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Quais desafios os varejistas terão para manter o negócio pós-coronavírus?

3 minutos de leitura

Consumo on-line aumenta no Brasil, forçando varejistas a se adaptarem aos novos hábitos dos clientes para manter atendimento de qualidade e retenção.



Por Redação em 15/05/2020

Consumo on-line aumenta no Brasil, forçando varejistas a se adaptarem aos novos hábitos dos clientes para manter atendimento de qualidade e retenção.

Os varejistas estão lutando para acompanhar a demanda dos clientes durante a pandemia de coronavírus, quando muitos consumidores passaram a usar a internet e aplicativos para comprar produtos e serviços.

No entanto, nem todas as empresas do varejo brasileiro estavam preparadas para essa virada de chave. Tanto que 35% de negócios entrevistados para um estudo da GS&UP não possuem ainda um canal de vendas on-line.

Isso se reflete em algumas dores, como já abordamos neste blog post. Num resumo, para manter as operações funcionando, as empresas encaram três barreiras: ser digital, manter o ritmo de crescimento nas vendas e garantir atendimento personalizado.

Mas a transformação digital desses varejistas vai trazer desafios constantes. Até porque, a relação do consumidor com as empresas deixará de ser um modelo tradicional. Ou como destaca o site TechRepublic, no formato “tijolo e argamassa”.

Abaixo, você confere cinco desafios, levantados pelo TechRepublic, que empresas do varejo precisarão encarar após a pandemia do coronavírus.

1. Todos os varejistas devem ter um e-commerce

A pandemia mudou os hábitos de consumo e muitos clientes, de mais variadas idades, perceberam os benefícios de comprar on-line. Roupas, alimentos, móveis, eletrônicos, entre outros itens de diferentes departamentos, serão adquiridos cada vez mais na internet ou em aplicativos.

Isso vai forçar negócios tradicionais a traçar uma estratégia de presença digital. Mas ela não deve ser colocada em prática no fim da pandemia. Pelo contrário, deve acontecer o quanto antes. Só em março de 2020, houve um aumento de 73% nas compras on-line.

Como aponta o TechRepublic, o omnichannel será um fator de vantagem competitiva no varejo, com o modelo “Clique e Retire” ganhando destaque. Empresas sem presença on-line vão, provavelmente, perder clientes para marcas que consigam atender ao novo consumidor.

2. A logística e cadeia de suprimentos precisam ser gerenciadas

Não basta apenas vender on-line. A empresas precisam garantir que os produtos e serviços adquiridos pelos consumidores cheguem até eles. Para isso, fechar parcerias com fornecedores locais ou de outras regiões vão ajudar na continuidade dos negócios.

Veja, por exemplo, grandes varejistas que funcionam também como um ambiente de marketplace. Uma PME pode criar seu comércio on-line dentro de uma destas grande empresa para aumentar a sua cartela de clientes.

Essa parceria pode ajudar na logística e na cadeia de suprimentos, uma vez que a empresa que vai agregar a PME pode fornecer esses serviços ao empresário. Isso é uma forma de atender as expectativas dos clientes, sem comprometer o prazo de entrega.

3. Varejistas devem atrair e reter talentos

Atrair os melhores talentos sempre foi um desafio no setor de varejo. Por quê? Uma razão simples é que outras indústrias oferecem salários mais altos e pacotes de benefícios mais atraentes. Porém, os consumidores passaram a dar mais valor a alguns hábitos diários.

Por exemplo, se antes as pessoas iam até o mercado comprar frutas, agora elas usam aplicativos para essa compra. Então, funcionários da loja escolhida fazem a seleção e os itens são enviados por um entregador.

Hoje, esses colaboradores são vistos como essenciais na linha de frente ao coronavírus. Após a pandemia, as empresas precisarão atrair, contratar e treinar esses profissionais para garantir que o atendimento ao cliente se mantenha personalizado e de qualidade.

4. Rastreamento do estoque será necessário

Quem nunca viu um item no aplicativo, tentou comprar e recebeu a mensagem de que ele passou a estar indisponível? Manter o rastreamento e gerenciamento do estoque se tornou indispensável nesse período de coronavírus.

Com uma notável escassez de produtos, os varejistas estão se esforçando para atender às demandas dos clientes. É uma nova realidade que muitas lojas nunca imaginaram, especialmente quando se trata de itens essenciais, como mantimentos, medicamentos e itens prioritários.

Para não perder clientes por falta de estoque, as empresas precisarão adotar tecnologias, sistemas e práticas robustas de gerenciamento de inventário. Tudo isso para acompanhar os novos concorrentes on-line.

5. Um modelo sustentável de negócio deverá ser traçado

O setor de varejo sempre teve uma concorrência acirrada. Se um varejista não consegue ofertar produtos ou serviços on-line ou não entrega as demandas dentro do prazo, o resultado é a perda de clientes para a concorrência.

No entanto, é preciso pensar a longo prazo, ainda mais após o fim da pandemia. A empresa que não planejar um modelo de negócio mais sustentável vai encontrar dificuldades em conseguir atrair novos clientes e manter os já existentes.

Principais destaques desta matéria

  • Varejistas precisaram adaptar aos novos hábitos dos consumidores devido ao coronavírus.
  • Em março de 2020, o consumo on-line cresceu 73% no Brasil.
  • Confira 5 desafios que vão surgir e permanecer para o setor do varejo após a pandemia.



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