Tecnologia pode ajudar a evitar desmatamento da Mata Atlântica

Como a tecnologia pode ajudar a combater o desmatamento?

2 minutos de leitura

Empresa de Amsterdã criou solução que usa Big Data, imagens de drones, QR Code e outras tecnologias para acelerar o reflorestamento.



Por Redação em 23/05/2019

Principais destaques:
– Desmatamento florestal é um grande desafio no Brasil;
– Na primeira quinzena de maio de 2019, foram devastados 19 hectares por hora na Região Amazônica;
– Empresa de Amsterdã criou solução para acelerar reflorestamento;
– Sistema usa Big Data, imagens de drones e satélite e QR Code;
– Solução foi implantada em Matamorisca, vila localizada no norte da Espanha.

O Brasil tem um grande desafio na erradicação do desmatamento florestal. Só na primeira quinzena de maio deste ano, foram devastados 19 hectares por hora de forma ilegal na Região Amazônica. Os dados são do Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter), ferramenta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Uma oportunidade para este desafio é o uso de tecnologias, como acontece em Matamorisca, pequena vila localizada no norte da Espanha. A região sofre com o clima árido e solos desgastados e a Land Life, empresa com sede em Amsterdã, a escolheu para implantar um projeto de reflorestamento da vegetação local, como mostra este artigo do site BBC.

A empresa atua no reflorestamento em vários pontos do mundo e já recuperou aproximadamente 600 hectares desde 2015. Até 2030, a meta é atingir 350 milhões de hectares globalmente, inclusive no Brasil, que aderiu à iniciativa em 2016 e tem como missão restaurar 12 milhões de hectares nos próximos 11 anos.

Como a Land Life usa tecnologia para salvar florestas?

A Land Life criou um reservatório de papelão biodegradável, com 25 litros d’água, que é instalado no subsolo para ajudar no desenvolvimento das mudas de plantas. O sistema exclusivo foi utilizado em 17 hectares áridos em Matamorisca em maio de 2018. Nessa área, a empresa plantou carvalhos, freixos, nogueiras, sorveiras-bravas e mostajeiros-brancos.

Os hectares são supervisionados com a ajuda de um programa que reúne imagens de drones e satélite, análise de Big Data, identificação por QR Code, mapeamento de árvores ideais para o local e aprimoramento do solo. No primeiro ano, 96% do que foi plantado em Matamorisca sobreviveu ao verão, mesmo sem irrigação.

Para Arnout Asjes, diretor de tecnologia da Land Life, a tecnologia da empresa acelera o reflorestamento. “A natureza retorna por si própria? […] Provavelmente sim, mas isso pode levar décadas ou centenas de anos, por isso estamos acelerando as coisas”, contou o executivo em entrevista à BBC.



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