data centers e energia Imagem gerada por Inteligência Artificial

Big Techs buscam fontes de energia para processamento da IA

2 minutos de leitura

Gigantes da tecnologia investem em várias frentes, inclusive na fonte nuclear, para atender processamento de inteligência artificial



Por Redação em 07/07/2025

A relação entre o consumo de energia em data centers e o uso da inteligência artificial (IA) é um tema central no mundo da tecnologia. E é fácil explicar: segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), a IA depende intrinsecamente de energia, especificamente eletricidade, e tem o potencial de transformar profundamente o futuro do setor energético.

De acordo com o relatório Energy and AI, os data centers representaram cerca de 1,5% do consumo global de eletricidade em 2024, totalizando 415 terawatts-hora (TWh). A IA é o impulsionador mais significativo desse crescimento, na avaliação dos especialistas da IEA.

E mais: a projeção da agência indica que o consumo de eletricidade dos data centers poderá chegar a 945 TWh até 2030 no cenário básico, mais do que dobrando o consumo atual. Esse valor é pouco maior do que o consumo total de eletricidade atual do Japão.

Nos Estados Unidos, os data centers podem responder por quase metade do crescimento da demanda por eletricidade até 2030, na avaliação da IEA. Na prática, várias empresas estão se preparando para esse cenário, com destaque para as Big Techs.

Meta e energia nuclear

data centers e energia
Foto: Shutterstock

É o caso da Meta, controladora do WhatsApp, Facebook e Instagram, que quase triplicou o consumo total de eletricidade entre 2019 e 2023, conforme notícia do site Convergência Digital. A empresa, assim como outras gigantes da tecnologia, está investindo no suprimento de energia, inclusive impulsionando de fonte nuclear.

O seu mais recente contrato foi fechado com a usina nuclear Clinton, nos Estados Unidos, para um período de 20 anos a partir de 2027. Entre os detalhes do acordo está o aumento de capacidade de geração, com a possibilidade de construção de um novo reator local, com participação da Meta.

A estabilidade da energia nuclear é um dos apelos desse tipo de geração, que tem atraído outras empresas de tecnologia. Os contratos recentes envolvem a Microsoft e a usina Three Mile Island, na Pensilvânia. Outro acordo é da OpenAI com a Oklo, empresa do setor nuclear. Já a Amazon e o Google seriam investidores de pequenas centrais nucleares.

Dados da consultoria BCG mostram que esses contratos fazem bastante sentido, considerando o investimento maciço de 1,8 trilhão de dólares em projetos de data center até 2030. Aliás, as estimativas da BCG sobre consumo de energia por data centers são maiores do que o da IEA totalizando 2% do consumo mundial.

As projeções da empresa indicam ainda um crescimento médio de 12% ao ano na demanda de energia, com a IA respondendo por 60% desse incremento. O desafio da infraestrutura de energia para data centers, segundo os estudos da BCG, deve ficar mais patente a partir de 2028. Até lá, o maior entrave será atender o suprimento, acima da média, de hardwares.



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