Victor Navarrete, da ACE Startups, fala sobre a corrida pela inovação na Amcham Talks 2019

3 perguntas sobre a corrida pela inovação para Victor Navarrete, da ACE Startups

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A transformação digital é um caminho para a empresa se manter no mercado e gerar vantagem competitiva, mas a cultura de inovação ainda é vista como uma barreira para o crescimento dos negócios. Para Victor Navarrete, head de operações da ACE Startups, inovar não é apenas “pregar post-its na parede, mas sim colocar as ideias em prática”. Com Mundo + Tech, ele conversou sobre como mudar a cultura organizacional pode ajudar na transformação digital de uma empresa.



Por Redação em 15/04/2019

A transformação digital é um caminho para a empresa se manter no mercado e gerar vantagem competitiva, mas a cultura de inovação ainda é vista como uma barreira para o crescimento dos negócios. Para Victor Navarrete, head de operações da ACE Startups, inovar não é apenas “pregar post-its na parede, mas sim colocar as ideias em prática”. Com Mundo + Tech, ele conversou sobre como mudar a cultura organizacional pode ajudar na transformação digital de uma empresa.

Mundo + Tech: A corrida de inovação acontece há anos. O que ela trouxe de consequência?
Victor Navarrete:
A empresa precisa ter um objetivo bem específico quando se fala em inovação. O que a gente observa é que, com a corrida de inovação, muitas conseguem criar negócios e novas fontes de receita para os negócios já existentes. No fim do dia, elas usam inovação para trazer mais receitas ou diminuir os custos. Mas é preciso entender que a cultura de inovação deve ser trabalhada. Quando isso acontece, a empresa se movimenta como um todo, os colaboradores ficam mais engajados e a inovação ganha destaque.

M+T: Inovar é ter postura de startup?
VN:
Essa é uma grande questão. É mais confortável uma empresa ir atrás de startups para inovar e resolver suas dores. É uma alternativa? É, mas é apenas uma delas. Às vezes fica mais fácil a empresa comprar uma startup que tenha um produto que ela não tenha como estratégia porque é um desafio ter uma postura de startup. Primeiro porque o design organizacional da empresa não foi desenhado para isso, embora percebamos um movimento de squads, em que a organização cria um grupo com colaboradores na tentativa de encontrar uma solução para os problemas dela.

M+T: Qual o desafio desses squads?
VN:
O interesse dos C-Levels. Quanto mais existir diretores, presidentes e outros cargos interessados nesses grupos de trabalho, maior as chances da empresa de conseguir fazer projetos dentro de casa. Mas o que acontece é o contrário. A equipe de inovação não tem envolvimento do C-Level e ela fica como um lobo solitário tentando fazer algo, mas sem apoio algum. O que as empresas têm feito é entregar um orçamento para esses squads para o desenvolvimento de um programa que atraia startups e assim o mercado achar que essas empresas inovam, mas isso não é inovação. Outro ponto é que algumas companhias estão maduras com seus squads, enquanto outras não conseguem trabalhar de forma ágil porque elas não sabem o que fazer com aquela vaga que foi desocupada por um colaborador que foi alocado para ajudar a resolver as dores da empresa.

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Foto: Matheus Campos/Amcham Brasil



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