Ética em IA está no centro do debate, diz inglesa Kay Firth Butterfield  

2 minutos de leitura

A advogada especialista em inteligência artificial cita a necessidade de treinamento, transparência e diversidade no uso de IA



Por Redação em 13/12/2024

Parceria Editorial imagem parceria editorial

Referência em Inteligência Artificial (IA), a advogada inglesa Kay Firth Butterfield é enfática sobre o tema: “precisamos definir agora o que nós, humanos, queremos em nossas vidas com a IA”. A frase faz parte da entrevista para o jornal Valor, realizada pelo advogado Ronaldo Lemos e produzida em parceria com a Embratel (agora Claro empresas), na qual Kay discute vários aspectos do recurso, inclusive as questões éticas. Para ela, o assunto veio para o centro do debate depois que a tecnologia escalou. 

Na avaliação da advogada, as discussões sobre superinteligência em IA ainda acontecem, mas os aspectos éticos ganharam força com a expansão da Inteligência Artificial para usos como recrutamento, na área de RH. Para ela, trata-se de uma aplicação polêmica e que pode ser perigosa, em função da possibilidade de criação de vieses. A especialista defende que seja construído um ambiente de confiança antes da adoção maciça da IA em RH. 

Treinamento é essencial para identificar riscos

Como consultora independente, a advogada também chama a atenção para a necessidade de treinamento, principalmente nas corporações que são usuárias intensivas de IA. Kay recomenda o treinamento dos colaboradores para que todos entendam o que a tecnologia é capaz de fazer e também sobre os riscos que ela pode eventualmente trazer.

Além de ética e ambiente de confiança – dois pontos já destacados acima – a IA responsável, ainda de acordo com ela, envolve transparência. 

Outro arcabouço necessário da tecnologia é a infraestrutura que pode habilitar o melhor da IA. Nesse caso, Kay destaca três requisitos: base de dados de qualidade, conectividade de excelência e segurança robusta. Segundo a advogada, essa combinação é que viabilizará a implementação de padrões de governança e ética elevados. 

Com currículo sólido, a especialista foi a primeira líder do Fórum Econômico Mundial na área de IA e Machine Learning (ML), e ainda é membro da instituição. Sua atuação em consultoria inclui governos, ONGs e think tanks. Ela é militante da causa de inclusão de mulheres no desenvolvimento de IA. Sem inclusão e diversidade, a especialista acredita que os algoritmos podem ser enviesados, o que prejudica os aspectos de transparência e ética. 

A entrevista completa pode ser vista no YouTube.



Matérias relacionadas

Logotipo do aplicativo Claude Mythos da Anthropic exibido em um smartphone, com o nome Claude Mythos em destaque na tela. Inovação

Anthropic promove expansão da IA de cibersegurança Mythos

Modelo é capaz de localizar e explorar vulnerabilidades, mas permanece restrito a organizações consideradas confiáveis devido ao potencial de uso malicioso

futurista ray kurzweil Inovação

“Nostradamus da IA”, Ray Kurzweil fala em mudança de paradigma

Para o futurista, a IA está se aproximando rapidamente de um ponto em que poderá superar a inteligência humana

Conceitual com uma mão humana interagindo com um braço robótico e um circuito digital em estilo holográfico, sugerindo IA física aplicada à robótica e automação, com luz vermelha e fundo desfocado. Inovação

Robôs operários e cirurgiões: IA física chega a ponto de inflexão

A convergência entre pressões demográficas, reindustrialização e avanços tecnológicos cria as condições para uma transformação do trabalho físico tão profunda quanto a promovida pela IA generativa nos escritórios

Zero Trust com um círculo central “ZERO TRUST”, indicador de confiança de Low a High e ícones de segurança como cadeado, rede e biometria sobre mãos em fundo escuro com luzes rosa. Inovação

Zero Trust Sensorial: a defesa da realidade na era da IA generativa

A ascensão de deepfakes e clones de voz, impulsionada pela Inteligência Artificial generativa, exige uma nova mentalidade de segurança radical