usar a ia

“A melhor maneira de introduzir a IA é lentamente”, dizem economistas do MIT

2 minutos de leitura

A implantação da inteligência artificial de forma mais lenta provavelmente será melhor alternativa



Por Redação em 21/07/2023

A popularização de machine learning para inteligência artificial (IA) vem gerando inúmeras discussões. Entre elas, o fato de ainda não haver regulamentação. O uso de inteligência artificial está avançando em grandes proporções e há uma grande preocupação em torno disso. Seria possível desacelerar a tecnologia ou a alternativa seria usar a IA lentamente?

Recentemente uma “Carta de trégua na IA” foi assinada por milhares de líderes da tecnologia e especialistas em inteligência artificial, pedindo uma espécie de pausa nos estudos. A justificativa foi a de que o crescimento desenfreado de iniciativas usando inteligência artificial poderia trazer consequências para a humanidade. 

Contudo, um fato ainda mais recente chamou a atenção do público consumidor de tecnologia em geral. Sam Altman, fundador e CEO da OpenAI, declarou ao portal americano QZ que a intervenção regulatória dos governos será fundamental para mitigar os riscos de modelos cada vez mais poderosos. De acordo com a notícia, uma pesquisa publicada em 2022 revelou que os próprios “especialistas em IA” produziram uma estimativa mediana de desastre existencial em 10%. O fato é que não faltam exemplos desses riscos (que ainda são problemas), desde advogados citando casos falsos até meios de comunicação publicando notícias sem checar a fonte citada pela IA.

Usar a IA lentamente pode ser o caminho

De acordo com Daron Acemoglu, professor de economia do MIT, e Todd Lensman, estudante de pós-graduação do mesmo instituto, a implantação de forma mais lenta provavelmente será melhor. Além disso, “uma taxa de aprendizado de máquina, combinada com restrições específicas do setor sobre o uso da tecnologia, poderia fornecer os melhores resultados possíveis”. A conclusão veio de um primeiro modelo econômico elaborado pelos dois.

No estudo, Acemoglu e Lensman rascunharam algumas suposições sobre aquilo que chamam de tecnologia transformadora. “Ela pode aumentar a produtividade em qualquer setor em que for usada, mas também pode ser mal utilizada (intencionalmente ou não) para criar um desastre”. Por isso, os autores afirmam que a melhor maneira de adotar a IA é de forma gradativa, uma vez que isso possibilita maior tempo de aprendizado sobre os possíveis benefícios e riscos.

Leia também:

– 5G e LTE: existem diferenças entre essas duas tecnologias? 

Para os autores, à medida que os riscos forem diminuídos, a IA poderá ser implementada em toda a economia. De fato, segundo os autores, se a IA não puder ser controlada, é melhor que isso seja compreendido antes de a tecnologia ser utilizada em grande escala.  

Para os economistas do MIT, um caminho viável para seguir combinaria algum tipo de imposto sobre tecnologias transformadoras. Ou seja, os novos tributos seriam capazes de desacelerar o uso de IA, limitando-a a setores específicos e com baixo risco. “Essa abordagem, no estilo ‘sandbox regulatório´, já é comum com novas tecnologias, e pode ajudar a atrasar a adoção de machine learning por setores de alto risco, até que possamos entender melhor a tecnologia”.



Matérias relacionadas

Painel em evento SET Expo, com Ronaldo Dias, Fábio Damásio e Esdras Miranda. Inovação

Como a IA mudou a lógica da produção e distribuição de mídia 

Painel na SET Expo 2026 mostrou como inteligência artificial, automação e personalização estão reorganizando fluxos de trabalho e criando novas possibilidades de distribuição e monetização de conteúdo

Painel de debate em evento com cinco participantes ao lado do telão, com José Carlos Aronchi, Cláudio Marcio, Elmo, Eduardo Calvet e Fernando Moreira em apresentações Inovação

IA desafia formação de novos profissionais de mídia

Especialistas defendem que domínio de IA precisa vir acompanhado de repertório, método e criatividade na formação para o audiovisual

Fabio Alencar, Renato Sviresky, Guilherme Saraiva e Deepak Mathur durante uma apresentação em um evento, em um palco com telões e painéis de conferência. Inovação

TV via satélite combina inovação e inclusão para sustentar crescimento da TV aberta

Painel na SET Expo 2026 mostrou como, mesmo com o avanço do streaming, a TV via satélite incorpora recursos digitais e novos modelos de negócio sem abrir mão do alcance e da acessibilidade

Foto de painel em evento no palco com Guilherme Saraiva, Tiago Nunes Tolentino, Alexandre Vila e Carlos Ottoboni sentados em cadeiras, diante de telão com apresentação e público ao redor. Inovação

Da cobertura à inteligência: TVRO 2.5 prepara a próxima fase da parabólica digital

Proposta discutida na SET Expo 2026 prevê receptores conectados para ampliar interatividade, mensuração de audiência e publicidade segmentada, preservando o baixo custo que impulsionou a adoção da TV aberta via satélite