Notebook em foco sobre uma mesa em ambiente externo, representando inteligência artificial, ao fundo, pessoas aparecem desfocadas em contexto de colaboração Imagem gerada digitalmente

Colaboração, clean rooms e agentes de IA redesenham o uso de dados

2 minutos de leitura

Compartilhamento seguro de dados e IA composta ganham escala até 2028, combinando GenAI, analytics determinístico e novos modelos de colaboração



Por Redação em 21/01/2026

As previsões de médio prazo da IDC indicam que a transformação digital avança para além da produtividade interna e passa a redesenhar a forma como empresas compartilham dados e constroem experiências para clientes. Até 2028, 60% das organizações devem colaborar por meio de conjuntos privados de dados, em ambientes conhecidos como clean rooms ou data spaces.

As análises integram o FutureScape da IDC e foram apresentadas em webnar com diretores de pesquisa da consultoria, com base em estudos globais e pesquisas realizadas com líderes de TI da América Latina.

Pietro Delai, diretor de pesquisas para a região, explicou que esse movimento já está em curso em mercados com regulações mais rígidas. “Na Europa, onde surgiram regras como o GDPR (regulamento geral de proteção de dados), já existem grupos trabalhando com compartilhamento de dados privados, inclusive em áreas sensíveis como saúde”, afirmou. Para ele, embora o tema ainda pareça distante para muitas empresas latino-americanas, a preparação precisa começar desde já.

IA híbrida

Outro eixo central dessas previsões é a adoção da chamada IA composta, que combina modelos generativos com técnicas tradicionais de machine learning, analytics preditivo e prescritivo. Diego Anesini, vice-presidente de pesquisa para a América Latina na IDC, destacou que essa abordagem recoloca a IA ‘clássica’ no centro das estratégias corporativas, ao responder a demandas por explicabilidade, confiabilidade e governança.

Os dados apresentados no webnar mostram que 60% das organizações na região já utilizam capacidades de IA embutidas em aplicações empresariais, mesmo sem tratar essas iniciativas como projetos formais. Além disso, 38% estão experimentando o uso de agentes de IA, que atuam como orquestradores ao combinar ferramentas de GenAI com mecanismos determinísticos de analytics.

Segundo Anesini, esses agentes devem se tornar peças-chave da arquitetura de IA nos próximos anos. “Eles permitem integrar capacidades generativas com pipelines determinísticos para obter resultados mais robustos”, explicou. A recomendação da IDC é que as empresas priorizem casos de uso estratégicos, façam inventários das iniciativas existentes e invistam em plataformas interoperáveis.

No horizonte, a colaboração entre humanos e sistemas inteligentes também exigirá novas métricas de avaliação. Medir produtividade, qualidade das decisões, carga cognitiva e confiança passa a ser tão relevante quanto indicadores financeiros tradicionais. Para a IDC, educação, experimentação e diretrizes éticas serão fundamentais para sustentar esse novo ciclo de transformação digital.



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