fintechs

Fintechs continuam avançando no Brasil, mostra especialista da EY

3 minutos de leitura

Dos 18 unicórnios brasileiros, cinco são fintechs e a expectativa é que esse setor chegue a US$ 46.8 bilhões até 2030



Por Redação em 11/02/2022

Em entrevista ao Próximo Nível, a sócia-líder em Serviços de Consultoria em Contabilidade Financeira da EY Brasil Paula Colodete mostra como o cenário continua positivo para as Fintechs no Brasil. Segundo ela, uma prova disso é que, dos 18 unicórnios que existem no país atualmente, cinco são fintechs. “E há uma expectativa que esse mercado cresça para US$ 46.8 bilhões até 2030”, diz.

Ancoradas em tecnologias avançadas, essas empresas tendem a cada vez mais abrir capital e procurar investimentos externos, visando principalmente aprimorar o atendimento ao cliente final com uso de inteligência artificial, data analytics e outras tecnologias. Acompanhe.

Paula Colodete

Qual é o panorama de abertura de capital das Fintechs no Brasil e no mundo?

Paula Colodete – O panorama é muito positivo. A pandemia não afetou este setor, que vem tendo sua maior alta, tanto em volume e valores de aportes recebidos quanto em outros tipos de transações, como fusões e aquisições. Inclusive, o mercado de empresas mais tradicionais está entrando neste segmento de fintechs nos mais diferentes modelos, por meio de transações de investimento e fusões e aquisições.
Hoje, o Brasil tem 18 unicórnios, sendo cinco deles fintechs. Há uma expectativa que o mercado cresça para US$ 46.8 bilhões até 2030. As fintechs são empresas que utilizam tecnologia para gerar soluções inovadoras e mudam os paradigmas do mercado tradicional. Elas trazem uma reinvenção constante ao mercado, com o objetivo de facilitar a vida das pessoas. Por isso se tornam tão importantes.

Houve avanço em 2021? E quais as projeções para os próximos anos?

Paula Colodete – Sim, é um setor muito dinâmico com novas e constantes ofertas de produtos e por isso ele continuou em alta crescente em 2021, tanto em abertura de capital nas bolsas mundiais quanto em transações de fusões e aquisições. Ainda há muito espaço no setor e as projeções continuam muito positivas com o surgimento de novos nichos e produtos.
Com a adoção ao Open Banking, Open Insurance e Open Investment, muitas fintechs e insurtechs estão sendo criadas e, dependendo do tipo de solução desenvolvida, rapidamente podem receber investimentos das instituições tradicionais e, com isso, ter seu crescimento acelerado, podendo até atingir o patamar de unicórnio e buscar um IPO. Algumas das tendências citadas pela Forbes para os próximos períodos são o movimento pelo maior acesso a serviços bancários, produtos com foco em públicos específicos, o setor com maior colaboração entre fintechs e instituições tradicionais e a Web3, que estará no centro das atenções.

Que fatores são importantes para o sucesso de um processo de IPO de empresas financeiras?

Paula Colodete – Bom planejamento e preparação sólidos, escolha do mercado certo, objetivos e plano de negócio claros e consolidados, montagem de um time interno, apoio externo especializado e preparado para o processo e estudar muito bem o melhor momento para iniciar o IPO.

Como o nível de tecnologia utilizado interfere na operação e posterior abertura de capital de uma fintech?

Paula Colodete – Por definição, as fintechs são empresas do ramo financeiro que utilizam intensamente a tecnologia na oferta de seus serviços e produtos. Quanto maior e mais avançada é a tecnologia de uma fintech, mais ela se coloca em posição de concorrência com as instituições financeiras tradicionais. É isso o que vem aumentando o número de fintechs nas bolsas de valores. Entrar na bolsa passou a ser um dos objetivos dessas empresas, além de elevar o patamar de concorrência com as instituições financeiras tradicionais.

Quais tecnologias/soluções despontam no universo das Fintechs?

Paula Colodete – As tecnologias e soluções que têm tido maiores destaques são aquelas relacionadas a data analytics, Inteligência Artificial e automação de atividades tradicionalmente executadas por humanos, como análise de crédito, por exemplo.



Matérias relacionadas

Douglas Silva, diretor-executivo da Accenture, apresenta em palco durante evento corporativo, segurando um dispositivo na mão enquanto fala para o público. Estratégia

Fim dos apps, IA transacional, ativos digitais e segurança são novas prioridades do setor financeiro

Inteligência artificial mais barata e poderosa, LLMs como nova interface bancária, comércio agêntico, tokenização, computação quântica e novas arquiteturas de segurança sinalizam as tendências com potencial de transformar a operação e a experiência dos clientes nos próximos anos

Cristina De Luca, Caio Moreira Fernandes, Adriano Volpini e Raquel Possamai participam de um painel em evento, com quatro pessoas sentadas em cadeiras e dialogando em palco. Estratégia

Confiança propagada em rede

Em um ambiente marcado por serviços compartilhados, interação entre agentes de IA e cadeias cada vez mais integradas, a capacidade de resposta a incidentes passa a depender da responsabilidade coordenada entre diferentes elos do ecossistema de finanças

Bruno Lodo, Marcelo França, Rodrigo Hori, Pedro Fortes e Adriana Salles Gomes participam de um painel em evento, sentados em cadeiras no palco com telão ao fundo. Estratégia

Infraestrutura invisível move as finanças embarcadas

Integração via Banking as a Service leva crédito, pagamentos e inteligência artificial às jornadas digitais de empresas de diferentes setores

Estratégia

EMS transforma governança de dados em base para escalar inteligência artificial

Terceiro episódio da websérie “Vamos habilitar o próximo novo?” mostra como a governança pode equilibrar inovação, segurança e estratégia de negócios na adoção da IA