Planeta Terra com uma rede de conexões luminosas e linhas de dados ao redor do mundo, sugerindo conectividade global. Imagem gerada digitalmente

IoT híbrida permite rastrear ativos fora da cobertura celular 

2 minutos de leitura

Solução da Myriota integra conectividade terrestre e satelital para rastrear ativos industriais em áreas com diferentes níveis de cobertura



Por Redação em 04/09/2026

O rastreamento de ativos móveis como equipamentos pesados, contêineres e geradores de energia, entre outros, é um desafio. Não por falta de conectividade, pois há opções de infraestruturas celular e satelital. A questão está em integrar as duas redes em uma única solução, o que a empresa australiana Myriota, especializada em IoT, acaba de viabilizar. 

A companhia criou uma solkução de IoT híbrida, que permite a adição da conectividade celular à sua rede HyperPulse 5G Non-Terrestrial Network (NTN). A ponte entre os dois tipos de conectividade é feita por meio do rastreador de ativos AssetHawk, que ajuda a unificar a cobertura. Com isso, os ativos são monitorados em áreas com boa cobertura de celular e também em locais remotos, situações em que os satélites são ativados.

De acordo com o site Telesintese, a solução torna a conexão comercial de qualquer ativo e em qualquer lugar viável pela primeira vez a um custo inferior a um dólar mensal. O campo de aplicação da IoT híbrida é amplo e inclui setores como mineração e agronegócio, que utilizam ativos com grande mobilidade entre áreas com diferentes níveis de conectividade. 

Menos burocracia para integração

Com esse novo recurso, os integradores podem trabalhar com um único dispositivo e estrutura de serviço em vez de conciliar mensagens de satélite de uma plataforma com mensagens celulares de outra. Um dos benefícios é a redução da burocracia no rastreamento híbrido de ativos, eliminando a necessidade de vários contratos, perfis de dispositivos e ambientes diferentes de gerenciamento de rede.

Para a publicação especializada IoT Business, a conectividade híbrida de IoT está se tornando cada vez mais comum à medida que as redes terrestres e não terrestres convergem. Um dado importante é que a conectividade via satélite deixa de ser uma decisão de custo fixo para cada mensagem e passa a ser uma camada de cobertura utilizada quando a localização do ativo exige.

O destaque, no caso da Myriota, é que a empresa está expandindo sua própria camada de infraestrutura com acesso celular, em vez de posicionar o satélite como um serviço de backup separado, que os próprios clientes precisam adquirir, integrar e gerenciar em conjunto com uma operadora de celular.

Sensor coleta dados de outros sensores

Alimentado pela bateria desenvolvida pela Myriota, o rastreador AssetHawk tem autonomia de até dez anos. O dispositivo possui integração com sensores BLE, a sigla para Bluetooth Low Energy, o que permite que ele atue não apenas como um rastreador de localização, mas também como um ponto de agregação de sensores locais para medições próximas.

Para os provedores de soluções, trata-se de um diferencial importante, pois o rastreador pode coletar dados de sensores locais habilitados para BLE, adicionando informações sobre vibração e temperatura, entre outros dados.

De acordo com o IoT Business, que cita dados da ABI Research, as conexões de IoT que utilizam padrões de rede não terrestres (NTN) crescerão de 2,08 milhões em 2024 para quase 14 milhões em 2032. No caso da companhia australiana, trata-se de um nicho específico: ela viabiliza a conectividade híbrida terrestre e satelital para ativos industriais que, ocasionalmente, estão fora do alcance da rede celular.



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