tendencias digitais Sandy Carter (Foto: Reprodução/SXSW)

Sete tendências digitais para a década, segundo Sandy Carter

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Executiva da Unstoppable Domains é especialista em web 3.0 e apontou caminhos na recente SXSW



Por Redação em 01/07/2024

Com experiências de liderança na IBM e na Amazon Web Services (AWS), Sandy Carter contou em seu livro “The Tiger and the Rabbit” sete tendências digitais no mundo do trabalho pós-inteligência artificial. Hoje COO da Unstoppable Domains, empresa que quer explorar o futuro da web 3.0, a executiva compartilhou o que espera para a próxima década em uma palestra durante o SXSW 2024, realizado nos Estados Unidos. Confira.

Crescimento exponencial

A tecnologia cresceu rapidamente e continuará crescendo. Enquanto a inteligência artificial generativa (GenAI) passa por uma expansão acelerada – Carter afirma que 80% das empresas vão aumentar o uso de GenAI em 2024 –, outras vertentes da tecnologia devem seguir o mesmo caminho. Para se ter uma ideia, o volume de dados gerado por uma única pessoa até 2030 será de 660 zettabytes. Isso é o equivalente à memória de 610 aparelhos iPhone de 128 GB cada.

Modelos de aprendizagem multimodal

A aprendizagem multimodal tende a evoluir bastante com a tecnologia, permitindo o uso de vídeo, áudio, texto e imagem para a educação e também para as máquinas. Segundo Carter, de 30 a 40 modelos multimodais estão sendo desenvolvidos atualmente, e a previsão dela é que esse número chegue a mil. Em favor dessa tendência, podemos citar a qualidade da base de dados e o aumento no acesso à tecnologia. Com isso, soluções como assistentes virtuais podem evoluir drasticamente, resolvendo ações com mais simplicidade do que hoje.

A era experiencial chegou

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A realidade virtual (VR) não é novidade, mas a sua evolução pode quebrar as barreiras hoje conhecidas. Carter fala sobre a futura “internet dos sentidos”, em que será possível vivenciar gravações de artistas em seus estúdios de música, participar de exposições de arte em tempo real, dentre outras possibilidades. A expectativa é de que, com a popularização de óculos VR, surja um novo marco para a tecnologia, passando da atual mobilidade para a “espacial”, em que será possível ter experiências virtuais.

Tudo vai ter seu gêmeo digital

Outra tecnologia que não é novidade para o mercado é o gêmeo digital, muito utilizado por indústrias para predição da operação de uma planta industrial. Essa inovação não deve ser limitada apenas a um cenário, e Carter cita a experiência com o gêmeo digital de sua arcada dentária, para mostrar como a medicina já está usando essa tecnologia. Outro caso de uso pode ser com uma cidade inteligente, que usa o gêmeo digital para planejar melhor a gestão do tráfego.

A tokenização de tudo

A executiva explicou que a tokenização é o processo de converter os direitos de um ativo em um token digital, registrado ou armazenado em um sistema de blockchain. Segundo ela, esse tipo de processo deve aumentar por causa de iniciativas como a da NASA, que está comercializando tokens de resíduos espaciais. Outro exemplo é a tokenização para verificar a autenticidade e a rastreabilidade de roupas de grife em brechós. Em suma, a tokenização pode ser um processo para aumentar a segurança em aquisições digitais.

Convergência tecnológica é essencial

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Carter acredita que a convergência geral das tecnologias será essencial para o futuro. A IA terá que se combinar com outras inovações, como blockchain, segurança, identidade digital, entre diversas tecnologias que já existem ou vão surgir. A própria tokenização citada na quinta tendência é um exemplo da co-dependência entre as tecnologias, pois será necessário utilizar a inteligência artificial para detectar fraudes em transações.

Novos problemas que a IA trouxe

A IA não é infalível e também traz problemas, como o próprio ChatGPT já mostrou. Ele comete erros ao interpretar fatos, apresenta ausência de dados e até pode ter vieses de informação. Por isso, é necessário que os humanos se preparem para minimizar esses erros, realizando a checagem dupla das informações e buscando alimentar as IAs com dados de qualidade.



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