tic da america latina

Brasil tem 30% do mercado de TIC da América Latina 

2 minutos de leitura

Conhecido pela sigla TIC, segmento também empregou 2 milhões de profissionais, de acordo com Brasscom



Por Redação em 22/04/2024

Os números do mercado de telecom e TI (TIC) indicam que o setor respondeu por 6,5% do PIB em 2023, em função da movimentação de R$ 707,7 bilhões no período. Isso significa um crescimento de 6% em relação ao ano anterior. E mais: o setor empregava 2,05 milhões de profissionais e também representava 30% do mercado de TIC na América Latina. O país também manteve a posição de 10° maior em produção de TIC no mundo. 

Os dados são da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom) e fazem parte do Relatório Setorial 2023 do Macrossetor de TIC. Nesse grupo estão as empresas de tecnologia e telecom (TIC), o subsegmento das operadoras de telecomunicações e o chamado TI in House, formado pelos profissionais de tecnologia que atuam internamente em empresas de outros segmentos. 

A entidade aponta, ainda, que são esperados investimentos de R$ 729 bilhões em tecnologias de transformação digital até 2027. Esse indicativo positivo explica em parte o volume de profissionais empregados no segmento, que são 4% dos empregos nacionais, tendo agregado 29 mil postos de trabalho em 2023, com média salarial 2,1 vezes maior do que a média nacional.

A Brasscom também destacou que houve uma queda de 15,4% no subsegmento de hardware na área de telecom e TI, mas as outras áreas mostraram um incremento, caso do mercado de softwares (21,6%), serviços (33%), nuvem (25%) e exportações (9%). No geral, o mercado interno para TIC (não inclui nem operadoras de telecom e nem TI in House) foi de R$ 302 bilhões, ou seja, um incremento de 8,4% em relação a 2022. 

Conectividade

tic na america latina

O documento também traz um balanço da conectividade no Brasil, mostrando que o país tinha 82,8% de usuários com acesso à internet até dezembro de 2022. Trata-se de uma média acima do índice mundial (67,9%) e próxima dos Estados Unidos (88,9%) e Europa (89,2%). 

Segundo a Brasscom, o número de usuários de internet aumentou a uma taxa anual de 5,3% entre 2015 e 2022, com a inclusão de 55 milhões de pessoas. Outra tendência é a rota de universalização de usuários entre as classes de menor renda. Na classe C, por exemplo, o percentual é de 85% e, nas classes D-E, ele chega a 66%. Nas classes A e B, a participação é maior, respectivamente, 95% e 93%.



Matérias relacionadas

Servidores em um data center com racks iluminados por luzes vermelhas e arquitetura tecnológica de alta performance. Estratégia

Corrida pela infraestrutura de IA desafia a economia antes dos ganhos de produtividade

Investimentos bilionários em data centers, energia e chips pressionam custos globais e a política monetária, enquanto o Brasil busca espaço na nova cadeia de valor

Pessoa trabalhando em notebook com interface digital de IA em estilo futurista, mostrando o texto “IA Agents”, elementos de busca, anúncios e painéis de análise em vermelho e branco. Estratégia

Tecnologia pode substituir horas de trabalho por eficiência no varejo

Automação de processos e inteligência artificial permitem elevar a produtividade, redistribuir tarefas e preservar a qualidade do atendimento diante da possível redução da jornada e do fim da escala 6×1

ícone de cadeado digital em destaque com circuitos e pontos luminosos em tons de vermelho, simbolizando cibersegurança, proteção e segurança de dados Estratégia

Organizações avançam na cibersegurança de ambientes industriais

Visibilidade sobre parques automatizados, estrutura de defesas e arquiteturas seguras de conectividade trazem amadurecimento da segurança em ambientes que sustentam operações críticas, enquanto amplia consciência sobre os riscos

Mão em primeiro plano segurando um escudo digital em estilo holográfico com ícones de tecnologia, sugerindo proteção e soberania digital. Ao fundo, notebook na mesa. Estratégia

Estudo identifica inovação, governança e autonomia tecnológica como pilares da soberania digital

Publicação do CTS-FGV defende a implementação de um Sistema Nacional de Soberania Digital para reduzir a dependência de plataformas estrangeiras