 19/09/2025

O setor de telecomunicações passou por uma transformação nos últimos anos. Além de expandir a cobertura de internet e telefonia, as operadoras incorporaram princípios de ESG (ambiental, social e de governança) em seus projetos de engenharia e infraestrutura. A mudança foi impulsionada por demandas regulatórias, pressão de investidores, e pelo reconhecimento da conexão entre sustentabilidade e inovação tecnológica.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) avaliou que o consumo de energia elétrica pelas empresas do setor é um dos principais pontos de atenção. Essas empresas operam milhares de antenas, data centers e redes que exigem funcionamento contínuo, o que resulta em elevado impacto ambiental. A agência iniciou estudos para criar um selo ESG específico para o setor, avaliando o desempenho ambiental das companhias, em especial no consumo energético e na gestão de resíduos eletrônicos.

Esse assunto será abordado no painel “Conectividade sustentável: impulsionando a transformação digital, a governança e a inclusão”, no dia 30 de setembro, primeiro dia da Futurecom 2025. O debate contará com a participação de Alexandre Freire, conselheiro da Anatel.

Eficiência energética

Painéis solares instalados para energia sustentável em uma área de telecomunicações, promovendo práticas ESG e eficiência energética.
Foto: bilanol/ Adobe Stock

A demanda por eletricidade aumentou com a chegada do 5G, já que a nova geração de redes requer mais antenas distribuídas e equipamentos de alta capacidade. Operadoras têm investido em soluções como painéis solares em estações rádio-base, sistemas de refrigeração mais eficientes em data centers e softwares que ajustam o consumo de acordo com o tráfego da rede.

Os data centers sustentáveis ganharam espaço como resposta às novas demandas da economia digital. Empresas de tecnologia e telecomunicações já adotam projetos arquitetônicos que priorizam ventilação natural, sistemas de resfriamento a água e reaproveitamento de calor. O objetivo é reduzir a pegada de carbono e garantir operações resilientes diante das mudanças climáticas.

Economia circular

Outro aspecto da agenda ESG é a gestão de resíduos eletrônicos. O setor de telecomunicações gera toneladas de sucata tecnológica todos os anos, desde cabos até servidores em desuso. Companhias vêm ampliando programas de logística reversa e reciclagem, tanto para equipamentos próprios quanto para dispositivos dos clientes, como modems e roteadores.

Cresce também o movimento em direção à economia circular. Operadoras estão reformando e reutilizando componentes de rede, o que reduz custos e minimiza impactos ambientais. Essa prática abre espaço para parcerias com startups especializadas em reciclagem tecnológica.

Inclusão digital

O pilar social do ESG se manifesta na ampliação do acesso à internet em regiões vulneráveis. Projetos de conectividade sustentável têm buscado atender comunidades ribeirinhas, quilombolas e áreas rurais com soluções híbridas, combinando redes móveis, satélites e energia renovável. A meta é reduzir desigualdades digitais sem aumentar a pressão ambiental.

O governo federal lançou projetos para impulsionar a digitalização de serviços e a conectividade em regiões remotas com um viés sustentável. Entre as diretrizes estão o estímulo ao uso de fontes renováveis, a modernização da infraestrutura com materiais de menor impacto e a adoção de sistemas inteligentes para monitorar a eficiência energética.

A geração de empregos qualificados também é uma demanda. A modernização das redes exige engenheiros, técnicos e especialistas em energia limpa, criando oportunidades de trabalho em áreas de alta demanda. As operadoras têm firmado convênios com universidades e institutos de pesquisa, reforçando a formação de profissionais preparados para a transição verde no setor de telecomunicações.

.



Matérias relacionadas

Profissional usando tecnologia de IA na automação de processos, com painéis digitais e um laptop, destacando inovação e eficiência na gestão de tarefas. Inovação

IA na automação de processos precisa “fazer sentido”

Nível de maturidade da empresa e da equipe que vai utilizar a ferramenta são os dois principais parâmetros para a escolha

Mulher jovem usando smartphone na rua com ilustrações de IA e fumaça roxa, simbolizando a adoção de inteligência artificial no Brasil e suas desigualdades Inovação

IA é adotada por 32% e desigualdade preocupa pesquisadores

Diferenças entre dispositivos, tipos de conexão e letramento restringem benefícios da massificação do acesso à Internet, revela levantamento do Cetic.br

Líder em cenário de incerteza trabalhando com foco utilizando laptop em ambiente de escritório moderno com vista urbana ao fundo. Inovação

Pessoas estão no centro das incertezas e das possibilidades de adaptação

Em um cenário marcado por imprevisibilidade e resistências naturais, liderança e colaboração definem resultados diante de transformações rápidas, diz futurista

Homem com óculos de sol IA durante um pôr do sol Inovação

Como a Meta quer transformar óculos em plataforma de IA

O lançamento dos óculos inteligentes desponta como uma das formas de ampliar o alcance da tecnologia além do smartphone

    Embratel agora é Claro empresas Saiba mais