red hat Imagem gerada por IA

IA ainda está em fase de experimentação, diz especialista

< 1 minuto de leitura

Brasil tem grande potencial de adoção da inteligência artificial na avaliação do executivo da Red Hat, David Farrell



Por Redação em 27/08/2024

Apesar da inteligência artificial (IA) existir há mais de 80 anos, nós estaríamos vivendo ainda uma fase de exploração e experimentação da tecnologia. A avaliação é de David Farrell, vice-presidente sênior global para as Américas na Red Hat, em entrevista à Forbes Brasil. A empresa é uma multinacional de software em código aberto adquirida em 2019 pela IBM por US$ 34 bilhões.

Segundo Farrell, mais empresas estão trabalhando com IA e de maneira mais avançada, com destaque para áreas da TI como desenvolvimento de aplicativos, cibersegurança e detecção de fraudes. No Brasil, alguns clientes da Red Hat usam a tecnologia nas áreas de atendimento ao cliente há alguns anos.

david farrell red hat
David Farrell (Foto: Reprodução/LinkedIn)

O executivo também apontou as iniciativas da Red Hat com a IA, que está presente na plataforma de automação da companhia. Sua função é permitir que pessoas que não são especialistas em TI possam gerenciar determinadas tarefas dentro de um data center, precisando apenas capacitá-las a usarem ferramentas de linguagem natural, algo parecido com o que o ChatGPT oferece.

Avaliação do executivo da Red Hat sobre o Brasil

Farrell explica ainda que, no Brasil, as empresas buscam apresentar as melhores soluções para os clientes e criar experiências atrativas, o que torna o mercado local inovador.

Ele também destacou o desejo das empresas em crescer e aumentar as receitas sem extrapolar nos custos, procurando construir uma plataforma dinâmica.

Farrell argumenta que a possibilidade de tornar os negócios mais inovadores e flexíveis é maior no Brasil, a partir de soluções de código aberto, que tem animado os clientes. O desafio é mostrar como aplicar todo esse potencial para as lideranças de empresas brasileiras. Ele traça um paralelo com a demanda crescente por IA: “embora os clientes busquem por soluções, precisamos começar aos poucos e depois escalar”, explica. 



Matérias relacionadas

Da esquerda para a direita: Bruno Oliveira, Fabio Correa, Heitor Bernardes e Nelson Borges. Executivos sentados no palco durante painel na Febraban Tech 2026 Inovação

Agentes de IA já atuam na engenharia de software do Bradesco

Case apresentado no Febraban Tech 2026 mostrou quatro agentes em produção e os desafios para ampliar o modelo entre diferentes times do banco

Kathleen Woodard em palco durante apresentação em evento corporativo, com telões exibindo slides e mensagem sobre novos diferenciais competitivos e Era da IA. Inovação

Bancos entram na era dos agentes de IA, mas confiança e julgamento humano seguem como diferenciais

Kathleen Woodard, da Microsoft, afirma que instituições financeiras estão deixando a fase de testes para incorporar dados, conhecimento e processos a plataformas de IA em escala

Palestra no evento FEBRABAN TECH com Silvia Bassi, Daniel Augusto Falbi, Estevam Carvalho e Wladimir Silva em um painel, telão com o tema “Do data center ao cluster de IA: infraestrutura, automação de o novo core bancário”. Inovação

IA leva bancos a redesenhar infraestrutura e perfil dos profissionais de tecnologia 

Painel no Febraban Tech 2026 mostra como IA leva bancos a repensar data centers, nuvem e automação e amplia a demanda por novas competências nas equipes de tecnologia

Carolina Duca, Luiz Faray e Rodrigo Schiavini em palco durante evento com telões de apresentação e painel de slides, em conferência corporativa Inovação

Da orquestração à autonomia: IA exige novas competências em tecnologia de mídia

Painéis da SET Expo 2026 discutem como inteligência artificial, dados e observabilidade estão transformando as operações de mídia, exigindo novos modelos organizacionais, novas lideranças e maior integração entre tecnologia e negócio