cloudian Foto: New Africa / Shutterstock

Cloudian facilita armazenamento de dados criados por IA

2 minutos de leitura

Tecnologia reduz gargalos de desempenho e acelera o desenvolvimento de modelos mais robustos.



Por Redação em 03/09/2025

Dois ex-alunos do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Michael Tso e Miroshi Ohta, são os fundadores da Cloudian, empresa que visa auxiliar empresas a gerenciar o armazenamento de dados para modelos de inteligência artificial (IA) em grande escala.

Soluções tradicionais de armazenamento possuem várias camadas de complexidade, que geram lentidões ocasionais durante o uso. A utilização de placas de vídeo (GPU) está intimamente relacionada a esse mercado, uma vez que estas são capazes de realizar milhares de cálculos simples simultaneamente. O problema: os sistemas de armazenamento não são capazes de alimentar as placas de vídeo na velocidade necessária.

Como a Cloudian resolve o problema?

Para que as GPUs realizem o trabalho da melhor forma possível, a companhia remove várias dessas camadas de complexidade. Assim, a solução oferecida é mais direta e otimizada, permitindo que a comunicação entre o hardware não sofra com ineficiências evitáveis.

Sua plataforma, intitulada HyperStore, é utilizada para armazenar dados não estruturados, como vídeos, áudios, imagens e arquivos gerados por IA. O método de escalabilidade é linear e virtualmente ilimitado, podendo chegar a exabytes de armazenamento.

Para resolver os gargalos, três medidas principais foram tomadas pela Cloudian:

  • Integração com NVIDIA GPUDirect Storage: Esta tecnologia permite que a GPU tenha acesso direto ao armazenamento de objetos, contornando tanto o sistema operacional como o processador (CPU). Com isso, a taxa de transferência é drasticamente aumentada, assim como a latência;
  • Arquitetura distribuída: Trata-se de um modelo de arquitetura P2P (peer-to-peer), onde cada nó de armazenamento pode servir dados de maneira independente. Dessa forma, o desempenho do projeto dependerá mais diretamente da capacidade computacional;
  • Camadas de dados unificadas: O armazenamento de arquivos, objetos ou mesmo bancos de dados vetoriais é realizado em uma única plataforma. Isso significa que a migração entre diferentes sistemas é anulada, o que melhora a performance e a segurança da IA de maneira geral.

Quais são os impactos esperados?

Modelos de armazenamento como o da Cloudian permitem ciclos de desenvolvimento mais curtos, uma vez que a interação e a correção de erros são melhoradas pelo ganho de velocidade.

Além disso, modelos maiores e mais complexos poderão ser construídos. Isso reflete na experiência para o consumidor final, que poderá contar com uma IA não só mais rápida, como também mais precisa e menos propensa a erros.

Com o ganho de eficiência, os custos envolvidos na construção e manutenção da infraestrutura da IA são reduzidos. Mesmo empresas menores, como startups, poderão oferecer serviços mais eficientes sem a necessidade de possuir GPUs adicionais para compensar o gargalo dos modelos tradicionais de armazenamento.

Vencidos os obstáculos, os desenvolvedores poderão focar no que realmente importa: a lógica do modelo. O tempo gasto com engenharia de pipeline de dados costuma ser longo e desacelera o tempo de implementação; por outro lado, caso esse modelo de negócios mais moderno se mostre robusto e funcional no longo prazo, muitas big techs deverão entrar no jogo para oferecer produtos digitais cada vez mais robustos.



Matérias relacionadas

DTV+ Conectividade

DTV+: entenda a nova TV 3.0 do Brasil

Tecnologia com conexão 5G promete revolucionar a forma como as pessoas assistem televisão no país

Profissional em reunião usando laptop com interface holográfica de IA, automação e dados em ícones vermelhos, sugerindo integração de inteligência artificial no ambiente empresarial. Inovação

IA ganha escala, mas automação ainda prevalece no uso empresarial

Pesquisa do Cetic.br mapeia evolução do uso de inteligência artificial e aponta o surgimento de novos cargos voltados a dados e IA nas organizações

Thais Lamas da Claro à esquerda, Bruna Costa da Nubank ao centro e Rodrigo Duclos da Claro no palco ao fundo, em feira lotada com telão e iluminação em neon. Inovação

NuCel transforma parceria entre Claro e Nubank em laboratório de inovação para telecom

Operadora virtual inova em modelos de atendimento, automação, portabilidade e integração de serviços, gerando aprendizados para outras operações dos grupos

Da esquerda para a direita: Luiz Pacete, Rodrigo Assad, Giuliane Paulista e Fernando Kontopp. Executivos no painel Grandes bancos, resultados reais – a IA em ação, durante o Web Summit Rio 2026 Inovação

IA além da eficiência: bancos apostam em reinvenção contínua para gerar valor aos clientes

Especialistas do Banco do Brasil, Itaú e Claro empresas explicam as abordagens corporativas para transformar modelos de negócio, personalizar serviços e ampliar a capacidade de adaptação das organizações