relatorios esg

Relatórios ESG obrigatórios ganham protagonismo

2 minutos de leitura

Empresas de capital aberto vão precisar se adaptar à regulação, que começa em 2026



Por Redação em 20/03/2024

Com obrigatoriedade de publicar relatórios ESG a partir de 2026, empresas brasileiras com ações em Bolsa precisam se adaptar para uma economia verde e mais digital. A decisão foi anunciada em outubro de 2023 pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que aprovou a resolução que obriga empresas de capital aberto a publicarem relatórios ESG a partir de 2026. A medida, apoiada pelo Ministério da Fazenda, vai ter um tempo de transição: entre 2024 e 2025, as companhias públicas poderão fazer relatórios financeiros com suas iniciativas e metas relacionadas à sustentabilidade de forma voluntária.

A resolução da CVM segue o Plano de Transformação Ecológica, uma proposta do Sul Global (composto por países em desenvolvimento ou emergentes) para promover o desenvolvimento sustentável. A iniciativa busca dar mais transparência às empresas e ajudar na tomada de decisão de investidores preocupados com questões socioambientais.

Para garantir um critério de comparabilidade entre as empresas, o relatório ESG deverá seguir duas normas (IFRS S1 e S2), padronizadas pelo International Sustainability Standards Board (ISSB). Elas trarão informações sobre riscos e oportunidades ligados à sustentabilidade (S1) e clima (S2), úteis para stakeholders na tomada de decisões.

Tecnologia aliada ao ESG

O documento vai exigir atenção para a veracidade dos dados, e é nesse ponto que a tecnologia será a aliada das empresas, conforme aponta reportagem da revista Época. Segundo a publicação, softwares empresariais atuais já são capazes de contabilizar dados relevantes de sustentabilidade, desde consumo de água e energia até equações mais complexas de emissão de carbono. Dessa forma, uma empresa tem mais garantias da qualidade e precisão de suas informações na hora de uma possível auditoria.

A tecnologia também pode ser uma ferramenta que vá além da simples coleta e análise de dados. Não são poucas as soluções que podem ajudar uma companhia a enfrentar desafios de redução de consumo de energia e água, gestão de resíduos e mitigação de emissões de gases de efeito estufa.

A medida da CVM pode impulsionar uma economia mais sustentável, ao mesmo tempo em que traz ainda mais transparência aos relatórios financeiros das companhias. Cabe agora às empresas brasileiras se prepararem para aproveitar um ambiente de negócios que já começa a atrair investidores que vão além do simples retorno financeiro.



Matérias relacionadas

Profissional conectando cabo Ethernet em switch de rede para otimizar segmentação de redes corporativas usando VLANs e VPNs Estratégia

Segmentação de redes: estruturas blindadas para os sistemas críticos

Técnicas permitem isolamento de dados sensíveis, garantia de capacidade e mitigação de vulnerabilidades

Tecnologia com foco em hipersonalização, destaque para uma chave de segurança com impressão digital, ícones de segurança, privacidade e personalização digital Estratégia

Cinco pilares definem a hiperpersonalização confiável

Experiências personalizadas crescem como estratégia de valor, mas demandam governança de dados, segurança e modelos de IA confiáveis

Rony Vainzof, consultor em Proteção de Dados da FecomercioSP e Diretor da FIESP Estratégia

A IA precisa estressar as leis já existentes e ser usada com delegação e supervisão humana, diz Rony Vainzof

O advogado e especialista avalia o status legal e de desenvolvimento da inteligência artificial no Brasil, defende "calma" para definição do Marco Regulatório de IA e sentencia: “os humanos somos nós”

Central nuclear com duas torres de resfriamento emitindo vapor ao pôr do sol, com sistema de resfriamento e usina de energia ao fundo. Estratégia

Google reativa usina nuclear para abastecer IA

Reativação da Duane Arnold Energy Center revela um novo momento no qual data centers impulsionam a expansão de renováveis e energia nuclear

    Embratel agora é Claro empresas Saiba mais